The Fort Worth Press - Aquecimento do Ártico pode prejudicar reprodução de esquilos

USD -
AED 3.672501
AFN 64.000277
ALL 81.450593
AMD 370.780098
ANG 1.789884
AOA 917.999818
ARS 1392.517902
AUD 1.38969
AWG 1.8
AZN 1.700271
BAM 1.669697
BBD 2.01454
BDT 122.725158
BGN 1.668102
BHD 0.37765
BIF 2976
BMD 1
BND 1.275896
BOB 6.911331
BRL 4.971198
BSD 1.000226
BTN 94.881811
BWP 13.592996
BYN 2.822528
BYR 19600
BZD 2.011629
CAD 1.360065
CDF 2319.99998
CHF 0.78252
CLF 0.022861
CLP 899.749689
CNY 6.82825
CNH 6.82169
COP 3657.25
CRC 454.73562
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.449567
CZK 20.803993
DJF 177.719822
DKK 6.37653
DOP 59.499215
DZD 132.317985
EGP 53.450098
ERN 15
ETB 156.999891
EUR 0.85329
FJD 2.19305
FKP 0.736618
GBP 0.737345
GEL 2.679646
GGP 0.736618
GHS 11.19968
GIP 0.736618
GMD 73.000359
GNF 8774.999738
GTQ 7.641507
GYD 209.25239
HKD 7.83376
HNL 26.619522
HRK 6.428601
HTG 131.024649
HUF 309.894503
IDR 17397
ILS 2.95145
IMP 0.736618
INR 94.97625
IQD 1310
IRR 1314000.000114
ISK 122.710185
JEP 0.736618
JMD 156.725146
JOD 0.708977
JPY 156.965502
KES 129.204454
KGS 87.420505
KHR 4012.507578
KMF 420.000244
KPW 899.999976
KRW 1469.629951
KWD 0.30804
KYD 0.833543
KZT 463.288124
LAK 21980.000453
LBP 89550.000068
LKR 319.671116
LRD 183.875007
LSL 16.659954
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.35025
MAD 9.25125
MDL 17.233504
MGA 4149.999876
MKD 52.591161
MMK 2099.490131
MNT 3577.850535
MOP 8.070846
MRU 39.969751
MUR 46.760223
MVR 15.454983
MWK 1741.498941
MXN 17.46795
MYR 3.952984
MZN 63.899676
NAD 16.660556
NGN 1374.139788
NIO 36.710023
NOK 9.26374
NPR 151.803598
NZD 1.694725
OMR 0.384495
PAB 1.000201
PEN 3.507504
PGK 4.33875
PHP 61.654495
PKR 278.774976
PLN 3.629635
PYG 6151.626275
QAR 3.643499
RON 4.435795
RSD 100.193938
RUB 75.001642
RWF 1461.5
SAR 3.74998
SBD 8.04211
SCR 13.857231
SDG 600.499356
SEK 9.241835
SGD 1.27456
SHP 0.746601
SLE 24.600215
SLL 20969.496166
SOS 571.000396
SRD 37.458037
STD 20697.981008
STN 21.21
SVC 8.7523
SYP 110.524981
SZL 16.660308
THB 32.528959
TJS 9.381822
TMT 3.505
TND 2.88175
TOP 2.40776
TRY 45.198904
TTD 6.789386
TWD 31.607979
TZS 2610.00021
UAH 43.949336
UGX 3760.987334
UYU 39.889518
UZS 11950.000297
VES 488.942755
VND 26338.5
VUV 117.651389
WST 2.715189
XAF 560.041494
XAG 0.01344
XAU 0.000218
XCD 2.70255
XCG 1.80265
XDR 0.69563
XOF 560.000046
XPF 102.149675
YER 238.599549
ZAR 16.63185
ZMK 9001.190721
ZMW 18.67895
ZWL 321.999592
Aquecimento do Ártico pode prejudicar reprodução de esquilos
Aquecimento do Ártico pode prejudicar reprodução de esquilos / foto: © US National Park Service/AFP

Aquecimento do Ártico pode prejudicar reprodução de esquilos

Quando o rigoroso inverno do Alasca se instala, os esquilos-do-ártico cavam profundamente o solo para começar um período de hibernação de oito meses. Só emergem novamente na primavera, famintos e ansiosos para se reproduzir.

Tamanho do texto:

Cientistas descobriram, porém, uma nova e surpreendente consequência das mudanças climáticas: à medida que as temperaturas aumentam, as fêmeas dessa espécie têm gradualmente avançado a data de retorno à superfície, agora 10 dias mais cedo do que há 25 anos.

Por outro lado, os machos não estão terminando seu sono profundo mais cedo, o que poderia em breve trazer problemas para o processo de reprodução dessas criaturas, segundo um artigo publicado nesta quinta-feira (25) na revista Science.

Anteriormente, os machos terminavam a hibernação um mês antes das fêmeas, permitindo tempo suficiente para seus testículos, que encolhem a cada outono, se regenerarem e descerem, em um ciclo anual de puberdade. Mas esse intervalo está diminuindo.

"Se isso continuar, esperamos começar a ver fêmeas emergindo prontas para acasalar com machos antes que esses machos estejam de fato totalmente maduros para a reprodução", disse à AFP um dos autores, Cory Williams, biólogo da Colorado State University.

- Adaptações únicas -

Como muitos animais árticos, os esquilos-do-ártico desenvolveram adaptações únicas para o inverno extremo.

Hibernam por cerca de oito meses ao ano, em buracos de aproximadamente um metro de profundidade nas margens arenosas dos rios, logo acima do permafrost da tundra.

Durante esse período, sua temperatura corporal cai de cerca de 37 °C para quase -3 °C, a mais baixa em qualquer mamífero, diminuindo drasticamente suas funções cerebrais, pulmonares, cardíacas e de outros órgãos, em um estado chamado "torpor".

A equipe por trás do estudo usou dados de longo prazo sobre as temperaturas do ar e do solo em dois locais e de 199 esquilos no mesmo período.

Foi detectado um aumento significativo na temperatura ambiente, como esperado para uma região conhecida por estar aquecendo quatro vezes mais que a média global devido às mudanças climáticas.

"Também observamos uma mudança no ciclo de congelamento e descongelamento do solo. Agora, o solo está congelando mais tarde e descongelando mais cedo", acrescentou Williams.

Isso teve dois efeitos nos animais. Embora tenham entrado em hibernação ao mesmo tempo, o momento em que sua temperatura corporal central caiu abaixo de 0 °C foi atrasado, o que, por sua vez, atrasou a data em que precisam gerar calor para evitar a morte dos tecidos durante o torpor.

E as fêmeas encerraram a hibernação mais cedo, acompanhando o degelo precoce da primavera.

A razão exata pela qual esse segundo efeito afeta apenas as fêmeas não está confirmada, mas os pesquisadores têm teorias.

Nos machos, os níveis crescentes de testosterona conforme se preparam para se reproduzir parecem forçar o fim da hibernação em um ponto fixo, enquanto as fêmeas parecem ser mais sensíveis às condições ambientais.

- Impactos em cascata -

A vantagem dessa hibernação reduzida é que as fêmeas voltam com mais massa e podem começar antes a coletar recursos - o que pode resultar em ninhadas mais saudáveis e melhores taxas de sobrevivência.

Por outro lado, ficam expostas aos predadores por mais tempo, além da iminente alteração nas interações sexuais.

Também pode haver impactos em cascata na cadeia alimentar, se os predadores dos esquilos se adaptarem à disponibilidade antecipada de presas.

Ainda é cedo para dizer quais poderiam ser os impactos gerais.

O que é impressionante é a prova concreta de que o clima afeta diretamente um ecossistema em um período relativamente curto de tempo, destacou a autora Helen Chmura, pesquisadora do Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos EUA.

"Temos um conjunto de dados de 25 anos, que é um prazo bastante longo para a ciência, mas um período curto de tempo em termos de ecologia", disse ela à AFP.

L.Davila--TFWP