The Fort Worth Press - Com nova vitória na Colômbia, a direita avança na América Latina

USD -
AED 3.672501
AFN 63.500104
ALL 82.633029
AMD 368.080038
ANG 1.790403
AOA 916.999439
ARS 1468.762503
AUD 1.443929
AWG 1.8
AZN 1.704229
BAM 1.715644
BBD 2.014246
BDT 122.861805
BGN 1.69088
BHD 0.3772
BIF 2987.24539
BMD 1
BND 1.295549
BOB 6.92556
BRL 5.195398
BSD 1.000105
BTN 94.687626
BWP 13.599361
BYN 2.808821
BYR 19600
BZD 2.011333
CAD 1.420085
CDF 2264.999756
CHF 0.80991
CLF 0.023188
CLP 912.629528
CNY 6.774802
CNH 6.794085
COP 3450.52
CRC 453.69217
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.725381
CZK 21.284902
DJF 178.090844
DKK 6.570815
DOP 58.536115
DZD 133.642954
EGP 49.721698
ERN 15
ETB 161.234408
EUR 0.87901
FJD 2.24285
FKP 0.754878
GBP 0.757845
GEL 2.644964
GGP 0.754878
GHS 11.225636
GIP 0.754878
GMD 72.999923
GNF 8763.311637
GTQ 7.629858
GYD 209.231741
HKD 7.841025
HNL 26.757135
HRK 6.619905
HTG 130.75668
HUF 312.598794
IDR 17920
ILS 2.99632
IMP 0.754878
INR 94.720702
IQD 1310.110704
IRR 1375000.000043
ISK 126.569798
JEP 0.754878
JMD 157.423814
JOD 0.709027
JPY 161.583004
KES 129.410091
KGS 87.449566
KHR 4014.105511
KMF 430.999576
KPW 900.00035
KRW 1534.079586
KWD 0.30897
KYD 0.833436
KZT 486.473447
LAK 22146.685497
LBP 89557.448376
LKR 334.602361
LRD 182.011965
LSL 16.491476
LTL 2.95274
LVL 0.604889
LYD 6.417656
MAD 9.360252
MDL 17.606449
MGA 4178.106825
MKD 54.164854
MMK 2099.387374
MNT 3579.000015
MOP 8.07637
MRU 39.722981
MUR 47.959633
MVR 15.459428
MWK 1734.153231
MXN 17.54182
MYR 4.140495
MZN 63.899807
NAD 16.491476
NGN 1368.709975
NIO 36.798891
NOK 9.78245
NPR 151.500026
NZD 1.761665
OMR 0.384516
PAB 1.000105
PEN 3.385323
PGK 4.386042
PHP 61.446497
PKR 278.148213
PLN 3.765899
PYG 6096.517967
QAR 3.645646
RON 4.611705
RSD 103.19797
RUB 74.500354
RWF 1466.604677
SAR 3.754291
SBD 8.065041
SCR 13.521981
SDG 600.502742
SEK 9.722302
SGD 1.29678
SHP 0.746601
SLE 24.750049
SLL 20969.503664
SOS 571.588975
SRD 37.482988
STD 20697.981008
STN 21.491605
SVC 8.751031
SYP 110.532098
SZL 16.486254
THB 33.224986
TJS 9.275777
TMT 3.51
TND 2.960315
TOP 2.40776
TRY 46.478349
TTD 6.79047
TWD 31.647497
TZS 2625.002949
UAH 44.892717
UGX 3660.590537
UYU 40.114211
UZS 12015.842175
VES 616.865275
VND 26325
VUV 118.758526
WST 2.756325
XAF 575.410972
XAG 0.016156
XAU 0.000242
XCD 2.70255
XCG 1.8024
XDR 0.713895
XOF 575.410972
XPF 104.61587
YER 238.649868
ZAR 16.527097
ZMK 9001.200113
ZMW 17.940666
ZWL 321.999592
Com nova vitória na Colômbia, a direita avança na América Latina

Com nova vitória na Colômbia, a direita avança na América Latina

A nova onda de líderes populistas de direita segue varrendo a América Latina e obteve mais uma vitória com a eleição de Abelardo de la Espriella para a Presidência da Colômbia. Mas a que se deve esta tendência? Será duradoura?

Tamanho do texto:

Com as grandes exceções do Brasil e do México, é difícil encontrar um palácio presidencial na região que não seja ocupado por um direitista carismático com discurso de linha-dura.

A direita venceu eleições da Argentina a Honduras. Mas especialistas veem poucas provas de uma mudança ideológica estrutural; percebem, ao contrário, um terreno favorável para os 'outsiders', candidatos alheios ao sistema político tradicional.

O que une os vencedores, segundo a especialista em extrema direita Lisa Zanotti, é sua capacidade de canalizar o ressentimento, construir uma forte marca pessoal e forjar alianças.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que prendeu quase 2% da população do país, pode ter servido como modelo.

Oferecendo soluções aparentemente simples contra o crime, a estagnação econômica e uma elite política desacreditada, ele desfruta de uma popularidade astronômica em seu país e costuma liderar as pesquisas na região.

Seu modelo foi amplamente replicado, inclusive por De la Espriella. Também sempre impecavelmente penteado, o presidente eleito colombiano tem sido apelidado, em tom de brincadeira, de o "Bukele de Temu" por alguns comentaristas de seu país.

Segundo Zanotti, pesquisadora do Instituto de Democracia da Central European University, em Budapeste, os sistemas presidenciais da América Latina podem facilitar esta tendência.

"As eleições presidenciais permitem aos empreendedores políticos abandonar partidos frágeis ou desacreditados e estabelecer uma relação direta com os eleitores", disse.

- A receita vencedora -

"Na década dos 2000, vimos governos da 'maré rosa' na América Latina", com várias vitórias da esquerda, disse Anthony Pereira, da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos. Para ele, o populismo latino-americano é uma tradição em transformação.

A esquerda venceu mediante programas de subsídios, aumentos salariais, formalização do emprego e ampliação do acesso ao crédito e à educação. Isto ocorreu durante um 'boom' das matérias-primas de exportação.

"O número de pessoas que viviam na pobreza diminuiu", disse Pereira.

Depois, com o colapso dos preços das matérias-primas, "o otimismo da década de 2010 virou decepção".

Paralelamente, "o crime organizado se fortaleceu e chegou a controlar bairros inteiros, até prisões. Os eleitores começaram a responder com mais entusiasmo aos políticos que afirmavam ser antissistema".

De la Espriella não só apelou aos eleitores anti-esquerda, mas também a uma classe média em ascensão frustrada com a insegurança, um tema central em todas as eleições recentes na América Latina.

Enquanto a esquerda tem dificuldades para formular uma resposta, a direita promete soluções rápidas, como bombardeios ou megapresídios.

- Onda de violência -

No mundo ainda se costuma associar o crime organizado a cartéis de cocaína impiedosos e chefões temerários como Pablo Escobar.

Mas em realidades como as do Equador e do Brasil, embora violentos, estes grupos se tornaram conglomerados bilionários.

Em vez de se limitarem a enviar cocaína aos Estados Unidos, estas organizações agora se inserem na vida cotidiana dos latino-americanos: extorquem os motoristas de ônibus no Peru ou se apoderam de minas de ouro nas florestas venezuelanas.

"É extorsão demais. Os negócios estão fechando. As pessoas não conseguem vender", diz Sandra Gutiérrez, uma eleitora de 60 anos da cidade portuária de Barranquilla, na Colômbia, reduto político de De la Espriella.

Segundo a última pesquisa Latinobarómetro, 75% dos latino-americanos entrevistados em uma dúzia de países disseram que a criminalidade tinha aumentado no último ano.

E um terço disse que eles ou seus familiares foram diretamente afetados pelo crime nesse período.

- O tio Sam -

Os governos de direita em Estados Unidos, Rússia, Israel e Europa também têm se esforçado para exportar seu modelo ou buscar líderes na América Latina que compartilham sua visão.

O presidente americano, Donald Trump, buscou abertamente fazer a balança se inclinar para a direita em várias eleições na região.

Ele ameaçou a Colômbia com a retirada de bilhões de dólares em ajuda militar em caso de vitória do senador Iván Cepeda, aliado do presidente de esquerda Gustavo Petro, a quem Trump considera um "marxista radical".

O resultado: os índices de aprovação de Petro aumentaram. Nas eleições de domingo, seu candidato obteve 1,5 milhão de votos a mais que os que ele mesmo conseguiu há quatro anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também cresceu nas pesquisas quando Trump ameaçou o Brasil com o 'tarifaço' e tentou apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato às eleições presidenciais de outubro.

- Do discurso ao exercício do poder -

Já no poder, alguns líderes veem as dificuldades de atender às expectativas.

O boliviano Rodrigo Paz enfrentou protestos que provocaram uma escassez generalizada. O equatoriano Daniel Noboa inicialmente reduziu a taxa de homicídios, mas desde então esta voltou a alcançar máximos históricos.

No Chile, a popularidade de José Antonio Kast despencou em seus primeiros 100 dias no cargo.

Analistas colombianos se perguntam se De la Espriella terá um destino similar.

Ele fez "campanha preto no branco, aprofundando as diferenças, enquanto se governa na escala de cinzas", disse o pesquisador Juan Álvarez, do Instituto Caro y Cuervo.

"Ainda não sabemos" como será seu governo na realidade, acrescentou.

W.Lane--TFWP