The Fort Worth Press - Na Carolina do Norte, vale segue quase incomunicável uma semana após furacão Helene

USD -
AED 3.6725
AFN 63.49826
ALL 81.649957
AMD 368.209891
ANG 1.790403
AOA 917.503082
ARS 1436.737304
AUD 1.425263
AWG 1.8
AZN 1.699145
BAM 1.685177
BBD 2.015096
BDT 122.817901
BGN 1.69088
BHD 0.377104
BIF 2991
BMD 1
BND 1.281762
BOB 6.938712
BRL 5.090801
BSD 1.000526
BTN 94.560525
BWP 13.406112
BYN 2.76997
BYR 19600
BZD 2.012252
CAD 1.41318
CDF 2320.000121
CHF 0.80424
CLF 0.022506
CLP 885.759871
CNY 6.75745
CNH 6.77758
COP 3435
CRC 455.716489
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.350078
CZK 20.80205
DJF 177.719866
DKK 6.43614
DOP 58.599944
DZD 132.878973
EGP 49.908197
ERN 15
ETB 158.375021
EUR 0.872562
FJD 2.2337
FKP 0.746465
GBP 0.757249
GEL 2.644999
GGP 0.746465
GHS 11.2977
GIP 0.746465
GMD 72.999684
GNF 8777.499016
GTQ 7.626359
GYD 209.290102
HKD 7.83751
HNL 26.697197
HRK 6.573898
HTG 130.666299
HUF 300.649642
IDR 17748.6
ILS 2.942085
IMP 0.746465
INR 94.309498
IQD 1310
IRR 1374999.999942
ISK 124.330031
JEP 0.746465
JMD 158.238482
JOD 0.709019
JPY 160.262999
KES 129.520178
KGS 87.449762
KHR 4012.493065
KMF 424.999812
KPW 900.00035
KRW 1511.864997
KWD 0.308098
KYD 0.8338
KZT 487.920041
LAK 22029.999804
LBP 89550.000054
LKR 335.185855
LRD 182.14983
LSL 16.194858
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.37502
MAD 9.245017
MDL 17.459223
MGA 4199.999949
MKD 53.086638
MMK 2099.945791
MNT 3579.382153
MOP 8.072446
MRU 40.080045
MUR 47.130241
MVR 15.460244
MWK 1736.000257
MXN 17.35229
MYR 4.064804
MZN 63.902105
NAD 16.201917
NGN 1359.119651
NIO 36.6101
NOK 9.733231
NPR 151.295881
NZD 1.736971
OMR 0.384498
PAB 1.000526
PEN 3.41251
PGK 4.38775
PHP 60.373009
PKR 278.298187
PLN 3.64767
PYG 6105.515298
QAR 3.640502
RON 4.507036
RSD 101.071054
RUB 72.971546
RWF 1488
SAR 3.751894
SBD 8.061424
SCR 14.115123
SDG 600.499323
SEK 9.584135
SGD 1.28203
SHP 0.746601
SLE 24.750291
SLL 20969.503664
SOS 571.507527
SRD 37.332026
STD 20697.981008
STN 21.4
SVC 8.754244
SYP 110.532098
SZL 16.19688
THB 32.534501
TJS 9.274765
TMT 3.51
TND 2.91175
TOP 2.40776
TRY 46.443202
TTD 6.796543
TWD 31.558502
TZS 2625.00297
UAH 44.808889
UGX 3701.565583
UYU 40.393596
UZS 12004.999858
VES 596.036397
VND 26326
VUV 118.988901
WST 2.739751
XAF 565.192704
XAG 0.015197
XAU 0.000237
XCD 2.70255
XCG 1.803205
XDR 0.703697
XOF 565.000179
XPF 103.250281
YER 238.625025
ZAR 16.43647
ZMK 9001.20046
ZMW 17.684109
ZWL 321.999592
Na Carolina do Norte, vale segue quase incomunicável uma semana após furacão Helene
Na Carolina do Norte, vale segue quase incomunicável uma semana após furacão Helene / foto: © AFP

Na Carolina do Norte, vale segue quase incomunicável uma semana após furacão Helene

A única rodovia para se chegar à cidade americana de Pensacola, situada em um vale no meio das montanhas da Carolina do Norte, virou uma trilha lamacenta entre desfiladeiros uma semana depois da passagem devastadora do furacão Helene.

Tamanho do texto:

"As principais pontes de acesso à cidade foram totalmente arrasadas", conta a moradora Christy Edwards perto de sua antiga oficina, totalmente destruída pelas inundações.

O isolamento deste vale pequeno e profundo, onde Edwards nasceu e viveu por toda a vida, ilustra a magnitude dos danos causados por Helene nestes recantos do sudeste dos Estados Unidos. Uma semana depois, o acesso é liberado pouco a pouco.

A quase 1.000 metros de altitude, o tempo urge. "O inverno se aproxima", adverte Edwards, ex-professora. Na semana que vem, as temperaturas vão baixar "e esta gente, estas casas, têm apenas calefação elétrica, [embora] algumas tenham estufas a lenha".

A algumas centenas de metros de sua casa e da montanha de árvores e pedras que se acumulou em seu jardim, na sede dos bombeiros um gerador fornece luz e conforto aos moradores.

Janet Musselwhite, na casa dos 60 anos, veio com a amiga, Randi, para fazer contato com seus familiares usando internet via satélite. "Estamos devastados. Não temos eletricidade, a maioria das pessoas está sem água corrente, não temos rede de telefonia" e "é muito difícil chegar à cidade", resume, enquanto recebe alimentos.

A única estrada de acesso ao vale só é acessível para veículos 4x4, o que implica correr riscos.

- Nada igual -

Pelo menos uma pessoa morreu nos arredores de Pensacola, uma mulher de nome Susan ficou presa, segundo um vizinho, em uma das dezenas de deslizamentos de terra registrados na manhã da sexta-feira, 27 de setembro.

O furacão Helene, que deixou pelo menos 214 mortos no país, é o segundo mais letal registrado nos Estados Unidos em mais de 50 anos, depois do Katrina, em 2005. Os cientistas têm relacionado sua intensidade ao aquecimento dos oceanos provocado pelas mudanças climáticas.

Ninguém no vale, nem em toda a região tinha visto nada igual.

No quartel dos bombeiros, o militar reformado David Rogers mostra vídeos em seu telefone das águas revoltas que arrasaram o trailers instalados logo abaixo de sua casa. Os moradores conseguiram fugir, mas "três pessoas tiveram que ir para o hospital", conta.

Ele e os sobreviventes dos trailers - muito frágeis e um indício da pobreza nas áreas rurais dos Estados Unidos - ficaram completamente isolados do mundo nos três primeiros dias.

- 'É uma confusão' -

Depois do serviço de emergência, chegaram as primeiras escavadeiras. Dezenas de operários trabalham intensamente para restabelecer as condições da rodovia coberta de barro e pedaços de asfalto, esmagados pela força das águas.

Em meio a toda essa agitação, a presença das autoridades é discreta. Perto da sede dos bombeiros, o soldado Shawn Lavin, da Guarda Nacional do Estado de Nova York, ajuda com uma equipe de cerca de dez pessoas.

Seu chefe não quer revelar seu nome, mas admite que os trabalhos de assistência entre seu pessoal, os locais e os voluntários vindos de longe, alguns com seus próprios helicópteros, "é uma confusão".

Para muitos dos moradores desta região remota, a presença das autoridades chegou tarde demais, e o acesso à ajuda de emergência da agência federal especializada, FEMA, é complicado demais, sendo necessário solicitá-lo pela internet.

"Estas pessoas não têm computadores, não têm eletricidade", diz, irritada, Edwards, que se sente "abandonada". "Precisamos que as pessoas venham casa por casa e perguntem: 'Como podemos te ajudar?", afirma.

Neste maciço dos montes Apalaches, "sempre soubemos que fomos deixados para trás", prossegue Edwards. "Somos o tipo de gente que nunca pede ajuda."

Mas, desta vez, diz, o cataclismo "é maior" que seus recursos: "Precisamos de ajuda do Estado", pede.

M.McCoy--TFWP