Uefa multa Olympique de Marselha e Roma por descumprirem fair-play financeiro
O Olympique de Marselha recebeu uma multa de 10 milhões de euros (R$ 58,6 milhões na cotação atual) nesta quarta-feira (17) por violar as regras do fair-play financeiro da Uefa, mas escapou, por enquanto, de uma punição mais severa e poderá competir na próxima Liga Europa.
No caso da Roma, o clube foi multado em 6 milhões de euros (R$ 35,2 milhões) também por não cumprir por completo os objetivos estabelecidos.
Em comunicado, a Uefa, contudo, mantém ao Olympique a ameaça de "exclusão da próxima competição europeia" para a qual o clube se qualificar nas próximas três temporadas, caso não volte a cumprir os limites orçamentais dentro de um ano.
Também foi imposta aos franceses "uma restrição na capacidade de inscrever novos jogadores" para a próxima Liga Europa, sem mais detalhes disponíveis no momento.
O Olympique, que também terá de comparecer em breve ao DNCG, órgão de controle financeiro do futebol francês, temia o veredicto da Uefa há várias semanas, uma vez que suas contas têm seguido um rumo oposto ao prometido no acordo de conciliação de 2022.
Mas o comitê do Órgão de Controle Financeiro de Clubes da Uefa (CFCB) poupou a equipe de Marselha da punição mais severa, ou seja, a exclusão imediata, levando em consideração "o alcance limitado da infração, bem como a queda dos direitos de transmissão nacionais", validando assim o principal argumento do clube.
A Roma, por sua vez, "ultrapassou ligeiramente a meta provisória estabelecida para o exercício financeiro que termina em 2025 e foi multada em 2 milhões de euros [R$ 11,7 milhões]". Uma multa adicional de 4 milhões de euros (R$ 23,4 milhões) foi aplicada por ter registado uma proporção entre receitas e custos superior a 70% no de 2025.
Enquanto isso, outros dois clubes da primeira divisão francesa, Paris Saint-Germain e Monaco; dois clubes italianos, Milan e Inter de Milão; dois turcos, Besiktas e Trabzonspor; e o Royal Antwerp, da Bélgica, "cumpriram o objetivo final do acordo e, portanto, saíram do regime de conciliação" e não foram sancionados.
J.M.Ellis--TFWP