Meta diz que cumpriu ordens do TSE para tratamento igualitário a Lula e Flávio Bolsonaro
A Meta afirmou, nesta terça-feira (20), que cumpriu as ordens do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir um tratamento igualitário, em suas plataformas, às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a cinco dias do segundo turno da eleição presidencial.
Na segunda-feira, o TSE deu à empresa americana um prazo de 24 horas para comprovar o cumprimento dessas medidas, sob pena de multa diária de cerca de um milhão de reais.
"Concluímos a implementação das medidas para atender à determinação do Tribunal Superior Eleitoral", informou a Meta em um comunicado.
O esquerdista Lula, de quase 81 anos, busca um quarto mandato diante do senador de direita, de 45 anos, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022). As pesquisas mais recentes apontam um empate técnico.
A empresa americana, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, tem sido alvo de denúncias por parte do campo do presidente Lula por supostamente favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro.
Em sua resposta ao TSE, a Meta afirmou que "os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória", segundo o documento publicado pelo portal de notícias Poder360.
Após ficar atrás no primeiro turno por quase dois pontos percentuais (47%–45%), a campanha de Lula acusou a Meta de "interferência" nas eleições por restringir o alcance de seus conteúdos no Instagram e no WhatsApp.
Também denunciou que a ferramenta de inteligência artificial do WhatsApp se recusava a gerar conteúdo eleitoral sobre Lula, mas não sobre seu adversário.
A Meta negou tomar partido e, ao mesmo tempo, admitiu falhas, como a desativação por engano de anúncios da campanha de Lula, mas as atribuiu a "incidentes" técnicos que não afetaram apenas o Brasil.
O Comitê de Supervisão da Meta, que verifica de forma independente as plataformas do grupo, afirmou nesta terça-feira que constatou "falhas recorrentes" na moderação do grupo em conteúdos ligados às eleições presidenciais no Brasil.
O órgão advertiu em comunicado que está preocupado com "as falhas recorrentes nos esforços da Meta para garantir a integridade eleitoral".
J.P.Cortez--TFWP