The Fort Worth Press - Brasileiro participa de experimento para reduzir arrotos de vacas e ajudar o clima

USD -
AED 3.673104
AFN 63.000368
ALL 83.025041
AMD 377.503986
ANG 1.790083
AOA 917.000367
ARS 1378.673804
AUD 1.419648
AWG 1.8025
AZN 1.70397
BAM 1.689727
BBD 2.01353
BDT 122.670076
BGN 1.709309
BHD 0.374681
BIF 2970
BMD 1
BND 1.278587
BOB 6.90829
BRL 5.313404
BSD 0.999767
BTN 93.464137
BWP 13.632554
BYN 3.033193
BYR 19600
BZD 2.010678
CAD 1.37305
CDF 2275.000362
CHF 0.78844
CLF 0.023504
CLP 928.050396
CNY 6.886404
CNH 6.906095
COP 3712.59
CRC 466.966746
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.850394
CZK 21.149204
DJF 177.720393
DKK 6.457504
DOP 59.000359
DZD 131.224675
EGP 51.758616
ERN 15
ETB 157.150392
EUR 0.862704
FJD 2.21445
FKP 0.75164
GBP 0.749681
GEL 2.71504
GGP 0.75164
GHS 10.90504
GIP 0.75164
GMD 73.503851
GNF 8777.503848
GTQ 7.658082
GYD 209.166703
HKD 7.83535
HNL 26.560388
HRK 6.511304
HTG 131.155614
HUF 339.680388
IDR 16956.2
ILS 3.109125
IMP 0.75164
INR 94.04855
IQD 1310
IRR 1315625.000352
ISK 124.270386
JEP 0.75164
JMD 157.066706
JOD 0.70904
JPY 159.23904
KES 129.603801
KGS 87.447904
KHR 4010.00035
KMF 427.00035
KPW 899.870128
KRW 1505.310383
KWD 0.30657
KYD 0.833125
KZT 480.643127
LAK 21485.000349
LBP 89550.000349
LKR 311.869854
LRD 183.375039
LSL 17.010381
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.380381
MAD 9.360504
MDL 17.410687
MGA 4170.000347
MKD 53.172583
MMK 2099.940821
MNT 3585.542519
MOP 8.069756
MRU 40.130379
MUR 46.503741
MVR 15.460378
MWK 1737.000345
MXN 17.898604
MYR 3.939039
MZN 63.903729
NAD 16.830377
NGN 1356.250377
NIO 36.720377
NOK 9.569995
NPR 149.542319
NZD 1.712622
OMR 0.381586
PAB 0.999784
PEN 3.479039
PGK 4.31175
PHP 60.150375
PKR 279.203701
PLN 3.69475
PYG 6529.758871
QAR 3.644504
RON 4.401504
RSD 101.699038
RUB 82.822413
RWF 1459
SAR 3.755057
SBD 8.05166
SCR 14.367754
SDG 601.000339
SEK 9.344038
SGD 1.282304
SHP 0.750259
SLE 24.575038
SLL 20969.510825
SOS 571.503662
SRD 37.487504
STD 20697.981008
STN 21.515
SVC 8.747565
SYP 110.536894
SZL 16.830369
THB 32.790369
TJS 9.602575
TMT 3.51
TND 2.909038
TOP 2.40776
TRY 44.280904
TTD 6.782897
TWD 32.036704
TZS 2586.664038
UAH 43.796556
UGX 3778.931635
UYU 40.286315
UZS 12195.000334
VES 454.69063
VND 26312
VUV 119.352434
WST 2.727514
XAF 566.725992
XAG 0.014693
XAU 0.000222
XCD 2.70255
XCG 1.801775
XDR 0.705856
XOF 570.503593
XPF 103.550363
YER 238.603589
ZAR 17.127505
ZMK 9001.203584
ZMW 19.520498
ZWL 321.999592
Brasileiro participa de experimento para reduzir arrotos de vacas e ajudar o clima
Brasileiro participa de experimento para reduzir arrotos de vacas e ajudar o clima / foto: © AFP

Brasileiro participa de experimento para reduzir arrotos de vacas e ajudar o clima

O cientista brasileiro Paulo de Méo Filho introduz um tubo longo da boca até o estômago de "Thing 1", um bezerro de dois meses que faz parte de um projeto de pesquisa cujo objetivo é evitar que as vacas arrotem metano, um poderoso gás de efeito estufa.

Tamanho do texto:

Méo Filho, pesquisador de pós-doutorado da Universidade da Califórnia (UC), na cidade de Davis, participa deste experimento ambicioso, que tem como objetivo desenvolver uma pílula para transformar as bactérias intestinais das vacas de forma que emitam menos ou nenhum metano.

Embora a indústria dos combustíveis fósseis e algumas fontes naturais emitam metano, a pecuária se tornou uma forte preocupação climática devido ao grande volume de emissões gasosas de las vacas.

"Quase metade do aumento da temperatura (global) que tivemos até agora se deveu ao metano", explica Ermias Kebreab, professor de ciências animais da UC em Davis.

O metano, segundo maior fator que influencia nas mudanças climáticas após o dióxido de carbono, se decompõe mais rapidamente que o CO2, mas tem um efeito mais potente.

"O metano dura cerca de 12 anos na atmosfera", diferentemente do dióxido de carbono, que persiste durante séculos, disse Kebreab.

Segundo ele, "se começarmos a reduzir o metano agora, poderemos ver o efeito na temperatura rapidamente".

Filho usa o tubo para extrair líquido do rúmen de "Thing 1", o primeiro compartimento do estômago que contém comida parcialmente digerida.

Usando as amostras do líquido do rúmen, cientistas estudam os micróbios que transformam o hidrogênio em metano, que não é digerido pelo bovino, mas arrotado.

Uma única vaca arrota aproximadamente 100 kg de gás por ano.

- Animais sociais -

"Thing 1" e outros bezerros recebem uma dieta suplementada com algas marinhas para reduzir a produção de metano.

Os cientistas esperam obter resultados similares introduzindo micróbios geneticamente modificados para absorver hidrogênio, matando de fome as bactérias produtoras de metano na própria fonte.

No entanto, a equipe trabalha com cautela.

Matthias Hess, diretor do laboratório da UC em Davis, adverte que "não podemos simplesmente reduzir a produção de metano eliminando" as bactérias produtoras deste gás, pois o hidrogênio poderia se acumular e afetar a saúde do animal.

"Os micróbios são uma espécie de criaturas sociais. Realmente gostam de viver todos juntos", diz. "A forma como interagem e afetam uns aos outros influencia no funcionamento geral do ecossistema", acrescenta.

Os estudantes de Hess testam diferentes fórmulas em biorreatores, recipientes que reproduzem as condições de vida dos micro-organismos dentro do estômago, dos movimentos à temperatura.

- Vacas mais produtivas -

O projeto é executado em conjunto com o Instituto Genômica Inovadora (IGI), da UC em Berkeley.

Os cientistas do IGI estão tentando identificar o micróbio correto, que esperam alterar geneticamente para substituir os micróbios produtores de metano.

Estes micro-organismos modificados serão testados na Universidade da Califórnia em Davis, em laboratório e também nos animais.

"Não só estamos tentando reduzir as emissões de metano, mas também aumentamos a eficiência da alimentação", ressalta Kebreab.

"O hidrogênio e o metano são energia, e se reduzirmos essa energia e a redirecionarmos para outra coisa... Teremos uma produtividade melhor e menos emissões ao mesmo tempo", explica.

O objetivo final é um tratamento com dose única administrado nas primeiras etapas da vida, pois a maioria do gado pasta livremente e não pode receber suplementos diários.

As três equipes de pesquisa receberam um fundo de 70 milhões de dólares (R$ 419 milhões, na cotação atual) e prazo de sete anos para obter avanços.

Kebreab estuda há muito tempo as práticas pecuaristas sustentáveis e se opõe aos apelos para reduzir o consumo de carne para salvar o planeta.

Embora reconheça que isto poderia funcionar no caso de adultos sadios em países desenvolvidos, ele cita países como a Indonésia, onde o governo tenta aumentar a produção de carne e laticínios porque 20% das crianças menores de cinco anos sofrem atraso em seu crescimento.

"Não podemos dizer-lhes que não comam carne", reforça.

M.Delgado--TFWP