The Fort Worth Press - De inimigo a símbolo: agricultores colombianos se reconciliam com o condor andino

USD -
AED 3.673025
AFN 64.000186
ALL 81.357903
AMD 360.069719
ANG 1.789785
AOA 916.999783
ARS 1550.747499
AUD 1.43381
AWG 1.8025
AZN 1.699204
BAM 1.749538
BBD 2.014491
BDT 124.528133
BGN 1.747831
BHD 0.3773
BIF 3000
BMD 1
BND 1.281242
BOB 12.077109
BRL 5.491895
BSD 1.000179
BTN 94.816173
BWP 13.835763
BYN 2.972269
BYR 19600
BZD 2.011629
CAD 1.39899
CDF 2312.497294
CHF 0.82024
CLF 0.024954
CLP 982.110329
CNY 6.670604
CNH 6.66892
COP 3250.71
CRC 453.886752
CUC 1
CUP 24.004938
CVE 98.910149
CZK 21.737502
DJF 177.719954
DKK 6.673599
DOP 60.750179
DZD 135.950636
EGP 55.308946
ERN 15
ETB 164.160301
EUR 0.89299
FJD 2.24675
FKP 0.745229
GBP 0.744845
GEL 2.595038
GGP 0.745229
GHS 11.675011
GIP 0.745229
GMD 73.999979
GNF 8830.000022
GTQ 7.64648
GYD 209.660034
HKD 7.846845
HNL 26.882427
HRK 6.76901
HTG 131.102375
HUF 325.625017
IDR 18120.55
ILS 3.162699
IMP 0.745229
INR 94.75005
IQD 1516.318471
IRR 1879654.000125
ISK 121.629657
JEP 0.745229
JMD 158.643546
JOD 0.708987
JPY 158.484501
KES 130.030089
KGS 87.449904
KHR 4085.338581
KMF 439.99979
KPW 899.999961
KRW 1344.202436
KWD 0.31146
KYD 0.833527
KZT 452.670185
LAK 22526.165131
LBP 89568.029341
LKR 332.77574
LRD 170.033098
LSL 16.671885
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.418198
MAD 9.82937
MDL 18.093747
MGA 4540.656588
MKD 54.992383
MMK 2099.543828
MNT 3601.136904
MOP 8.083013
MRU 40.599338
MUR 47.298376
MVR 15.46017
MWK 1734.315528
MXN 18.84372
MYR 4.076501
MZN 63.902368
NAD 16.67181
NGN 1343.829803
NIO 36.81009
NOK 9.270895
NPR 151.705877
NZD 1.78014
OMR 0.384496
PAB 1.000358
PEN 3.4665
PGK 4.486924
PHP 63.558026
PKR 276.680651
PLN 3.94078
PYG 5974.621946
QAR 3.646073
RON 4.770897
RSD 105.059921
RUB 81.658587
RWF 1479.291529
SAR 3.764539
SBD 8.058206
SCR 13.822242
SDG 601.468877
SEK 9.781925
SGD 1.281095
SHP 0.748335
SLE 22.898948
SLL 20969.504398
SOS 571.607478
SRD 37.541996
STD 20697.981008
STN 21.916093
SVC 8.752125
SYP 13001.999685
SZL 16.65623
THB 33.767495
TJS 9.191837
TMT 3.5
TND 2.988653
TOP 2.40776
TRY 49.995899
TTD 6.780571
TWD 32.808497
TZS 2643.999003
UAH 45.664104
UGX 4225.799382
UYU 40.208782
UZS 11927.721621
VES 887.479795
VND 25766
VUV 118.901474
WST 2.774695
XAF 585.763106
XAG 0.020091
XAU 0.000254136387
XCD 2.70255
XCG 1.802576
XDR 0.707052
XOF 585.763106
XPF 106.682172
YER 236.19768
ZAR 16.61923
ZMK 9001.201691
ZMW 20.269255
ZWL 321.999592
SSP 5745.200537
MXV 2.12162
De inimigo a símbolo: agricultores colombianos se reconciliam com o condor andino
De inimigo a símbolo: agricultores colombianos se reconciliam com o condor andino / foto: © Fundacion Jaime Duque/AFP

De inimigo a símbolo: agricultores colombianos se reconciliam com o condor andino

Um bando de condores despena um bezerro a 4.200 metros de altitude em uma montanha na Colômbia. O animal morto foi deixado por agricultores que buscam reconciliação com seu antigo inimigo: o Rei dos Andes.

Tamanho do texto:

"É uma ave que, quando você a vê voar, acha lindo", diz Diana Bautista à AFP, residente do páramo do Almorzadero, no município de Cerrito (nordeste).

No entanto, o condor nem sempre foi visto com bons olhos na região. Há alguns anos, os moradores usavam carniça envenenada e tiros para se livrarem de um animal considerado uma ameaça para suas ovelhas, cabras e gado.

Hoje, os agricultores tomaram consciência da importância de preservar uma das maiores aves do mundo, que também está em perigo de extinção.

"Não acreditem nas coisas ruins" que contam sobre o condor, pede Bautista, referindo-se aos rumores sobre supostos ataques ao gado.

Uma dezena de famílias encontrou uma alternativa ao antigo conflito: estão construindo currais para proteger os animais frágeis e plataformas nas montanhas onde alimentam os condores com fetos de vaca, cabras doentes e outros tipos de carniça.

A ave, com colar branco e asas imensas que alcançam três metros de envergadura, plana sobre as montanhas e é a protagonista dos murais da cidade.

- Lenda no páramo -

O páramo é um ecossistema de alta montanha em áreas equatoriais, cujas plantas icônicas, os frailejones, são capazes de reter água com suas folhas rígidas; 70% da água consumida pelos 50 milhões de colombianos vem do páramo.

Cruzes formadas com pedras e uma placa convidam a descobrir a reserva do condor em El Almorzadero.

Seus habitantes contam que as cruzes fazem parte de uma lenda: cada visitante constrói uma para invocar o sol, que ameniza o frio de cerca de 9°C e permite contemplar o condor.

A morte de cada exemplar representa "uma grande perda" para a espécie, pois sua reprodução é muito lenta, alerta Carlos Grimaldos, especialista da fundação Jaime Duque.

O condor atinge a maturidade sexual aos 10 anos e só dá cria a cada dois ou três anos.

Protegê-lo é essencial para o equilíbrio dos páramos, pois "é a espécie que limpa" os solos ao se alimentar de animais mortos e evita a contaminação das fontes hídricas, acrescenta.

Com binóculos em mãos, Grimaldos ensina aos visitantes a distinguir o condor de outras aves de rapina.

- Coexistir -

A vocação do páramo não é a criação de animais, mas a atividade humana diminuiu sua fauna selvagem e alterou os hábitos do condor.

A ave passou de se alimentar de "pequenos e médios mamíferos" para consumir carniça de gado, e agora retirar as vacas representaria um risco para sua sobrevivência, explica Francisco Ciri, biólogo e diretor da fundação Neotropical.

Para reconciliar o Rei dos Andes com os fazendeiros, um grupo de 19 famílias do páramo fundou a Associação Campesina Coexistindo com o Condor (ACAMCO) em 2019.

Uma iniciativa comunitária para "conhecer e proteger" o ecossistema com benefícios econômicos, afirma Andrea Flórez, da ACAMCO.

Porque o cóndor "atrai muitas pessoas", acrescenta.

Paralelamente, a fundação Jaime Duque compra dos fazendeiros os animais fracos ou doentes para doá-los ao cóndor e assim estudar seus hábitos alimentares com câmeras de armadilha.

Imagens compartilhadas com a AFP mostram como as aves devoram um feto bovino.

- Unir Forças -

O condor andino entrou na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) em 2020.

Está "em uma situação cada vez mais crítica", disse Guillermo Wiemeyer, pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina, presente em Santander (nordeste) durante um encontro da Rede Sul-Americana do Condor.

A associação de especialistas do Chile, Argentina, Bolívia, Equador, Colômbia, Peru e Venezuela foi criada há dez anos para unir esforços de conservação e evitar que a espécie seja extinta, como já aconteceu na Venezuela.

Na Colômbia, restam 60 exemplares, de acordo com o único censo nacional realizado pela Neotropical em 2021. Em toda a região, existem 6.700, segundo a UICN.

Dado que "os condores não conhecem fronteiras", é urgente coordenar um censo na América Latina para entender a gravidade de sua situação, segundo o diretor da autoridade ambiental de Santander, Alexcevith Acosta.

A duas quadras da praça principal de Cerrito, aos pés do Almorzadero, um muro exibe a majestuosidade do condor em forma de mosaico colorido.

"É uma ave que nem todos têm a oportunidade de ter em seus países (...) temos que amá-la, adorá-la", diz Diana Bautista.

S.Jones--TFWP