The Fort Worth Press - Pequenos Estados insulares responsabilizam países ricos pela crise climática

USD -
AED 3.672502
AFN 63.999927
ALL 82.043218
AMD 370.903715
ANG 1.789884
AOA 918.000507
ARS 1392.5417
AUD 1.392312
AWG 1.8
AZN 1.701579
BAM 1.67146
BBD 2.014355
BDT 122.739548
BGN 1.668102
BHD 0.377997
BIF 2988.727748
BMD 1
BND 1.275858
BOB 6.936925
BRL 4.966501
BSD 1.000128
BTN 95.070143
BWP 13.576443
BYN 2.828953
BYR 19600
BZD 2.011854
CAD 1.361545
CDF 2319.999768
CHF 0.784075
CLF 0.022892
CLP 900.960525
CNY 6.82825
CNH 6.82704
COP 3657.25
CRC 454.739685
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.234327
CZK 20.84915
DJF 178.136337
DKK 6.386855
DOP 59.486478
DZD 132.513961
EGP 53.552104
ERN 15
ETB 156.202254
EUR 0.854696
FJD 2.196903
FKP 0.736222
GBP 0.738135
GEL 2.679786
GGP 0.736222
GHS 11.198899
GIP 0.736222
GMD 72.99995
GNF 8777.732198
GTQ 7.643867
GYD 209.252937
HKD 7.833135
HNL 26.586918
HRK 6.442101
HTG 130.892468
HUF 310.558503
IDR 17407.7
ILS 2.961698
IMP 0.736222
INR 95.16275
IQD 1310.206349
IRR 1313999.999557
ISK 122.96998
JEP 0.736222
JMD 157.565709
JOD 0.709044
JPY 157.101989
KES 129.190148
KGS 87.4205
KHR 4012.426129
KMF 420.000338
KPW 899.999998
KRW 1471.944971
KWD 0.30809
KYD 0.833593
KZT 463.980036
LAK 21978.181632
LBP 89580.425856
LKR 319.60688
LRD 183.563154
LSL 16.727816
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.333538
MAD 9.244476
MDL 17.22053
MGA 4167.11178
MKD 52.685791
MMK 2099.74975
MNT 3576.675528
MOP 8.070745
MRU 39.973678
MUR 46.75998
MVR 15.455032
MWK 1734.615828
MXN 17.49035
MYR 3.953046
MZN 63.893437
NAD 16.731176
NGN 1375.229712
NIO 36.800957
NOK 9.25453
NPR 152.110449
NZD 1.698675
OMR 0.384506
PAB 1.000329
PEN 3.50801
PGK 4.35
PHP 61.727499
PKR 278.713718
PLN 3.63858
PYG 6218.192229
QAR 3.646207
RON 4.442894
RSD 100.348987
RUB 75.552279
RWF 1462.591284
SAR 3.752195
SBD 8.04211
SCR 13.857154
SDG 600.516576
SEK 9.26051
SGD 1.275815
SHP 0.746601
SLE 24.622553
SLL 20969.496166
SOS 571.645885
SRD 37.458056
STD 20697.981008
STN 20.933909
SVC 8.752948
SYP 110.524984
SZL 16.727416
THB 32.627948
TJS 9.363182
TMT 3.505
TND 2.910569
TOP 2.40776
TRY 45.20121
TTD 6.794204
TWD 31.639011
TZS 2597.500226
UAH 44.075497
UGX 3753.577989
UYU 40.286638
UZS 12001.384479
VES 488.942755
VND 26339.5
VUV 118.778782
WST 2.715188
XAF 560.591908
XAG 0.013592
XAU 0.000219
XCD 2.70255
XCG 1.8029
XDR 0.69563
XOF 560.591908
XPF 101.92117
YER 238.604511
ZAR 16.72455
ZMK 9001.201516
ZMW 18.731492
ZWL 321.999592
Pequenos Estados insulares responsabilizam países ricos pela crise climática
Pequenos Estados insulares responsabilizam países ricos pela crise climática / foto: © AFP/Arquivos

Pequenos Estados insulares responsabilizam países ricos pela crise climática

Afogados em dívidas e ameaçados de serem varridos do mapa pelos impactos devastadores do aquecimento global, os pequenos Estados insulares vulneráveis apontaram, nesta segunda-feira (27), a responsabilidade dos países ricos na crise climática e exigiram seu apoio.

Tamanho do texto:

Os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS, na sigla em inglês) "estão na linha de frente de uma batalha contra uma confluência de crises que não causaram nem criaram", afirmou o primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, anfitrião de uma conferência dedicada ao futuro destes países que deve se estender até a quinta-feira (30).

O principal ponto desta crise: os desastres climáticos que se multiplicam em um mundo que se aproxima do +1,5ºC, o limite mais ambicioso do Acordo de Paris de 2015.

"Os principais culpados da mudança climática fracassaram em suas obrigações de limitar seus efeitos, prejudicando gravemente os SIDS e o nosso planeta em geral", insistiu Browne.

"A crise climática nos destruirá", mas "o mundo está tomando o seu tempo enquanto nós sofremos, é injusto", acrescentou o presidente de Seychelles, Wavel Ramkalawan.

No Caribe, no Oceano Pacífico ou no Índico, esses países, com um total de 65 milhões de habitantes, enfrentam há muito tempo desafios específicos que os tornam particularmente sensíveis a choques externos: população dispersa, isolamento geográfico e economias pouco diversificadas e dependentes de importações.

Essas dificuldades são agravadas pela vulnerabilidade excepcional aos impactos crescentes do aquecimento global, pelos quais eles não são responsáveis: secas, enchentes, furacões e aumento do nível do mar que ameaçam literalmente varrer alguns deles do mapa.

- Energias renováveis -

"Não podemos aceitar o desaparecimento de um país ou de uma cultura sob o avanço das ondas", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na abertura da conferência, ressaltando que estas pequenas ilhas não podem lutar "sozinhas" contra estes desafios.

"A ideia de que todo um Estado insular pode se tornar um dano colateral aos lucros da indústria dos combustíveis fósseis ou da concorrência entre as principais economias é simplesmente obscena", acrescentou.

A primeira de suas demandas é a aceleração da ação climática global para conter o aquecimento global, do qual eles são as primeiras vítimas, e um aumento no financiamento desse setor.

"O custo continuará aumentando e pagaremos por isso com cada vez mais vidas humanas se não atacarmos a raiz (do aquecimento): os combustíveis fósseis", acrescentou a presidente doas Ilhas Marshall, Hilda Heine.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a ativação de medidas de adaptação para os impactos do aquecimento global nesses 39 países exigiria entre 4,7 e 7,3 bilhões de dólares (entre 24 e 37 bilhões de reais) por ano.

Mas a maioria deles é considerada país de renda média e, portanto, está excluída da ajuda internacional e do financiamento a taxas preferenciais dos bancos de desenvolvimento.

“Eles estão presos em uma terra de ninguém, onde não têm acesso à rede de segurança do financiamento da comunidade internacional”, lamenta Achim Steiner, diretor do PNUD, que defende a reforma do sistema financeiro internacional para eles.

Ainda mais porque a maioria deles também está sobrecarregada com dívidas pesadas. A ONU estima que, em 2024, eles gastarão 15,9% de sua renda apenas para pagar os juros dessa dívida.

Os pequenos Estados insulares acreditam que não terão sucesso sem assistência externa, embora ainda precisem se comprometer a fortalecer e diversificar suas economias para se tornarem mais resistentes a choques externos.

Entre seus eixos prioritários estão o desenvolvimento das energias renováveis e o impulsionamento da "economia azul" (por exemplo, através da pesca duradoura) em arquipélagos com territórios terrestres muito pequenos, mas que contam com 19% das Zonas Econômicas Exclusivas (espaço marítimo em que um Estado exerce sua soberania) do planeta.

Sem esquecer a promoção de um turismo mais responsável para preservar uma biodiversidade excepcional, especialmente os corais ameaçados que atraem anualmente os amantes de mergulho.

"Seu futuro é nosso futuro. Nossa terra, nossos oceanos, nosso planeta e, em último caso, todos nós precisamos de ações corajosas e determinadas", afirmou o rei Charles III em mensagem em vídeo.

S.Palmer--TFWP