The Fort Worth Press - Vinte anos depois do 11-M, uma Espanha dividida presta homenagem às vítimas

USD -
AED 3.672503
AFN 64.500995
ALL 81.166471
AMD 363.530609
ANG 1.790365
AOA 916.999708
ARS 1524.975696
AUD 1.427643
AWG 1.80125
AZN 1.697406
BAM 1.723635
BBD 2.01455
BDT 122.977945
BGN 1.683441
BHD 0.377018
BIF 2997.193078
BMD 1
BND 1.277876
BOB 12.05776
BRL 5.211068
BSD 1.000181
BTN 95.952657
BWP 13.657294
BYN 3.019137
BYR 19600
BZD 2.011642
CAD 1.41803
CDF 2325.000081
CHF 0.833235
CLF 0.02445
CLP 965.430476
CNY 6.71045
CNH 6.704835
COP 3368.91
CRC 455.717175
CUC 1
CUP 24.004688
CVE 97.175893
CZK 21.498402
DJF 178.109536
DKK 6.58331
DOP 59.478538
DZD 133.419843
EGP 52.070704
ERN 15
ETB 163.374269
EUR 0.880699
FJD 2.23975
FKP 0.754339
GBP 0.754925
GEL 2.595028
GGP 0.754339
GHS 11.657656
GIP 0.754339
GMD 74.000019
GNF 8797.077629
GTQ 7.636548
GYD 209.280908
HKD 7.845775
HNL 26.851268
HRK 6.633002
HTG 130.898612
HUF 322.636967
IDR 17955
ILS 3.056304
IMP 0.754339
INR 95.898149
IQD 1310.308056
IRR 1374849.999913
ISK 120.480419
JEP 0.754339
JMD 158.34211
JOD 0.708965
JPY 157.1055
KES 129.597618
KGS 87.448302
KHR 4059.204815
KMF 432.999827
KPW 900.000318
KRW 1353.409472
KWD 0.30856
KYD 0.833521
KZT 439.095969
LAK 22442.154059
LBP 89567.332478
LKR 331.075752
LRD 171.53357
LSL 16.386165
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.398082
MAD 9.687185
MDL 17.748225
MGA 4404.707873
MKD 54.27009
MMK 2099.371601
MNT 3597.221926
MOP 8.083477
MRU 40.048647
MUR 47.610023
MVR 15.459857
MWK 1734.386774
MXN 17.894275
MYR 4.081897
MZN 63.899662
NAD 16.385877
NGN 1324.750174
NIO 36.812303
NOK 9.57631
NPR 153.522722
NZD 1.768175
OMR 0.384498
PAB 1.000181
PEN 3.440545
PGK 4.525445
PHP 62.56196
PKR 277.081154
PLN 3.84452
PYG 5875.587713
QAR 3.645826
RON 4.648598
RSD 103.488054
RUB 84.125337
RWF 1476.771496
SAR 3.756513
SBD 8.026199
SCR 13.832916
SDG 601.504398
SEK 9.971145
SGD 1.27741
SHP 0.754404
SLE 24.59971
SLL 20969.491881
SOS 571.602311
SRD 37.68604
STD 20697.981008
STN 21.591705
SVC 8.752132
SYP 13002.000254
SZL 16.382376
THB 33.517013
TJS 9.206879
TMT 3.5
TND 2.96908
TOP 2.40776
TRY 49.000504
TTD 6.785083
TWD 31.805801
TZS 2635.002955
UAH 44.863071
UGX 3920.877416
UYU 40.098881
UZS 11822.560247
VES 856.71525
VND 25972.5
VUV 118.916544
WST 2.76931
XAF 577.700848
XAG 0.016414
XAU 0.000240682865
XCD 2.70255
XCG 1.802599
XDR 0.707052
XOF 577.700848
XPF 105.104986
YER 236.624983
ZAR 16.37145
ZMK 9001.200677
ZMW 19.578657
ZWL 321.999592
SSP 5712.591901
MXV 2.026037
Vinte anos depois do 11-M, uma Espanha dividida presta homenagem às vítimas
Vinte anos depois do 11-M, uma Espanha dividida presta homenagem às vítimas / foto: © AFP

Vinte anos depois do 11-M, uma Espanha dividida presta homenagem às vítimas

A Europa prestou homenagem, nesta segunda-feira (11), em Madri às vítimas dos atentados no continente, por ocasião do vigésimo aniversário dos ataques a bomba contra trens que deixaram 192 mortos na capital espanhola e cujos eventos comemorativos reacenderam antigas controvérsias políticas.

Tamanho do texto:

Os inúmeros atos em Madri para relembrar os atentados islamistas contra vários trens suburbanos de 11 de março de 2004 (conhecidos como 11-M), os mais sangrentos ocorridos na Espanha, colocaram mais uma vez sobre a mesa o debate sobre se o governo de direita da época, presidido por José María Aznar, escondeu informações do país sobre os ataques para não ser prejudicado eleitoralmente.

As instituições europeias decidiram em 2004 fazer do dia 11 de Março o Dia Europeu das Vítimas do Terrorismo, relembrado todos os anos em um país diferente.

Organizada pela Comissão Europeia, e presidida pelo rei Felipe VI, a cerimônia oficial ocorreu na Galeria das Coleções Reais, museu localizado perto do Palácio Real, na presença de centenas de personalidades.

"A história do terrorismo na Europa é a história do sofrimento compartilhado, mas também da solidariedade entre todos os europeus", disse Felipe VI em seu discurso.

"Quem conheceu de perto aquela manifestação extrema de violência nunca poderá esquecê-la, assim como cidades como Nova York, Londres, Paris, Oslo, Barcelona, Nice, Bruxelas e tantas outras nunca a esquecerão", afirmou o presidente do governo, Pedro Sánchez.

- "Irreparável" -

Foi "um dia que fraturou as nossas vidas de forma irreparável", disse Ana Cristina López Royo, que perdeu o marido nos atentados de Madri, e que foi uma das três vítimas, ou familiares das vítimas dos atentados, que discursaram no ato.

Ao longo do dia houve eventos em memória do massacre de Atocha. O primeiro ocorreu às 09h00 (horário local), na central praça Puerta del Sol, com a participação do prefeito da cidade e da presidente da comunidade autônoma de Madri, que depositaram uma coroa de flores.

Na estação Atocha, epicentro dos ataques, os transeuntes prestaram homenagem diante de um memorial subterrâneo azul inaugurado no dia anterior, substituindo um anterior que havia sido desmontado devido às obras de ampliação de uma linha de metrô.

Em 11 de março de 2004, durante a hora do rush matinal, dez bombas com temporizador colocadas em quatro trens suburbanos com destino à estação de Atocha explodiram com poucos minutos de intervalo, causando 192 mortes e quase 2.000 feridos, no ataque jihadista mais sangrento do século XXI na Europa.

Confrontada durante anos com a violência da organização armada separatista basca ETA, a Espanha estava "acostumada" com os ataques, mas o atentado 11-M superou qualquer magnitude anterior.

O governo de Aznar apontou imediatamente a ETA como responsável pelo massacre, tese que manteve enquanto surgiam indícios que apontavam para o jihadismo.

Sendo assim, a Al-Qaeda, organização liderada por Osama bin Laden, assumiu a responsabilidade pelos ataques e apresentou-os como retaliação pela participação da Espanha na invasão do Iraque junto aos Estados Unidos.

- Mentira e infâmia -

Nas grandes manifestações de protesto contra os ataques, que ocorrem desde 12 de março, os manifestantes criticaram o governo e Aznar, a quem chamaram de "mentiroso". O seu partido, o Partido Popular (PP), acabou perdendo as eleições realizadas apenas três dias depois dos ataques e às quais chegou como favorito.

O debate continua vivo vinte anos depois, e os críticos de Aznar acusam-no de ter tentado esconder a responsabilidade da Al-Qaeda por medo de que os espanhóis o obrigassem a pagar nas urnas pelo apoio aos Estados Unidos, que foi amplamente rejeitado pela sociedade espanhola.

Nas inúmeras reportagens que surgiram na mídia às vésperas do vigésimo aniversário, muitos depoimentos reiteraram as críticas a Aznar, e a fundação que preside, a FAES, quebrou o silêncio nesta segunda-feira para defendê-lo.

"Esse Governo não ignorou nenhum relatório policial ou de inteligência que contradissesse a sua atitude ou a sua política de comunicação naqueles dias", afirmou a FAES.

"Nunca, jamais chegou às mãos do Governo qualquer documento oficial que descartasse definitivamente a autoria da ETA e afirmasse a responsabilidade jihadista sem hesitação", insistiu.

A esquerda respondeu que Aznar deveria pedir desculpas pela "mentira" e "infâmia" que cometeu na época, disse o socialista Alfonso Rodríguez Gómez de Celis.

H.M.Hernandez--TFWP