The Fort Worth Press - Trump ameaça nova líder da Venezuela, que tem apoio dos militares

USD -
AED 3.672505
AFN 62.999917
ALL 83.141978
AMD 376.485471
ANG 1.790083
AOA 916.999419
ARS 1367.822098
AUD 1.450779
AWG 1.8025
AZN 1.702545
BAM 1.694558
BBD 2.010968
BDT 122.511751
BGN 1.709309
BHD 0.376978
BIF 2965.773868
BMD 1
BND 1.283101
BOB 6.914956
BRL 5.237802
BSD 0.998423
BTN 94.09624
BWP 13.729041
BYN 2.998376
BYR 19600
BZD 2.008109
CAD 1.385455
CDF 2285.500554
CHF 0.795345
CLF 0.023512
CLP 928.390122
CNY 6.91145
CNH 6.91796
COP 3689.46
CRC 462.899991
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.540739
CZK 21.249497
DJF 177.799726
DKK 6.47782
DOP 60.195193
DZD 132.993975
EGP 52.708499
ERN 15
ETB 154.307745
EUR 0.866902
FJD 2.257398
FKP 0.747836
GBP 0.749775
GEL 2.694989
GGP 0.747836
GHS 10.916401
GIP 0.747836
GMD 73.492268
GNF 8752.907745
GTQ 7.638886
GYD 208.893799
HKD 7.831175
HNL 26.511932
HRK 6.529598
HTG 130.753836
HUF 336.464976
IDR 16940
ILS 3.124098
IMP 0.747836
INR 94.14305
IQD 1307.999879
IRR 1313300.000005
ISK 124.310268
JEP 0.747836
JMD 156.917785
JOD 0.709012
JPY 159.552999
KES 129.649719
KGS 87.449936
KHR 3998.336553
KMF 427.000079
KPW 900.057798
KRW 1505.425027
KWD 0.30722
KYD 0.832088
KZT 480.998402
LAK 21565.798992
LBP 89410.383591
LKR 314.008846
LRD 183.234482
LSL 17.08101
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.375734
MAD 9.322411
MDL 17.537157
MGA 4161.215702
MKD 53.410676
MMK 2099.983779
MNT 3583.827699
MOP 8.045798
MRU 39.8269
MUR 46.630301
MVR 15.459874
MWK 1731.28406
MXN 17.909303
MYR 4.010496
MZN 63.910046
NAD 17.080862
NGN 1384.170282
NIO 36.742473
NOK 9.689495
NPR 150.534765
NZD 1.733235
OMR 0.384489
PAB 0.998471
PEN 3.455542
PGK 4.314509
PHP 60.322981
PKR 278.731944
PLN 3.70927
PYG 6536.015664
QAR 3.640948
RON 4.417597
RSD 101.809813
RUB 81.364452
RWF 1458.028296
SAR 3.751956
SBD 8.041975
SCR 13.66079
SDG 601.000122
SEK 9.434075
SGD 1.285602
SHP 0.750259
SLE 24.550236
SLL 20969.510825
SOS 570.594376
SRD 37.562009
STD 20697.981008
STN 21.225996
SVC 8.73675
SYP 111.44287
SZL 17.078983
THB 32.849767
TJS 9.556146
TMT 3.51
TND 2.938146
TOP 2.40776
TRY 44.461102
TTD 6.776842
TWD 31.942017
TZS 2573.987002
UAH 43.811372
UGX 3714.470144
UYU 40.481936
UZS 12161.933849
VES 466.018145
VND 26340
VUV 119.023334
WST 2.74953
XAF 568.30701
XAG 0.014597
XAU 0.000226
XCD 2.70255
XCG 1.799507
XDR 0.706792
XOF 568.311934
XPF 103.329218
YER 238.649838
ZAR 17.088097
ZMK 9001.20015
ZMW 18.745993
ZWL 321.999592
Trump ameaça nova líder da Venezuela, que tem apoio dos militares

Trump ameaça nova líder da Venezuela, que tem apoio dos militares

O presidente Donald Trump advertiu neste domingo (4) a nova líder venezuelana Delcy Rodríguez de que ela deve colaborar com os Estados Unidos se não quiser "pagar um preço muito alto", um dia após a derrubada do mandatário Nicolás Maduro.

Tamanho do texto:

Trump voltou a endurecer o tom depois de ter anunciado que estava disposto a trabalhar com Rodríguez para garantir uma transição democrática "segura e criteriosa", após a bem-sucedida extração de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na madrugada de sábado.

O presidente de esquerda, acusado de narcotráfico e terrorismo nos Estados Unidos, encontra-se em uma prisão de Nova York à espera de se apresentar perante um juiz na segunda-feira ao meio-dia.

Se sua sucessora Rodríguez "não fizer a coisa certa, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro", disse Trump em uma breve entrevista telefônica à revista The Atlantic.

Delcy Rodríguez foi reconhecido neste domingo como presidente interina pela cúpula militar. À noite, dirigiu seu primeiro conselho de ministros.

Os Estados Unidos dizem querer controlar a complexa situação venezuelana à distância, sem forçar por ora uma mudança de regime, mas deixando todas as opções em aberto.

Falar de eleições na Venezuela "é prematuro neste momento", declarou o secretário de Estado, Marco Rubio, em entrevista televisiva.

- "Um país falido" -

"Reconstruir não é algo ruim no caso da Venezuela", disse Trump. "É um país totalmente falido. Um desastre em todos os sentidos", acrescentou.

Os Estados Unidos mantêm no Caribe uma poderosa força naval que liderou a incursão e que também está encarregada de impedir que navios petroleiros sob sanções consigam retirar o petróleo do país.

A legalidade da incursão é intensamente debatida nos Estados Unidos, onde o Congresso tem, em princípio, a prerrogativa de declarar guerra.

Rubio invocou os poderes especiais de Trump para ordenar o cumprimento de uma decisão da Justiça americana.

Os Estados Unidos não reconheciam Maduro como o presidente legítimo da Venezuela. No poder desde 2013, suas duas reeleições nos pleitos de 2018 e 2024 foram denunciadas como fraudulentas pela oposição.

Trata-se de "alguém que nunca respeitou nenhum dos acordos que firmou" e a quem "oferecemos, em múltiplas ocasiões, a possibilidade de abandonar o poder", justificou Rubio.

"Maduro é uma pessoa horrível, mas você não responde a uma ilegalidade com outra ilegalidade", criticou o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, em entrevista à ABC.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou como um "sequestro" a captura de Maduro.

- "A sangue frio" -

As forças especiais americanas mataram "a sangue frio" os seguranças de Maduro, assegurou em Caracas o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino. Contudo, ele não informou um número de falecidos.

Uma organização que reúne médicos na Venezuela informou à AFP cerca de 70 mortos e 90 feridos.

O clima em Caracas era o de uma cidade fantasma neste domingo, com algumas farmácias e supermercados abertos, mas a maioria das lojas com as portas abaixadas. Policiais vestidos de preto, encapuzados e armados com fuzis patrulhavam as ruas.

As marcas dos bombardeios em áreas próximas ao porto e ao aeroporto de Caracas provocam angústia e incredulidade entre os moradores.

"Se um míssil desses cair aqui, bem, não sobra nada", explicou à AFP Alpidio, de 47 anos, um morador do bairro Bolívar de La Guaira que não quis informar o sobrenome.

O Conselho de Segurança da ONU debaterá o caso em caráter de urgência nesta segunda-feira, e o mesmo fará a Organização dos Estados Americanos (OEA) na terça-feira, em sua sede em Washington.

- Fim do terceiro mandato -

Com esta operação militar, Washington pôs fim ao terceiro mandato do líder venezuelano (2025–2031), com o qual ele teria acumulado 18 anos no poder.

As explosões e os sobrevoos que sacudiram Caracas no sábado foram o clímax de quatro meses de pressão militar contra Maduro. Desde setembro, os Estados Unidos realizaram uma série de bombardeios contra lanchas que supostamente transportavam drogas no Caribe, com um saldo de mais de uma centena de mortos.

Desde 2020, Maduro é considerado pelos Estados Unidos o chefe do chamado "cartel dos Sóis".

Ao todo, são seis pessoas do regime chavista atualmente acusadas, entre elas a própria esposa de Maduro, Cilia Flores, e o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, considerado um dos homens-chave do regime.

- Os interesses petrolíferos -

Em suas primeiras declarações após a operação na Venezuela, Trump excluiu de seus cálculos políticos a líder opositora e Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado, ao afirmar que "seria muito difícil para ela estar à frente do país".

Mas o opositor Edmundo González Urrutia, que reivindica a vitória nas eleições presidenciais de 2024, defendeu neste domingo que a normalização da Venezuela só será possível quando "forem libertados todos os venezuelanos privados de liberdade por razões políticas" e for respeitada "a vontade majoritária expressada pelo povo" nessas eleições.

De acordo com a Constituição venezuelana, a ausência de Maduro obrigaria a convocação de eleições nos próximos 30 dias, mas, ao delegar o poder de forma temporária a Rodríguez, essa possibilidade fica em aberto.

O que Trump deixou muito claro foi sua intenção de incentivar as petroleiras americanas a retornarem à Venezuela.

"Vamos fazer com que nossas empresas petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores em qualquer parte do mundo, entrem, invistam bilhões de dólares, reparem a infraestrutura gravemente deteriorada, a infraestrutura petrolífera, e comecem a gerar dinheiro", disse.

A Venezuela, sob sanções petrolíferas americanas desde 2019, produz cerca de um milhão de barris de petróleo por dia e vende a maior parte no mercado negro com grandes descontos.

A companhia petrolífera americana Chevron já opera atualmente no país caribenho graças a uma autorização especial.

W.Knight--TFWP