The Fort Worth Press - Flávio avança, Lula resiste

USD -
AED 3.6725
AFN 64.497167
ALL 79.750344
AMD 363.683912
ANG 1.790365
AOA 917.000266
ARS 1514.2856
AUD 1.405215
AWG 1.8025
AZN 1.698512
BAM 1.704921
BBD 2.015858
BDT 122.799983
BGN 1.683441
BHD 0.377309
BIF 3006.159305
BMD 1
BND 1.276497
BOB 9.827834
BRL 5.1108
BSD 1.000902
BTN 95.846319
BWP 13.583363
BYN 3.017728
BYR 19600
BZD 2.012981
CAD 1.40337
CDF 2309.999621
CHF 0.82092
CLF 0.023994
CLP 947.403518
CNY 6.695404
CNH 6.69675
COP 3203.92
CRC 447.749483
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.120821
CZK 21.209893
DJF 178.230338
DKK 6.517685
DOP 59.054809
DZD 133.815484
EGP 51.9207
ERN 15
ETB 163.444079
EUR 0.871799
FJD 2.23815
FKP 0.746662
GBP 0.74775
GEL 2.595019
GGP 0.746662
GHS 11.518982
GIP 0.746662
GMD 73.499167
GNF 8798.144822
GTQ 7.63806
GYD 209.344898
HKD 7.844985
HNL 26.930069
HRK 6.569204
HTG 130.812686
HUF 315.223023
IDR 17897
ILS 3.01405
IMP 0.746662
INR 95.75515
IQD 1310.5
IRR 1374849.999921
ISK 120.501398
JEP 0.746662
JMD 157.741027
JOD 0.708981
JPY 157.516498
KES 129.529646
KGS 87.449497
KHR 4055.603262
KMF 429.999612
KPW 900.000318
KRW 1360.10857
KWD 0.30841
KYD 0.834049
KZT 449.063035
LAK 22420.895249
LBP 89627.698759
LKR 330.838539
LRD 173.147757
LSL 16.259575
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.375457
MAD 9.537462
MDL 17.579802
MGA 4395.000101
MKD 53.632916
MMK 2099.622693
MNT 3595.947098
MOP 8.087347
MRU 40.225095
MUR 47.66015
MVR 15.460264
MWK 1735.442448
MXN 17.221499
MYR 4.076951
MZN 63.896279
NAD 16.285706
NGN 1322.590229
NIO 36.67499
NOK 9.434945
NPR 153.352455
NZD 1.745799
OMR 0.384502
PAB 1.000741
PEN 3.378372
PGK 4.447502
PHP 62.689503
PKR 277.363009
PLN 3.78924
PYG 5956.994216
QAR 3.658022
RON 4.589395
RSD 102.272026
RUB 83.749668
RWF 1472.253582
SAR 3.755168
SBD 8.026013
SCR 13.789374
SDG 601.501556
SEK 9.835165
SGD 1.27607
SHP 0.747524
SLE 24.64995
SLL 20969.491881
SOS 571.971563
SRD 37.710498
STD 20697.981008
STN 21.358766
SVC 8.757209
SYP 13002.000254
SZL 16.283297
THB 33.256984
TJS 9.233036
TMT 3.5
TND 2.946781
TOP 2.40776
TRY 48.819399
TTD 6.800894
TWD 31.683085
TZS 2639.982959
UAH 44.807225
UGX 3933.225821
UYU 40.216031
UZS 11799.999874
VES 847.485104
VND 26013.5
VUV 117.918556
WST 2.750287
XAF 571.862823
XAG 0.015148
XAU 0.00023
XCD 2.70255
XCG 1.803837
XDR 0.707052
XOF 571.862823
XPF 103.961993
YER 236.550081
ZAR 16.252685
ZMK 9001.202876
ZMW 19.542219
ZWL 321.999592
SSP 5712.013969
MXV 1.952066

Flávio avança, Lula resiste




Vantagens numéricas em simulações de segundo turno pressionam o presidente, mas diferenças entre levantamentos e elevada rejeição mantêm a eleição em aberto.

Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em parte das pesquisas de segundo turno divulgadas em setembro. O resultado dá consistência eleitoral ao desafio do senador do PL, mas não autoriza anunciar uma liderança nacional consolidada. No retrato disponível em 13 de setembro de 2026, há levantamentos favoráveis ao candidato bolsonarista, outros que colocam Lula à frente e simulações em que os dois registram exatamente o mesmo percentual. A disputa está apertada; o desfecho, longe de definido.

A três semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a diferença entre uma vantagem numérica e um favoritismo efetivo tornou-se central. Dizer que Flávio está na frente pode descrever corretamente determinada pesquisa. Transformar essa informação em diagnóstico de toda a eleição, porém, exige ignorar resultados que apontam em outra direção.

Onde Flávio aparece à frente
Um levantamento nacional divulgado em 10 de setembro atribuiu 47% das intenções de voto a Flávio e 45% a Lula em um eventual segundo turno. Foram realizadas 3.000 entrevistas por telefone, entre 6 e 9 de setembro, em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro informada foi de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Era a segunda rodada consecutiva daquela série em que o senador aparecia numericamente à frente. Na comparação semanal, Flávio passou de 45% para 47%, enquanto Lula foi de 44% para 45%. A sequência oferece ao candidato do PL um argumento político: sua competitividade não depende de um único resultado isolado. Ainda assim, as oscilações são pequenas e o confronto permanece tecnicamente empatado. O sinal é de pressão sobre o presidente, não de vitória encaminhada.

O primeiro turno conta outra história
A pesquisa nacional divulgada em 11 de setembro apresentou Lula com 39% e Flávio com 35% no primeiro turno. No confronto direto entre os dois, o presidente registrou 46% e o senador, 44%. O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios, entre 8 e 10 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais. Nesse caso, a vantagem numérica no segundo turno era de Lula, também em situação de empate técnico.

Já uma sondagem publicada em 7 de setembro apontou 36% para Lula e 29% para Flávio no primeiro turno, mas igualdade de 41% no segundo. Foram 2.004 entrevistas presenciais, realizadas de 3 a 6 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Não há contradição em um candidato liderar a primeira etapa e enfrentar dificuldades na segunda. Com vários nomes na disputa, o eleitor pode escolher sua preferência inicial. Diante de apenas dois concorrentes, a decisão passa a envolver também a rejeição ao adversário, a disposição de votar e a possibilidade de anular ou deixar o voto em branco. São escolhas diferentes, não duas versões da mesma pergunta.

Empate técnico não significa igualdade absoluta
Uma pesquisa estima a opinião do eleitorado a partir de uma amostra. Por isso, a posição de um candidato na tabela precisa ser interpretada junto com a incerteza dos resultados. Uma diferença estreita não permite tratar a ordem apresentada como prova de uma vantagem segura na população.

A expressão empate técnico tampouco significa que os candidatos tenham exatamente o mesmo apoio ou probabilidades idênticas de vencer. Ela indica cautela na leitura da diferença observada. Também seria um erro juntar percentuais de levantamentos com datas e métodos distintos como se todos integrassem uma única série. Para identificar uma tendência, importa acompanhar a evolução de cada pesquisa e verificar se o movimento se repete em outras medições.

A geografia impede conclusões apressadas
Os resultados estaduais divulgados em 12 de setembro ajudam a entender por que afirmações genéricas sobre liderança podem induzir ao erro. Em São Paulo, Flávio marcou 47% contra 42% de Lula em uma simulação de segundo turno. No Rio de Janeiro, o senador apareceu com 49%, ante 41% do presidente. No Distrito Federal, a relação foi de 51% a 39%. O quadro se inverteu em Pernambuco, onde Lula alcançou 61% e Flávio, 30%. Em Minas Gerais, os dois ficaram muito próximos: 46% para o presidente e 45% para o senador. As entrevistas ocorreram de 8 a 10 de setembro. A margem de erro foi de dois pontos percentuais em São Paulo e de três em Minas Gerais.

Essas diferenças não se resolvem pela contagem dos estados em que cada candidato aparece à frente. A eleição presidencial depende da votação nacional, não de um placar de vitórias estaduais. Uma vantagem localizada, por mais expressiva que seja, não substitui uma estimativa para o conjunto do país. Da mesma forma, um desempenho favorável em Pernambuco não pode ser automaticamente estendido a todo o Nordeste.

A rejeição limita os dois candidatos
Outro levantamento divulgado em 11 de setembro mostrou rejeição de 46% tanto a Lula quanto a Flávio: esse era o percentual de entrevistados que declaravam não votar de maneira alguma em cada um. Em uma medição distinta, publicada no dia anterior, a rejeição havia sido de 50% ao presidente e de 45% ao senador.

Os indicadores não devem ser misturados, mas apresentam um problema comum às duas candidaturas: crescer exige enfrentar resistências amplas. Ter um eleitorado fiel ajuda a sustentar uma campanha; não elimina, contudo, a necessidade de ampliar a aceitação fora dele. A disputa não se resume a quem consegue mobilizar melhor seus apoiadores mais convictos.
Rejeição também não é voto automaticamente transferível. Quem descarta Lula não necessariamente escolhe Flávio; quem rejeita o senador não necessariamente adere ao presidente. No confronto direto publicado em 7 de setembro, além dos 41% atribuídos a cada candidato, 5% estavam indecisos e 13% afirmavam que não votariam em nenhum dos dois. Esse contingente não pertence previamente a nenhum dos lados.

A crise institucional não explica tudo
A tensão no Supremo Tribunal Federal acrescenta uma variável à campanha, mas não permite estabelecer, por si só, a causa de uma oscilação eleitoral. Em resultados divulgados em 13 de setembro, 85% dos entrevistados disseram que as acusações envolvendo Alexandre de Moraes não haviam alterado sua preferência para presidente. No caso dos questionamentos relacionados a André Mendonça, 86% declararam não ter mudado o voto.

São respostas sobre a percepção dos próprios eleitores, não uma demonstração de que os acontecimentos sejam politicamente irrelevantes. Ainda assim, elas enfraquecem explicações que atribuem automaticamente cada avanço ou recuo nas pesquisas à crise entre autoridades. Uma controvérsia pode dominar o debate público sem produzir, na mesma proporção, transferência imediata de votos.

A data da coleta impõe outro limite: entrevistas encerradas antes de um novo acontecimento não medem a reação a ele. O resultado divulgado depois pode parecer atualíssimo, embora retrate opiniões formadas em um momento anterior. Confundir o dia da publicação com o período das entrevistas produz interpretações mais categóricas do que os dados permitem.

Competitividade não é vitória antecipada
Para Flávio, aparecer à frente em determinadas simulações reforça a condição de adversário competitivo. Para Lula, manter vantagem em outras pesquisas mostra que a disputa não está perdida. A leitura conjunta dos números exige reconhecer as duas coisas, sem selecionar apenas o levantamento mais conveniente a uma narrativa. Até 4 de outubro, o desafio eleitoral será converter preferência declarada em voto efetivo. Se houver segundo turno, previsto para 25 de outubro, a disputa passará por uma nova escolha entre os dois candidatos classificados. Nenhuma simulação substitui essas etapas.

O dado politicamente relevante não é a existência de um vencedor antecipado, mas a ausência de distância confortável entre os principais concorrentes em vários confrontos diretos. Flávio já aparece na frente em algumas pesquisas; Lula continua competitivo e numericamente à frente em outras. É nessa diferença entre vantagem pontual e favoritismo consolidado que se encontra a verdadeira dimensão da eleição de 2026.