The Fort Worth Press - Venezuela avança com anistia sem perdão a violações de direitos humanos

USD -
AED 3.6725
AFN 63.49826
ALL 81.649957
AMD 368.209891
ANG 1.790403
AOA 917.503082
ARS 1436.737304
AUD 1.426269
AWG 1.8
AZN 1.699145
BAM 1.685177
BBD 2.015096
BDT 122.817901
BGN 1.69088
BHD 0.377104
BIF 2991
BMD 1
BND 1.281762
BOB 6.938712
BRL 5.090801
BSD 1.000526
BTN 94.560525
BWP 13.406112
BYN 2.76997
BYR 19600
BZD 2.012252
CAD 1.414141
CDF 2320.000121
CHF 0.805425
CLF 0.022506
CLP 885.759871
CNY 6.75745
CNH 6.784495
COP 3435
CRC 455.716489
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.350078
CZK 20.80205
DJF 177.719866
DKK 6.43614
DOP 58.599944
DZD 132.878973
EGP 49.908197
ERN 15
ETB 158.375021
EUR 0.872821
FJD 2.2337
FKP 0.746465
GBP 0.757375
GEL 2.644999
GGP 0.746465
GHS 11.2977
GIP 0.746465
GMD 72.999684
GNF 8777.499016
GTQ 7.626359
GYD 209.290102
HKD 7.837295
HNL 26.697197
HRK 6.576702
HTG 130.666299
HUF 300.649642
IDR 17748.6
ILS 2.937345
IMP 0.746465
INR 94.309498
IQD 1310
IRR 1374999.999942
ISK 124.330031
JEP 0.746465
JMD 158.238482
JOD 0.709019
JPY 160.262999
KES 129.520178
KGS 87.449762
KHR 4012.493065
KMF 424.999812
KPW 900.00035
KRW 1511.864997
KWD 0.308098
KYD 0.8338
KZT 487.920041
LAK 22029.999804
LBP 89550.000054
LKR 335.185855
LRD 182.14983
LSL 16.194858
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.37502
MAD 9.245017
MDL 17.459223
MGA 4199.999949
MKD 53.086638
MMK 2099.945791
MNT 3579.382153
MOP 8.072446
MRU 40.080045
MUR 47.130241
MVR 15.460244
MWK 1736.000257
MXN 17.34925
MYR 4.064804
MZN 63.902105
NAD 16.201917
NGN 1359.119651
NIO 36.6101
NOK 9.74242
NPR 151.295881
NZD 1.73845
OMR 0.384498
PAB 1.000526
PEN 3.41251
PGK 4.38775
PHP 60.373009
PKR 278.298187
PLN 3.64767
PYG 6105.515298
QAR 3.640502
RON 4.507036
RSD 101.071054
RUB 72.971546
RWF 1488
SAR 3.751894
SBD 8.061424
SCR 14.115123
SDG 600.499323
SEK 9.59285
SGD 1.28203
SHP 0.746601
SLE 24.750291
SLL 20969.503664
SOS 571.507527
SRD 37.332026
STD 20697.981008
STN 21.4
SVC 8.754244
SYP 110.532098
SZL 16.19688
THB 32.534501
TJS 9.274765
TMT 3.51
TND 2.91175
TOP 2.40776
TRY 46.43713
TTD 6.796543
TWD 31.558502
TZS 2625.00297
UAH 44.808889
UGX 3701.565583
UYU 40.393596
UZS 12004.999858
VES 596.036397
VND 26326
VUV 118.988901
WST 2.739751
XAF 565.192704
XAG 0.015447
XAU 0.000239
XCD 2.70255
XCG 1.803205
XDR 0.703697
XOF 565.000179
XPF 103.250281
YER 238.625025
ZAR 16.450025
ZMK 9001.194926
ZMW 17.684109
ZWL 321.999592
Venezuela avança com anistia sem perdão a violações de direitos humanos
Venezuela avança com anistia sem perdão a violações de direitos humanos / foto: © AFP

Venezuela avança com anistia sem perdão a violações de direitos humanos

O Parlamento da Venezuela debate desde esta quinta-feira (5) uma lei de anistia que abrange os 27 anos do chavismo e exclui "graves violações" de direitos humanos e crimes contra a humanidade.

Tamanho do texto:

A "Lei de anistia para a convivência democrática" é uma iniciativa da presidente interina Delcy Rodríguez, no poder após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar americana.

A sessão está convocada para o meio-dia no horário local (13h em Brasília), embora normalmente haja atraso. A primeira discussão aborda o espírito geral da lei, etapa que antecede uma consulta à sociedade civil antes do debate final artigo por artigo.

"Reconhece-se a importância de não impor a vingança, a revanche nem o ódio, mas de abrir um caminho rumo à reconciliação", diz o texto de justificativa legislativa ao qual a AFP teve acesso.

"Ficam excluídos de seus benefícios" crimes como "graves violações de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas", acrescenta.

Especialistas temem que o texto seja suficientemente vago para permitir discricionariedade do Judiciário, já acusado de servir ao chavismo.

A exclusão, em todo caso, responde - segundo o texto - a um "estrito acatamento" da Constituição venezuelana, que já proíbe incluir esse tipo de crime em qualquer indulto ou anistia.

O Tribunal Penal Internacional investiga possíveis crimes contra a humanidade cometidos na Venezuela durante o governo de Maduro desde 2017.

- "Justiça" e "convivência" -

A presidente interina propôs há uma semana uma anistia geral que abranja os 27 anos do chavismo no poder.

"O que gostaríamos é que essa lei dê uma mensagem poderosa, contundente, da intenção de um novo momento político" e "esperamos alcançar consensos suficientes para que a lei de Anistia seja aprovada por unanimidade", afirmou na quarta-feira o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente e atualmente primeiro na linha de sucessão.

O chavismo tem maioria absoluta no Parlamento unicameral.

"A anistia geral proposta busca a justiça e a convivência entre os venezuelanos", afirma o texto de justificativa, que aposta na "coexistência a partir da diversidade e da pluralidade".

O debate chega ao Parlamento em paralelo a um novo processo de diálogo político entre o governo e uma fração da oposição afastada do grupo liderado pela prêmio Nobel da Paz María Corina Machado.

Outros processos de negociação fracassaram no passado. Uma fonte que participou da primeira reunião destacou um tom "menos arrogante" do chavismo diante da pressão dos Estados Unidos, que falam em transição democrática. A oposição que participou do encontro quer novas eleições, embora não as apresse.

O ataque americano que, em 3 de janeiro, levou à queda de Maduro incluiu bombardeios a Caracas e a outras regiões vizinhas.

Delcy Rodríguez entregou o controle do petróleo e avança na retomada das relações com os Estados Unidos, além de impulsionar a anistia.

O projeto de lei é apresentado em meio a um lento processo de libertação de centenas de presos políticos ordenado pela presidente Rodríguez em 8 de janeiro.

Esta seria a segunda anistia na era do chavismo; a primeira foi aprovada pelo falecido Hugo Chávez em 2007.

"A anistia é o marco que vai servir para que não se repita o que ocorreu no passado e para que o passado não sirva para deter ou frear processos de transição", explicou à AFP Alfredo Romero, diretor do Foro Penal.

"Um processo de reconciliação, de transição, não pode ser um processo de perseguição contra aqueles que detinham o poder anteriormente", afirmou.

A.Williams--TFWP