The Fort Worth Press - Brasil vive paradoxo de ser potência ambiental e petroleira sob governo Lula

USD -
AED 3.672969
AFN 65.0005
ALL 81.123148
AMD 360.506495
ANG 1.789785
AOA 916.999948
ARS 1545.265802
AUD 1.429623
AWG 1.8
AZN 1.700435
BAM 1.744435
BBD 2.013263
BDT 124.343874
BGN 1.747831
BHD 0.37725
BIF 3004
BMD 1
BND 1.278581
BOB 12.140484
BRL 5.437498
BSD 0.999585
BTN 94.811201
BWP 13.808328
BYN 2.953267
BYR 19600
BZD 2.01032
CAD 1.39936
CDF 2309.999858
CHF 0.81834
CLF 0.024837
CLP 977.520262
CNY 6.648299
CNH 6.647299
COP 3228
CRC 454.527211
CUC 1
CUP 23.989333
CVE 98.875013
CZK 21.73575
DJF 177.7199
DKK 6.678285
DOP 60.250032
DZD 135.812857
EGP 55.353698
ERN 15
ETB 162.433359
EUR 0.89359
FJD 2.24625
FKP 0.746765
GBP 0.74585
GEL 2.595003
GGP 0.746765
GHS 11.649711
GIP 0.746765
GMD 73.499231
GNF 8800.000017
GTQ 7.642051
GYD 209.539525
HKD 7.84655
HNL 26.869372
HRK 6.76901
HTG 131.015506
HUF 325.500502
IDR 18131.35
ILS 3.14045
IMP 0.746765
INR 94.72045
IQD 1515.298819
IRR 1879653.999849
ISK 121.68993
JEP 0.746765
JMD 158.843703
JOD 0.708997
JPY 157.940199
KES 129.950113
KGS 87.449799
KHR 4085.00001
KMF 440.000146
KPW 899.999961
KRW 1345.709476
KWD 0.311375
KYD 0.832995
KZT 452.368741
LAK 22529.999646
LBP 89549.999913
LKR 332.306128
LRD 170.225
LSL 16.636267
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.414756
MAD 9.828437
MDL 18.057593
MGA 4514.054577
MKD 54.972244
MMK 2099.693878
MNT 3599.326016
MOP 8.078026
MRU 40.503405
MUR 47.290056
MVR 15.459881
MWK 1737.000269
MXN 18.578355
MYR 4.071801
MZN 63.900912
NAD 16.636267
NGN 1340.929861
NIO 36.783168
NOK 9.302502
NPR 151.697565
NZD 1.780627
OMR 0.384506
PAB 0.999799
PEN 3.467019
PGK 4.482837
PHP 63.353003
PKR 276.504083
PLN 3.94685
PYG 5917.059487
QAR 3.653878
RON 4.768405
RSD 105.061985
RUB 81.250748
RWF 1478.412502
SAR 3.764439
SBD 8.058206
SCR 13.826506
SDG 601.496321
SEK 9.782675
SGD 1.27937
SHP 0.748335
SLE 22.900861
SLL 20969.504398
SOS 571.280766
SRD 37.579501
STD 20697.981008
STN 21.85227
SVC 8.746259
SYP 13001.999685
SZL 16.630915
THB 33.715011
TJS 9.191303
TMT 3.5
TND 2.987517
TOP 2.40776
TRY 49.970099
TTD 6.761717
TWD 32.6114
TZS 2645.003039
UAH 45.650373
UGX 4277.693292
UYU 40.190338
UZS 11944.718217
VES 887.4798
VND 25764
VUV 118.915185
WST 2.776217
XAF 586.156495
XAG 0.019785
XAU 0.000253391005
XCD 2.70255
XCG 1.80143
XDR 0.707052
XOF 586.156495
XPF 106.371498
YER 236.194475
ZAR 16.599915
ZMK 9001.196448
ZMW 20.242167
ZWL 321.999592
SSP 5745.217636
MXV 2.092277
Brasil vive paradoxo de ser potência ambiental e petroleira sob governo Lula
Brasil vive paradoxo de ser potência ambiental e petroleira sob governo Lula / foto: © AFP

Brasil vive paradoxo de ser potência ambiental e petroleira sob governo Lula

Ao mesmo tempo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se vangloria de liderar a luta ambiental com uma redução drástica do desmatamento na Amazônia, a extração de petróleo no Brasil, nono produtor mundial, não para de aumentar.

Tamanho do texto:

Ambientalistas condenam este paradoxo, à margem do que a comunidade internacional acordou na COP28, a conferência climática da ONU, em dezembro: um chamado a abandonar progressivamente os combustíveis fósseis, principal causa das emissões de gases de efeito estufa.

Além disso, durante esta cúpula em Dubai, o Brasil anunciou que vai entrar na Organização de Países Exportadores de Petróleo ampliada (OPEP+), formada por 23 países produtores da commodity.

Na ocasião, a rede Climate Action Network International concedeu ao Brasil o prêmio irônico "Fóssil do dia", por ter "confundido produção de petróleo com liderança climática".

"O Brasil não pode ser, ao mesmo tempo, um líder climático e um petro-Estado. São condições incompatíveis", criticou, em declarações à AFP, Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas da rede de organizações ambientalistas Observatório do Clima.

- Recordes petroleiros -

Ao voltar ao poder há três meses, Lula prometeu acabar com o desmatamento ilegal no Brasil até 2030.

Em seu primeiro ano de mandato, a derrubada de árvores diminuiu 50% na Amazônia, maior floresta tropical do planeta e considerada estratégica na luta contra o aquecimento global por sua capacidade de absorver CO2.

O Brasil também se ofereceu para sediar a cúpula climática COP30, em 2025, que será realizada simbolicamente em Belém do Pará, em plena Amazônia.

Mas, ao mesmo tempo, o país, que é o primeiro produtor latino-americano de petróleo, pisou no acelerador e registrou vários recordes mensais no ano passado.

O último, em novembro, quando produziu 3,678 milhões de barris diários (mbd), e espera alcançar 5,4 mbd em 2029, segundo o ministério de Minas e Energia.

Este número poderia tornar o Brasil o quarto produtor mundial em cinco anos, segundo as expectativas do governo.

"O mundo deveria estar agradecido ao Brasil por ser um provedor confiável" de petróleo, disse esta semana, durante visita ao país o diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol.

O Brasil injeta no mercado cerca de 3% da oferta mundial de petróleo cru, segundo Birol.

O país tem reservas comprovadas de 14,856 bilhões de barris e um total de 26,922 bilhões de barris, incluindo as possíveis e prováveis, segundo o último boletim anual da Agência Nacional de Petróleo.

Lula defende, ainda, a exploração pela Petrobras de petróleo perto da foz do rio Amazonas, um projeto polêmico ao qual se opõe a ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, por seu impacto ambiental.

- Transição energética -

O peso da indústria petroleira no PIB da economia brasileira, a maior da América Latina, é inquestionável, representando cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o economista Igor Barenboim, ex-secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Economia (2015-2016).

"Particularmente os recursos da exportação", cerca de um terço da produção petroleira, "são chave para impulsionar o crescimento", afirma.

As vendas de petróleo e derivados somaram 42,5 bilhões de dólares em 2023 (cerca de R$ 205 bilhões, em cotação da época).

O petróleo garante recursos ao Estado para financiar, por exemplo, políticas sociais, atenuando o impacto nas metas fiscais.

O governo se comprometeu a alcançar o déficit zero em 2024.

Lula, que em seus primeiros dois mandatos (2003-2010) financiou programas em benefício das classes populares apoiado no 'boom' de matérias-primas, defende que os recursos do petróleo são necessários para financiar a transição energética.

Preparar-se para abandonar os combustíveis fósseis significa "aproveitar o dinheiro" que os países "lucram [com o petróleo] para fazer investimento para que os continentes como o africano e a América Latina possam produzir os combustíveis renováveis que precisam", disse o presidente em dezembro ao defender a entrada do Brasil na OPEP+.

- Olhar para o passado é um "erro" -

Para os ambientalistas, apostar no petróleo é coisa do passado.

"O erro está na opção de querer gerar renda com exportação [de petróleo], tendo o olhar para o passado e desconsiderando a gravidade da crise climática", diz Araújo.

Enrico Marone, porta-voz de Oceanos do Greenpeace Brasil, critica os projetos de novas explorações: "Os campos petrolíferos do pré-sal em atividade ainda têm uma vida útil de 11 ou 12 anos e garantem os recursos de produção para apoiar essa transição energética".

A matriz energética no Brasil provém em 47,4% de energias renováveis - mais que o triplo da média mundial, que é de 15% -, segundo a Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

S.Weaver--TFWP