The Fort Worth Press - Crime organizado brasileiro se expande para a Guiana Francesa

USD -
AED 3.672501
AFN 63.493369
ALL 83.065121
AMD 368.061373
ANG 1.790403
AOA 917.503082
ARS 1479.268799
AUD 1.450705
AWG 1.80125
AZN 1.704306
BAM 1.724631
BBD 2.015008
BDT 123.052911
BGN 1.69088
BHD 0.377235
BIF 2981.376318
BMD 1
BND 1.298014
BOB 6.913275
BRL 5.202301
BSD 1.000494
BTN 94.394378
BWP 13.651955
BYN 2.847191
BYR 19600
BZD 2.012169
CAD 1.42401
CDF 2269.000106
CHF 0.813199
CLF 0.023389
CLP 920.249899
CNY 6.7905
CNH 6.80507
COP 3440.62
CRC 455.363127
CUC 1
CUP 26.5
CVE 97.231163
CZK 21.38355
DJF 178.15793
DKK 6.59032
DOP 58.957356
DZD 133.564019
EGP 49.534796
ERN 15
ETB 157.79172
EUR 0.88172
FJD 2.244203
FKP 0.75995
GBP 0.759865
GEL 2.640163
GGP 0.75995
GHS 11.25259
GIP 0.75995
GMD 72.510374
GNF 8766.88653
GTQ 7.632888
GYD 209.329395
HKD 7.840575
HNL 26.770661
HRK 6.645899
HTG 130.762583
HUF 313.477965
IDR 17982
ILS 2.975899
IMP 0.75995
INR 94.38045
IQD 1310.623964
IRR 1375050.000123
ISK 126.960185
JEP 0.75995
JMD 157.684032
JOD 0.708978
JPY 161.850226
KES 129.59298
KGS 87.450161
KHR 4028.922887
KMF 433.999516
KPW 900.00035
KRW 1542.979919
KWD 0.30971
KYD 0.833737
KZT 484.885895
LAK 22235.351175
LBP 89595.167762
LKR 337.175056
LRD 182.081919
LSL 16.568199
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.424817
MAD 9.418715
MDL 17.758476
MGA 4265.244037
MKD 54.366184
MMK 2099.534862
MNT 3583.823146
MOP 8.07945
MRU 39.739339
MUR 48.190398
MVR 15.449729
MWK 1734.844143
MXN 17.638795
MYR 4.117302
MZN 63.909585
NAD 16.568199
NGN 1379.810012
NIO 36.814468
NOK 9.891199
NPR 151.027498
NZD 1.773553
OMR 0.384501
PAB 1.000485
PEN 3.423701
PGK 4.390498
PHP 61.322498
PKR 278.431272
PLN 3.78022
PYG 6113.48706
QAR 3.646841
RON 4.613097
RSD 103.466046
RUB 75.497985
RWF 1470.217363
SAR 3.75631
SBD 8.051953
SCR 14.057553
SDG 600.000277
SEK 9.75957
SGD 1.297675
SHP 0.746601
SLE 24.792558
SLL 20969.503664
SOS 571.756095
SRD 37.459846
STD 20697.981008
STN 21.604176
SVC 8.754541
SYP 110.532098
SZL 16.56607
THB 33.402522
TJS 9.249239
TMT 3.5
TND 2.970618
TOP 2.40776
TRY 46.51525
TTD 6.795175
TWD 31.850502
TZS 2618.939032
UAH 44.986949
UGX 3701.80946
UYU 40.139678
UZS 12018.0946
VES 620.752985
VND 26320
VUV 119.820737
WST 2.777776
XAF 578.419823
XAG 0.017474
XAU 0.000251
XCD 2.70255
XCG 1.803071
XDR 0.718004
XOF 578.424923
XPF 105.161521
YER 238.625026
ZAR 16.561795
ZMK 9001.203975
ZMW 18.058287
ZWL 321.999592
Crime organizado brasileiro se expande para a Guiana Francesa
Crime organizado brasileiro se expande para a Guiana Francesa / foto: © AFP

Crime organizado brasileiro se expande para a Guiana Francesa

Os grupos de crime organizado mais poderosos do Brasil se expandiram, nos últimos anos, para a Guiana Francesa, onde remodelaram o panorama criminal desse território francês que compartilha 730 quilômetros de fronteira com o país.

Tamanho do texto:

Nascidos nas prisões brasileiras nas décadas de 1970 e 1990, esses grupos, considerados organizações terroristas pelos Estados Unidos, contam hoje com dezenas de milhares de membros.

Em 2024, a polícia identificou na Guiana Francesa 400 pessoas afiliadas a quatro facções armadas.

São elas o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), assim como seus aliados Amigos para Sempre (APS) e Família Terror do Amapá (FTA).

"Esses grupos estão na Guiana há mais de 30 anos, mas sua influência aumentou consideravelmente a partir de 2018, devido à expansão do PCC", diz à AFP Gabriel Feltran, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS, em francês).

O PCC, um dos principais atores do tráfico internacional de cocaína, é uma das organizações criminosas sul-americanas mais poderosas, segundo uma nota de 2024 do serviço de inteligência criminal (Sirasco) do Ministério do Interior francês, consultada pela AFP.

A expansão do PCC modificou a estrutura dos mercados criminosos na Guiana, "que passaram progressivamente de uma criminalidade local a uma integração em redes internacionais", prossegue Feltran.

A violência associada a essas facções também se espalhou. A guerra entre o CV e o PCC, de 2016 até a assinatura de uma trégua em fevereiro de 2025, contribuiu para o aumento do número de homicídios na Guiana.

Esse território registrou, em 2023 e 2024, taxas de homicídio até 20 vezes superiores à média nacional.

- Assaltos de chinelo -

"Constatamos um endurecimento de todo o ecossistema criminoso na Guiana por causa das facções. Sua presença leva outros grupos criminosos a se armarem mais para se defender ou atacá-las", declara à AFP o coronel Xavier, comandante do departamento de investigações (SR) da polícia da Guiana.

Em 2024, 53% dos homicídios na Guiana estiveram ligados a acertos de contas entre grupos criminosos.

À primeira vista, o comportamento desses delinquentes que assaltam mercearias de chinelo não parece muito sofisticado.

"No entanto, eles constituem a principal ameaça à ordem pública na Guiana", alerta Joël Sollier, procurador-geral em Caiena.

"A criminalidade organizada é o que há de mais perigoso, porque é estruturada, atua a longo prazo e afeta todos os ramos da sociedade", acrescenta.

Ativas no tráfico de armas e drogas, as organizações também passaram a atuar na extração ilegal de ouro, diante da alta do preço internacional do metal.

"As facções recrutam principalmente jovens em situação de extrema pobreza, uma parcela numerosa da população na Guiana", afirma Feltran.

- "Corrida contra o relógio" -

Em resposta, o Ministério Público incorporou em 2023 dois membros especializados em criminalidade organizada. O departamento de investigações da polícia quase dobrou seu efetivo em 2024 e dedica um terço de seus recursos às facções.

A Justiça mira os criminosos mais perigosos, "os chefes capazes de organizar e regenerar o sistema", explica o major Christophe, do SR.

Esse trabalho permitiu prender cerca de cem "membros de facções" em 2025, ano em que o número de homicídios diminuiu 23% e os assaltos à mão armada, 33%.

"Nem todos foram cometidos por membros de facções, mas o impacto sobre esses grupos criminosos é inegável, e precisamos combatê-los ao mesmo tempo" para evitar que outros ocupem seu lugar, afirma o coronel Xavier.

No centro penitenciário de Rémire-Montjoly, os detentos ligados a essas organizações são separados dos demais para limitar sua influência, e os chefes mais poderosos são transferidos para a França Metropolitana.

"É uma corrida contra o tempo. Se não formos capazes de extirpar esse câncer, ele vai se instalar de forma duradoura e produzir o que produz em outros lugares da América Latina", adverte o procurador-geral.

No Brasil, o impacto das facções armadas não se restringe à segurança pública.

"Sua expansão mudou a confiança social, as relações entre classes e a organização das cidades, que se tornaram mais segregadas, assim como a vida política", analisa o pesquisador.

O Estado francês, "mais preparado e menos corrupto", parece melhor equipado para resistir, avalia Feltran.

B.Martinez--TFWP