The Fort Worth Press - Drex em 2026: proteja-se já

USD -
AED 3.673007
AFN 63.503205
ALL 82.78735
AMD 368.501999
ANG 1.790403
AOA 917.000493
ARS 1470.999601
AUD 1.446383
AWG 1.80125
AZN 1.70203
BAM 1.718856
BBD 2.018008
BDT 123.091796
BGN 1.69088
BHD 0.377901
BIF 2992.837369
BMD 1
BND 1.297974
BOB 6.938524
BRL 5.203202
BSD 1.001973
BTN 94.864877
BWP 13.624819
BYN 2.814079
BYR 19600
BZD 2.015116
CAD 1.42081
CDF 2265.000143
CHF 0.810235
CLF 0.023173
CLP 912.029887
CNY 6.774797
CNH 6.79765
COP 3428.4
CRC 454.535468
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.906446
CZK 21.2905
DJF 177.720107
DKK 6.5684
DOP 58.644918
DZD 133.636966
EGP 49.7169
ERN 15
ETB 161.535521
EUR 0.87874
FJD 2.251301
FKP 0.754878
GBP 0.75825
GEL 2.644996
GGP 0.754878
GHS 11.246649
GIP 0.754878
GMD 72.999832
GNF 8779.291769
GTQ 7.644241
GYD 209.623413
HKD 7.84115
HNL 26.807458
HRK 6.620995
HTG 131.00145
HUF 312.568505
IDR 17927.1
ILS 2.99632
IMP 0.754878
INR 94.74005
IQD 1312.563167
IRR 1375000.000051
ISK 126.530301
JEP 0.754878
JMD 157.717811
JOD 0.709017
JPY 161.568981
KES 129.410174
KGS 87.450009
KHR 4021.248643
KMF 431.000018
KPW 900.00035
KRW 1534.009705
KWD 0.30898
KYD 0.834996
KZT 487.384102
LAK 22188.337654
LBP 89725.095575
LKR 335.228721
LRD 182.352683
LSL 16.522564
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.429642
MAD 9.377774
MDL 17.639408
MGA 4185.964758
MKD 54.164854
MMK 2099.387374
MNT 3579.000015
MOP 8.091488
MRU 39.79664
MUR 47.95968
MVR 15.459892
MWK 1737.391847
MXN 17.587719
MYR 4.140503
MZN 63.877447
NAD 16.522564
NGN 1369.919684
NIO 36.867777
NOK 9.796035
NPR 151.78296
NZD 1.764585
OMR 0.384504
PAB 1.001977
PEN 3.39166
PGK 4.394272
PHP 61.449502
PKR 278.668893
PLN 3.76585
PYG 6107.983882
QAR 3.652503
RON 4.610962
RSD 103.180107
RUB 74.499982
RWF 1469.343633
SAR 3.755291
SBD 8.065041
SCR 13.385005
SDG 600.521313
SEK 9.74456
SGD 1.297255
SHP 0.746601
SLE 24.750254
SLL 20969.503664
SOS 572.656446
SRD 37.482986
STD 20697.981008
STN 21.530796
SVC 8.767412
SYP 110.532098
SZL 16.517116
THB 33.269016
TJS 9.293141
TMT 3.51
TND 2.965857
TOP 2.40776
TRY 46.476955
TTD 6.803181
TWD 31.668977
TZS 2625.008027
UAH 44.976754
UGX 3667.442985
UYU 40.189832
UZS 12038.49365
VES 616.865275
VND 26325
VUV 118.758526
WST 2.756325
XAF 576.48558
XAG 0.016191
XAU 0.000242
XCD 2.70255
XCG 1.805774
XDR 0.716966
XOF 576.48558
XPF 104.811706
YER 238.650269
ZAR 16.555802
ZMK 9001.20146
ZMW 17.97425
ZWL 321.999592

Drex em 2026: proteja-se já




O Banco Central do Brasil prepara a chegada do Drex — a versão digital do real — com lançamento previsto para 2026, em um formato inicial mais restrito e orientado à infraestrutura do sistema financeiro. Na prática, a primeira fase não colocará “uma nova moeda” diretamente no bolso do cidadão, mas sim uma camada tecnológica para tornar mais eficiente o uso de garantias em operações de crédito, reduzindo riscos e custos para bancos e, por consequência, para consumidores.
A ambição original de uma rede baseada em blockchain e tokenização ampla foi adiada para um horizonte posterior, quando a maturidade tecnológica e os requisitos de privacidade estiverem plenamente atendidos.

O que muda na largada
Na estreia, o Drex funcionará nos bastidores: a prioridade é integrar e reconciliar informações sobre garantias (como quando um mesmo ativo é usado em operações diferentes em instituições distintas). Isso tende a acelerar concessões de crédito, dar transparência à cadeia de garantias e diminuir fraudes. Para o usuário final, a experiência cotidiana permanece essencialmente a mesma: operações seguirão ocorrendo por meio dos aplicativos de bancos e instituições de pagamento com as quais ele já se relaciona.

Importante: o Drex não substitui o dinheiro em espécie, nem cria um “superpoder” de vigilância estatal sobre a vida financeira. O projeto é desenvolvido sob as regras do sigilo bancário e da legislação de proteção de dados, e o acesso do público se dará por intermédio das instituições financeiras autorizadas, que continuarão responsáveis pela relação com o cliente, autenticação, segurança e suporte.

Quem ganha, quem precisa se adaptar
Mercado de crédito: a liquidação mais rápida e a validação automática de gravames reduzem assimetria de informações. Em teoria, isso puxa o custo do crédito para baixo e encurta prazos de análise.
Cidadãos e empresas: o benefício aparece de forma indireta, em juros potencialmente menores e menos burocracia na contratação de crédito e na transferência de bens.
Fintechs, registradoras, cartórios: precisarão adaptar integrações e governança técnica para participar dos fluxos padronizados do novo ambiente.
Ecossistema cripto: o recuo temporário de blockchain/DLT na fase inicial reduz experimentos públicos de tokenização, mas mantém a discussão viva para fases posteriores.

Riscos reais e mitos comuns
Golpes usando o nome “Drex”: golpistas já exploram o tema para prometer “cadastros” antecipados, “juros especiais”, “airdrops” ou “carteiras oficiais”. Não existe taxa para “habilitar Drex”, nem cadastro por link enviado via mensagem.
Confusão com criptomoedas: Drex não é cripto privado nem investimento com promessa de rendimento; é moeda soberana em formato digital, distribuída ao público por intermediários financeiros.
“Dinheiro programável para controlar gastos”: o uso de contratos inteligentes visa automatizar condições de negócios (ex.: transferência simultânea de pagamento e propriedade de um bem), não impor padrões de consumo ao cidadão.
- Privacidade: os testes do piloto priorizam mecanismos que conciliem programabilidade com sigilo. A liberação de funcionalidades ao público dependerá do cumprimento dessas salvaguardas.

Como se proteger desde já
Desconfie de “cadastros Drex” - Nunca pague taxas, nem clique em links de “liberação do Drex”. O órgão emissor não envia mensagens diretas oferecendo acesso antecipado.
Use apenas o app da sua instituição - Quando o Drex chegar ao varejo, o acesso ocorrerá pelo aplicativo do seu banco, cooperativa ou instituição autorizada. Atualize o app oficialmente nas lojas Apple/Google, ative biometria e autenticação em dois fatores.
Cheque a titularidade e o canal - Qualquer comunicação sobre novas funções deve partir de canais oficiais da sua instituição (aplicativo, internet banking, notificações autenticadas). Mensagens em redes sociais, grupos ou e-mail genérico são suspeitas.
Não envie dados sensíveis por mensagens - Senhas, tokens, códigos de SMS e QR Codes nunca são solicitados por suporte “proativo”. Se receber uma ligação, desligue e retorne pelo número do cartão/app.
-  Conheça seus direitos de dados - Você pode solicitar informações sobre tratamento de dados pessoais, finalidade, retenção e compartilhamento. Exija política de privacidade clara e opção de controle de consentimentos.
Para empresas: prepare a governança - Revise processos de onboarding e KYC, políticas de privacidade, logs de auditoria, segregação de funções e planos de contingência. Em contratos automatizados, defina regras de exceção, trilhas de auditoria e mecanismos de reversão.
Educação digital e cultura de segurança - Treine equipes e familiares para reconhecer engenharia social. Priorize dispositivos atualizados, antivírus confiável, senhas fortes e cofres de senhas.

Boas perguntas para fazer ao seu banco
-  “Quais dados meus serão tratados quando eu usar funcionalidades ligadas ao Drex? Por quanto tempo?”
“Que garantias técnicas e contratuais existem para evitar vazamentos e acessos indevidos?”
“Que proteções terei em operações automatizadas por contratos inteligentes (condições, cancelamentos, disputa)?”
“Quais são os canais oficiais para reportar fraudes ou contestar transações?”

O que observar em 2026
Cronograma e escopo: a primeira entrega será voltada a processos internos do sistema financeiro; o uso direto pelo público deve ser progressivo.
Privacidade e auditoria: a forma como cada instituição implementa controles, logs e governança será decisiva para a confiança do usuário.
Integrações com mercados: crédito, registradoras e cartórios tendem a ser os primeiros a colher ganhos de eficiência.
Evolução tecnológica: o retorno de blockchain/tokenização depende da maturidade dos mecanismos de privacidade e escalabilidade no piloto.