The Fort Worth Press - Países aprovam na COP29 regras para as transações de carbono entre países

USD -
AED 3.672498
AFN 62.999532
ALL 83.001661
AMD 374.472209
ANG 1.790083
AOA 917.000196
ARS 1394.969802
AUD 1.4104
AWG 1.8025
AZN 1.6985
BAM 1.692088
BBD 2.000502
BDT 121.867024
BGN 1.709309
BHD 0.377523
BIF 2949.574306
BMD 1
BND 1.274313
BOB 6.863882
BRL 5.2224
BSD 0.993286
BTN 92.537843
BWP 13.553852
BYN 3.071312
BYR 19600
BZD 1.997647
CAD 1.373425
CDF 2274.999463
CHF 0.78926
CLF 0.023125
CLP 913.097745
CNY 6.90045
CNH 6.89554
COP 3693.5
CRC 464.715858
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.404755
CZK 21.160898
DJF 176.879283
DKK 6.46265
DOP 60.055721
DZD 132.250038
EGP 52.228498
ERN 15
ETB 155.082457
EUR 0.86495
FJD 2.20855
FKP 0.749058
GBP 0.745698
GEL 2.714979
GGP 0.749058
GHS 10.842216
GIP 0.749058
GMD 74.000195
GNF 8705.094483
GTQ 7.598463
GYD 207.802658
HKD 7.833985
HNL 26.290925
HRK 6.516298
HTG 130.286565
HUF 338.109994
IDR 16934.6
ILS 3.100698
IMP 0.749058
INR 93.32195
IQD 1301.033871
IRR 1315124.999885
ISK 124.389869
JEP 0.749058
JMD 156.05316
JOD 0.709023
JPY 158.340497
KES 128.819859
KGS 87.447897
KHR 3981.795528
KMF 427.999919
KPW 899.950845
KRW 1499.905038
KWD 0.30639
KYD 0.827703
KZT 477.668374
LAK 21309.787499
LBP 88950.993286
LKR 309.605801
LRD 181.767055
LSL 16.736174
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.361182
MAD 9.332993
MDL 17.406728
MGA 4133.211047
MKD 53.344008
MMK 2099.773051
MNT 3569.674815
MOP 8.013497
MRU 39.643179
MUR 46.459874
MVR 15.449889
MWK 1722.416419
MXN 17.73467
MYR 3.939008
MZN 63.927402
NAD 16.736174
NGN 1352.890034
NIO 36.556032
NOK 9.502705
NPR 148.061016
NZD 1.700145
OMR 0.38451
PAB 0.993208
PEN 3.421032
PGK 4.287222
PHP 59.901496
PKR 277.393836
PLN 3.691145
PYG 6454.627258
QAR 3.622292
RON 4.406204
RSD 101.634948
RUB 86.149667
RWF 1450.041531
SAR 3.754455
SBD 8.048583
SCR 14.153718
SDG 601.000103
SEK 9.30085
SGD 1.279603
SHP 0.750259
SLE 24.649673
SLL 20969.510825
SOS 566.640133
SRD 37.501988
STD 20697.981008
STN 21.198173
SVC 8.690574
SYP 110.76532
SZL 16.7405
THB 32.709981
TJS 9.509798
TMT 3.5
TND 2.933654
TOP 2.40776
TRY 44.308601
TTD 6.732367
TWD 31.965502
TZS 2587.913992
UAH 43.67983
UGX 3754.239635
UYU 40.233266
UZS 12107.107324
VES 454.68563
VND 26312.5
VUV 119.036336
WST 2.744165
XAF 567.554683
XAG 0.013734
XAU 0.000213
XCD 2.70255
XCG 1.789938
XDR 0.705856
XOF 567.554683
XPF 103.179478
YER 238.550512
ZAR 16.767598
ZMK 9001.200725
ZMW 19.443483
ZWL 321.999592
Países aprovam na COP29 regras para as transações de carbono entre países
Países aprovam na COP29 regras para as transações de carbono entre países / foto: © AFP

Países aprovam na COP29 regras para as transações de carbono entre países

Os países ricos poderão cumprir suas metas climáticas pagando aos países da África ou da Ásia ao invés de reduzir suas próprias emissões de gases de efeito estufa, após a adoção, neste sábado (23), de novas regras na COP29.

Tamanho do texto:

A decisão, tomada pelos países reunidos na conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em Baku, no Azerbaijão, foi recebida com aplausos e chegou após três anos de um debate espinhoso sobre o comércio de créditos de redução de emissões de carbono.

Até agora, os créditos de carbono eram usados sobretudo por empresas que queriam reduzir suas emissões, a fim de se apresentarem como companhias com um balanço de emissões de carbono neutro, e o faziam em um mercado alheio à normativa internacional e marcado por muitos escândalos.

Mas, a partir de agora, para alcançar suas metas climáticas, os países - sobretudo, os ricos, mais contaminantes - poderão comprar créditos de carbono ou firmar transações diretamente com outros países com melhores ações inclusive no estabelecido em seus próprios objetivos.

Esta possibilidade estava prevista no artigo 6.2 do Acordo de Paris de 2015, e a decisão deste sábado a torna efetiva. Vários especialistas dizem temer que estes mecanismos permitam que os Estados se declarem menos contaminantes do que realmente são, criando uma maquiagem verde ou "greenwashing" em larga escala.

No entanto, os países em desenvolvimento, principalmente africanos e asiáticos, contam com estas transações para obter financiamento internacional.

- Suíça, a pioneira -

Os países ricos financiariam atividades que reduzam as emissões de gases de efeito estufa nos países mais pobres, como plantio de árvores, substituição de veículos com motor a combustão por elétricos ou a redução do uso do carvão. Em seguida, registrariam em seu próprio balanço de carbono a redução correspondente de emissões.

Antes mesmo da aprovação dos países-membros da ONU, já tinham sido assinados 91 acordos bilaterais, especialmente por Japão, Coreia do Sul e Singapura, para 141 projetos piloto, segundo dados das Nações Unidas de 7 de novembro.

A Suíça assinou um acordo com Gana para reduzir suas emissões de metano procedentes de resíduos, e um pacto com a Tailândia para financiar uma frota de ônibus elétricos em Bangcoc. Esta é a única transação realizada no momento.

"Se temos a possibilidade de uma redução [de emissões] no exterior e, ao mesmo tempo, ajudar [estes países] é uma [operação] na qual todos ganham", disse na COP29 o ministro do Meio Ambiente da Suíça, Albert Rösti.

- "Ameaça" -

Os promotores das transações de carbono ressaltam que elas permitem gerar receita nos países em desenvolvimento. Mas, seus críticos temem que, com elas, os países se dediquem mais a assinar cheques ao invés de reduzir as emissões em seus territórios.

"Esta é a maior ameaça contra o Acordo de Paris", disse à AFP Injy Johnstone, pesquisadora especializada na neutralidade de carbono na Universidade de Oxford e que acompanhou de perto as negociações finais em Baku. Seu temor é que muitos países "se apoiem nele para alcançar" seus objetivos.

- Projetos à espera -

Paralelamente a este sistema descentralizado, existirá outro sistema - centralizado - de Estados a Estados de intercâmbios de créditos de carbono, aberto tanto para os países quanto para as empresas, conhecido com o nome de "artigo 6.4" no jargão da ONU.

No primeiro dia da COP29, os países adotaram novas normas que enquadram este mercado, com o que apresentaram como padrões melhorados, sob a supervisão de um órgão das Nações Unidas.

"O mercado poderá começar a andar, há muitos projetos à espera", explicou à AFP Andrea Bonzanni, do organismo IETA (International Emissions Trading Association), que reúne mais de 300 membros, inclusive empresas de energia como BP e TotalEnergies.

Apesar do impulso dado na COP29, vários especialistas duvidam que a qualidade dos créditos de carbono vá aumentar realmente nestes mercados regulados.

Segundo Erika Lennon, advogada no Centro para o Direito Internacional do Meio Ambiente (CIEL, na sigla em inglês), será preciso ver se estes mercados "não criariam ainda mais problemas e escândalos que os mercados voluntários de carbono", isto é, os mercados não regulados entre empresas.

Vários estudos têm demonstrado a ineficácia de muitos projetos que tinham sido certificados por organismos privados pouco rigorosos, às vezes em detrimento das populações locais.

L.Rodriguez--TFWP