The Fort Worth Press - 2023 registra o mês de outubro mais quente da história

USD -
AED 3.672969
AFN 65.0005
ALL 81.123148
AMD 360.506495
ANG 1.789785
AOA 916.999948
ARS 1545.265802
AUD 1.429623
AWG 1.8
AZN 1.700435
BAM 1.744435
BBD 2.013263
BDT 124.343874
BGN 1.747831
BHD 0.37725
BIF 3004
BMD 1
BND 1.278581
BOB 12.140484
BRL 5.437498
BSD 0.999585
BTN 94.811201
BWP 13.808328
BYN 2.953267
BYR 19600
BZD 2.01032
CAD 1.39936
CDF 2309.999858
CHF 0.81834
CLF 0.024837
CLP 977.520262
CNY 6.648299
CNH 6.647299
COP 3228
CRC 454.527211
CUC 1
CUP 23.989333
CVE 98.875013
CZK 21.73575
DJF 177.7199
DKK 6.678285
DOP 60.250032
DZD 135.812857
EGP 55.353698
ERN 15
ETB 162.433359
EUR 0.89359
FJD 2.24625
FKP 0.746765
GBP 0.74585
GEL 2.595003
GGP 0.746765
GHS 11.649711
GIP 0.746765
GMD 73.499231
GNF 8800.000017
GTQ 7.642051
GYD 209.539525
HKD 7.84655
HNL 26.869372
HRK 6.76901
HTG 131.015506
HUF 325.500502
IDR 18131.35
ILS 3.14045
IMP 0.746765
INR 94.72045
IQD 1515.298819
IRR 1879653.999849
ISK 121.68993
JEP 0.746765
JMD 158.843703
JOD 0.708997
JPY 157.940199
KES 129.950113
KGS 87.449799
KHR 4085.00001
KMF 440.000146
KPW 899.999961
KRW 1345.709476
KWD 0.311375
KYD 0.832995
KZT 452.368741
LAK 22529.999646
LBP 89549.999913
LKR 332.306128
LRD 170.225
LSL 16.636267
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.414756
MAD 9.828437
MDL 18.057593
MGA 4514.054577
MKD 54.972244
MMK 2099.693878
MNT 3599.326016
MOP 8.078026
MRU 40.503405
MUR 47.290056
MVR 15.459881
MWK 1737.000269
MXN 18.578355
MYR 4.071801
MZN 63.900912
NAD 16.636267
NGN 1340.929861
NIO 36.783168
NOK 9.302502
NPR 151.697565
NZD 1.780627
OMR 0.384506
PAB 0.999799
PEN 3.467019
PGK 4.482837
PHP 63.353003
PKR 276.504083
PLN 3.94685
PYG 5917.059487
QAR 3.653878
RON 4.768405
RSD 105.061985
RUB 81.250748
RWF 1478.412502
SAR 3.764439
SBD 8.058206
SCR 13.826506
SDG 601.496321
SEK 9.782675
SGD 1.27937
SHP 0.748335
SLE 22.900861
SLL 20969.504398
SOS 571.280766
SRD 37.579501
STD 20697.981008
STN 21.85227
SVC 8.746259
SYP 13001.999685
SZL 16.630915
THB 33.715011
TJS 9.191303
TMT 3.5
TND 2.987517
TOP 2.40776
TRY 49.970099
TTD 6.761717
TWD 32.6114
TZS 2645.003039
UAH 45.650373
UGX 4277.693292
UYU 40.190338
UZS 11944.718217
VES 887.4798
VND 25764
VUV 118.915185
WST 2.776217
XAF 586.156495
XAG 0.019785
XAU 0.000253391005
XCD 2.70255
XCG 1.80143
XDR 0.707052
XOF 586.156495
XPF 106.371498
YER 236.194475
ZAR 16.599915
ZMK 9001.196448
ZMW 20.242167
ZWL 321.999592
SSP 5745.217636
MXV 2.092277
2023 registra o mês de outubro mais quente da história
2023 registra o mês de outubro mais quente da história / foto: © AFP/Arquivos

2023 registra o mês de outubro mais quente da história

O mês passado foi o outubro mais quente já registrado no planeta, prolongando uma série de cinco recordes mensais consecutivos, anunciou nesta quarta-feira (8) o observatório europeu Copernicus, que prevê que 2023 será o ano mais quente da história.

Tamanho do texto:

Os novos dados, que na prática são traduzidos em secas e fomes, incêndios devastadores ou furacões mais intensos, reforçam os alertas dos cientistas antes da reunião de cúpula do clima COP28 da ONU em Dubai (30 de novembro a 12 de dezembro).

"Podemos afirmar com quase total certeza que 2023 será o ano mais quente já registado", destacou Samantha Burgess, vice-diretora do serviço de mudança climática do observatório Copernicus.

"O sentimento de necessidade urgente de adotar medidas climáticas ambiciosas antes da COP28 nunca foi tão forte", acrescentou Burgess em um comunicado.

No mês passado, com média de 15,38ºC na superfície do planeta, o resultado superou em 0,4ºC o recorde anterior de outubro de 2019, segundo o Copernicus. A anomalia é "excepcional" para as temperaturas mundiais.

Outubro de 2023 foi "1,7°C mais quente do que a média para o mês de outubro no período 1850-1900", antes da percepção dos efeitos das emissões de gases do efeito de estufa provocados pela atividade humana, acrescenta o observatório.

Desde janeiro, a temperatura média do planeta é a mais quente já registrada para os primeiros 10 meses do ano,1,43°C acima da média no período 1850-1900, segundo o Copernicus.

- "Estado de sítio" -

Mais do que nunca, 2023 se aproxima do limite emblemático de +1,5ºC estabelecido pelo Acordo de Paris. A COP28 deve apresentar a primeira avaliação oficial desde a adoção da meta e, se possível, as primeiras medidas de correção.

A Organização Meteorológica Mundial previu que o limite deve ser superado pela primeira vez no período de 12 meses nos próximos cinco anos.

Porém, será necessário registrar o aumento de 1,5°C na média ao longo de vários anos para considerar que a barreira foi superada do ponto de vista climático. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU prevê que há 50% de possibilidade de que isto aconteça entre 2030 e 2035, levando em consideração o ritmo das emissões de gases do efeito estufa.

Atualmente, os cientistas consideram que o aquecimento está na faixa de +1,2ºC na comparação com a era pré-industrial.

As medições do Copernicus remontam a 1940, mas podem ser comparadas com as temperaturas dos milênios anteriores, estabelecidas graças aos anéis dos troncos das árvores ou aos núcleos de gelo.

Os dados obtidos com estes métodos sugerem que as temperaturas atuais são provavelmente as mais quentes em mais de 100.000 anos.

"A vida no planeta Terra se encontra em estado de sítio", alertou um grupo de cientistas renomados no final de outubro em um relatório que denunciou o "progresso mínimo" na redução das emissões de CO2.

- 'El Niño' -

Assim como aconteceu em 2016, até o momento o ano mais quente já registrado, o 'El Niño' se une aos efeitos da mudança climática para elevar a temperatura. O fenômeno cíclico no Pacífico geralmente atinge o pico na época do Natal.

O observatório Copernicus destacou que o fenômeno segue ativo, "embora as anomalias sejam inferiores às registradas neste período do ano" em 1997 e 2015, quando o 'El Niño' foi historicamente intenso.

Em outubro, a seca afetou regiões dos Estados Unidos e México, mas outras áreas do planeta registraram condições mais úmidas que o habitual, geralmente vinculadas a tempestades e ciclones.

Os oceanos contribuem em grande medida para os recordes. As temperaturas na superfície dos mares registram recordes todos os meses desde abril. Em outubro alcançaram a média de 20,79ºC.

Isto aumenta a intensidade das tempestades, com mais água evaporada, e acelera o degelo de plataformas flutuantes como a Gronelândia e a Antártica, cruciais para evitar o aumento do nível do mar.

O gelo marinho da Antártica permanece pelo sexto mês consecutivo em um nível recorde para a temporada, 11% abaixo da média, segundo o Copernicus. No Ártico, outubro foi o sétimo mês consecutivo, 12% abaixo da média.

C.M.Harper--TFWP