Investigação descarta explosivos em possível plano de ataque a base britânica
A polícia que investiga a suposta "preparação de um ato terrorista" perto de uma base aérea britânica usada pelos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (29), que não encontrou nenhum "explosivo", mas sim gasolina nos veículos dos suspeitos, o que aumentou a confusão sobre o caso.
Esta tarde, a polícia antiterrorista confirmou a informação publicada em vários veículos de imprensa britânicos: não foi encontrado nenhum artefato explosivo nos veículos usados pelos suspeitos, revistados perto da base aérea de Fairford, no sudoeste da Inglaterra.
Estes carros "foram examinados exaustivamente, com meios militares e de especialistas da polícia científica, e estamos em condições de confirmar que não foi descoberto nenhum artefato explosivo", disse o chefe da polícia antiterrorista, Laurence Taylor, citado em um comunicado.
Ao contrário, "foi apreendida uma boa quantidade de gasolina", acrescentou.
Fairford é a base britânica da 501ª Ala de Apoio ao Combate, unidade administrativa da Força Aérea americana.
Os cinco suspeitos, todos britânicos e com idades entre 23 e 25 anos, tinham sido detidos por "preparação de um ato terrorista" perto de uma base da Real Força Aérea (RAF) em Fairford. Mas foram libertados sob fiança na segunda-feira.
Sua soltura "não significa que a investigação tenha terminado", afirmou Laurence Taylor.
"Eu não teria feito isso", criticou o presidente americano, Donald Trump.
Na madrugada de domingo para segunda, o próprio Trump estava certo da culpa dos detidos.
"Sabemos tudo sobre eles. Nós os estávamos investigando. Queriam causar grandes danos à nossa base", disse na ocasião.
Para o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, o caso implica "claramente um ator estrangeiro". Ele não deu detalhes.
- "Muito barulho por nada" -
No local, tudo indica que a situação poderia voltar ao normal rapidamente. "Continuamos reduzindo o número de lugares investigados em torno da base (...) e prevemos fechá-los completamente até amanhã", acrescentou Taylor.
Na manhã desta terça-feira, a área seguia vigiada por um importante dispositivo policial.
Os Estados Unidos usam a base de Fairford desde março no âmbito de suas "operações defensivas" na guerra contra o Irã.
A república islâmica negou "categoricamente" envolvimento em qualquer projeto de ataque contra a base da RAF britânica, depois que vários artigos reportaram que a polícia investigava a possível responsabilidade do país.
"Estamos explorando múltiplas linhas de investigação", declarou na segunda-feira o chefe da polícia antiterrorista, Laurence Taylor.
O alerta foi dado por uma agricultora na madrugada de domingo.
A mulher explicou que chamou a polícia para informar sobre "três veículos suspeitos que pareciam se dirigir para a base".
A moradora contou à emissora BBC na segunda-feira que tinha visto "um grupo de homens com o rosto coberto" ao voltar de uma saída noturna.
Segundo imagens aéreas das caminhonetes, elas transportavam barris e pelo menos uma delas tinha um logotipo falso que dava a impressão de pertencer a uma empresa de transporte de combustível.
O fato suscitou especulações em alguns veículos de mídia de que poderiam se tratar de ladrões de combustível.
Patricia, outra moradora do local, se referiu ao caso como "muito barulho por nada".
"Se os investigadores não encontraram nada, então o lugar dos suspeitos não é a prisão", afirmou à AFP.
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G.George--TFWP