The Fort Worth Press - Cenas de guerra no Rio: 64 mortos em megaoperação mais letal contra o crime organizado

USD -
AED 3.672502
AFN 64.999855
ALL 81.123148
AMD 360.497181
ANG 1.789785
AOA 916.999986
ARS 1545.270759
AUD 1.434916
AWG 1.8
AZN 1.703071
BAM 1.744435
BBD 2.013263
BDT 124.343874
BGN 1.747831
BHD 0.37725
BIF 3004
BMD 1
BND 1.278581
BOB 12.140484
BRL 5.457801
BSD 0.999585
BTN 94.811201
BWP 13.808328
BYN 2.953267
BYR 19600
BZD 2.01032
CAD 1.39708
CDF 2310.000322
CHF 0.817335
CLF 0.024838
CLP 977.550076
CNY 6.6483
CNH 6.671015
COP 3211.19
CRC 454.527211
CUC 1
CUP 23.989333
CVE 98.875027
CZK 21.754903
DJF 177.720018
DKK 6.67911
DOP 60.250035
DZD 135.955684
EGP 55.369692
ERN 15
ETB 162.433359
EUR 0.89365
FJD 2.24925
FKP 0.745229
GBP 0.745355
GEL 2.594999
GGP 0.745229
GHS 11.649692
GIP 0.745229
GMD 73.499154
GNF 8799.999722
GTQ 7.642051
GYD 209.539525
HKD 7.845475
HNL 26.869372
HRK 6.76901
HTG 131.015506
HUF 326.115498
IDR 18160
ILS 3.15975
IMP 0.745229
INR 94.65495
IQD 1515.298819
IRR 1879654.00015
ISK 121.706766
JEP 0.745229
JMD 158.843703
JOD 0.708972
JPY 158.023502
KES 129.880265
KGS 87.449798
KHR 4085.000313
KMF 439.999915
KPW 899.999961
KRW 1344.249897
KWD 0.31143
KYD 0.832995
KZT 452.368741
LAK 22529.999848
LBP 89549.999881
LKR 332.306128
LRD 170.224997
LSL 16.636267
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.414756
MAD 9.828437
MDL 18.057593
MGA 4514.054577
MKD 54.970034
MMK 2099.543828
MNT 3601.136904
MOP 8.078026
MRU 40.503405
MUR 47.286243
MVR 15.460018
MWK 1736.999992
MXN 18.562015
MYR 4.076298
MZN 63.901049
NAD 16.636267
NGN 1344.330107
NIO 36.783168
NOK 9.24443
NPR 151.697565
NZD 1.78036
OMR 0.384494
PAB 0.999799
PEN 3.467019
PGK 4.482837
PHP 63.444959
PKR 276.504083
PLN 3.952805
PYG 5917.059487
QAR 3.653878
RON 4.772699
RSD 105.117005
RUB 81.500364
RWF 1478.412502
SAR 3.764439
SBD 8.058206
SCR 13.731946
SDG 601.500885
SEK 9.79287
SGD 1.28086
SHP 0.748335
SLE 22.898196
SLL 20969.504398
SOS 571.280766
SRD 37.579498
STD 20697.981008
STN 21.85227
SVC 8.746259
SYP 13001.999685
SZL 16.630915
THB 33.742497
TJS 9.191303
TMT 3.5
TND 2.987517
TOP 2.40776
TRY 49.997605
TTD 6.761717
TWD 32.83001
TZS 2643.29797
UAH 45.650373
UGX 4277.693292
UYU 40.190338
UZS 11944.718217
VES 887.479801
VND 25760
VUV 118.901474
WST 2.774695
XAF 586.196173
XAG 0.020518
XAU 0.000256312989
XCD 2.70255
XCG 1.80143
XDR 0.707052
XOF 586.196173
XPF 106.371498
YER 236.196825
ZAR 16.649625
ZMK 9001.195602
ZMW 20.242167
ZWL 321.999592
SSP 5745.200537
MXV 2.089902
Cenas de guerra no Rio: 64 mortos em megaoperação mais letal contra o crime organizado
Cenas de guerra no Rio: 64 mortos em megaoperação mais letal contra o crime organizado / foto: © AFP

Cenas de guerra no Rio: 64 mortos em megaoperação mais letal contra o crime organizado

O Rio de Janeiro viveu nesta terça-feira (28) cenas de guerra durante a operação policial mais letal contra o crime organizado na cidade, com pelo menos 64 mortos, informaram as autoridades.

Tamanho do texto:

Cerca de 2.500 policiais fortemente armados entraram nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da cidade, onde houve tiroteios, incêndios e confrontos com supostos suspeitos, constatou um jornalista da AFP.

Os agentes participam desta operação para "combater a expansão territorial do Comando Vermelho", a maior organização criminosa do Rio de Janeiro, informou o governo estadual no X.

O número atualizado de mortos é de 64, entre eles quatro policiais, indicou uma fonte da Secretaria de Segurança do estado, sem especificar se os demais falecidos são apenas suspeitos.

Até o momento, as autoridades haviam informado cerca de vinte mortos.

Um fotógrafo da AFP viu dezenas de policiais fortemente armados na Vila Cruzeiro levando vários homens detidos, a maioria descalços e sem camisa.

Saraivadas de tiros continuavam aterrorizando a população da região, e os comércios estavam fechados, observou.

A operação causou transtornos na cidade, com vias centrais completamente fechadas ou bloqueadas.

As operações policiais contra o crime organizado são frequentes nas favelas do Rio, onde os agentes costumam trocar tiros com traficantes e a população sofre em meio ao fogo cruzado.

Até agora, a operação mais letal no Rio havia ocorrido durante a pandemia de covid-19 no Jacarezinho, em 2021, quando 28 pessoas morreram em um único dia.

- 200 mil impactados -

A força pública entrou de madrugada nos Complexos do Alemão e da Penha a bordo de 32 veículos blindados.

No local, foi apreendida "uma grande quantidade de drogas", afirmou sem dar mais detalhes o governador do estado, Cláudio Castro (PL).

Pelo menos 81 pessoas foram presas e a polícia apreendeu 42 fuzis, segundo o governo estadual. Dois helicópteros e vários drones acompanham a operação, que continua em andamento.

"Mais de 200 mil moradores seguem impactados por escolas fechadas, ônibus desviados e unidades de saúde com atendimentos suspensos", informou a Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).

"Os batalhões estão em prontidão" para possíveis represálias, declarou Castro.

- "Bombas lançadas por drones" -

O governador também publicou um vídeo no X mostrando um drone lançando um projétil do céu.

"É assim que a polícia do Rio de Janeiro é recebida por criminosos: com bombas lançadas por drones. Esse é o tamanho do desafio que enfrentamos. Não é mais crime comum, é narcoterrorismo", declarou.

Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs algumas restrições a essas operações nas favelas, como a limitação do uso de helicópteros e da atuação em áreas próximas a escolas ou postos de saúde.

Essas medidas foram suspensas este ano por decisão do Supremo.

Especialistas e organizações de defesa dos direitos humanos criticam esse tipo de operação porque tem pouca eficácia contra as organizações criminosas.

Exigiremos "explicações sobre as circunstâncias da ação, que transformou novamente as favelas do Rio em cenário de guerra e barbárie", disse à AFP por escrito a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Em 2024, cerca de 700 pessoas morreram em intervenções policiais no Rio, quase duas por dia.

J.P.Cortez--TFWP