The Fort Worth Press - Ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado... E quanto a 2026?

USD -
AED 3.672498
AFN 62.999532
ALL 83.001661
AMD 374.472209
ANG 1.790083
AOA 917.000196
ARS 1394.969802
AUD 1.4104
AWG 1.8025
AZN 1.6985
BAM 1.692088
BBD 2.000502
BDT 121.867024
BGN 1.709309
BHD 0.377523
BIF 2949.574306
BMD 1
BND 1.274313
BOB 6.863882
BRL 5.2224
BSD 0.993286
BTN 92.537843
BWP 13.553852
BYN 3.071312
BYR 19600
BZD 1.997647
CAD 1.373425
CDF 2274.999463
CHF 0.78926
CLF 0.023125
CLP 913.097745
CNY 6.90045
CNH 6.89554
COP 3693.5
CRC 464.715858
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.404755
CZK 21.160898
DJF 176.879283
DKK 6.46265
DOP 60.055721
DZD 132.250038
EGP 52.228498
ERN 15
ETB 155.082457
EUR 0.86495
FJD 2.20855
FKP 0.749058
GBP 0.745698
GEL 2.714979
GGP 0.749058
GHS 10.842216
GIP 0.749058
GMD 74.000195
GNF 8705.094483
GTQ 7.598463
GYD 207.802658
HKD 7.833985
HNL 26.290925
HRK 6.516298
HTG 130.286565
HUF 338.109994
IDR 16934.6
ILS 3.100698
IMP 0.749058
INR 93.32195
IQD 1301.033871
IRR 1315124.999885
ISK 124.389869
JEP 0.749058
JMD 156.05316
JOD 0.709023
JPY 158.340497
KES 128.819859
KGS 87.447897
KHR 3981.795528
KMF 427.999919
KPW 899.950845
KRW 1499.905038
KWD 0.30639
KYD 0.827703
KZT 477.668374
LAK 21309.787499
LBP 88950.993286
LKR 309.605801
LRD 181.767055
LSL 16.736174
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.361182
MAD 9.332993
MDL 17.406728
MGA 4133.211047
MKD 53.344008
MMK 2099.773051
MNT 3569.674815
MOP 8.013497
MRU 39.643179
MUR 46.459874
MVR 15.449889
MWK 1722.416419
MXN 17.73467
MYR 3.939008
MZN 63.927402
NAD 16.736174
NGN 1352.890034
NIO 36.556032
NOK 9.502705
NPR 148.061016
NZD 1.700145
OMR 0.38451
PAB 0.993208
PEN 3.421032
PGK 4.287222
PHP 59.901496
PKR 277.393836
PLN 3.691145
PYG 6454.627258
QAR 3.622292
RON 4.406204
RSD 101.634948
RUB 86.149667
RWF 1450.041531
SAR 3.754455
SBD 8.048583
SCR 14.153718
SDG 601.000103
SEK 9.30085
SGD 1.279603
SHP 0.750259
SLE 24.649673
SLL 20969.510825
SOS 566.640133
SRD 37.501988
STD 20697.981008
STN 21.198173
SVC 8.690574
SYP 110.76532
SZL 16.7405
THB 32.709981
TJS 9.509798
TMT 3.5
TND 2.933654
TOP 2.40776
TRY 44.308601
TTD 6.732367
TWD 31.965502
TZS 2587.913992
UAH 43.67983
UGX 3754.239635
UYU 40.233266
UZS 12107.107324
VES 454.68563
VND 26312.5
VUV 119.036336
WST 2.744165
XAF 567.554683
XAG 0.013734
XAU 0.000213
XCD 2.70255
XCG 1.789938
XDR 0.705856
XOF 567.554683
XPF 103.179478
YER 238.550512
ZAR 16.767598
ZMK 9001.200725
ZMW 19.443483
ZWL 321.999592
Ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado... E quanto a 2026?
Ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado... E quanto a 2026? / foto: © AFP/Arquivos

Ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado... E quanto a 2026?

O ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado no mundo, anunciaram nesta quarta-feira (14) o observatório europeu Copernicus e o instituto americano Berkeley Earth, que estimam que 2026 permanecerá em níveis historicamente altos.

Tamanho do texto:

O termômetro global permaneceu em níveis nunca antes vistos na história da humanidade nos últimos três anos e, pela primeira vez, a temperatura média dos últimos três anos ultrapassou o nível pré-industrial em mais de 1,5°C, observou o Copernicus em seu relatório anual.

"O aumento brutal registrado entre 2023 e 2025 foi extremo e aponta para uma aceleração do aquecimento global", alertaram cientistas do Berkeley Earth.

Desde o ano passado, a ONU, inúmeros climatologistas e formuladores de políticas públicas têm reconhecido publicamente que o planeta caminha para um aquecimento sustentado de 1,5°C, o limite simbólico estabelecido pelo Acordo de Paris sobre mudanças climáticas há uma década.

Com três anos consecutivos nesse nível, o Copernicus considera provável que a superação permanente desse limite seja confirmada "antes do final da década, ou seja, mais de dez anos antes do previsto".

Essa aceleração é ainda mais alarmante porque coincide com um momento em que os Estados Unidos — o segundo maior emissor de gases de efeito estufa — romperam com a cooperação climática internacional sob o governo de Donald Trump e restauraram o papel central do petróleo em sua política.

- Tendência para 2026 -

Além disso, nos países ricos, o combate às emissões de gases de efeito estufa perde força.

Na Alemanha e na França, a redução das emissões se estagnou novamente em 2025. Nos Estados Unidos, o ressurgimento das usinas de carvão elevou mais uma vez a pegada de carbono do país, anulando anos de avanços.

"A urgência de agir em relação às mudanças climáticas nunca foi tão grande", afirmou Mauro Facchini, chefe da unidade Copernicus, durante uma coletiva de imprensa.

Nada indica que 2026 irá quebrar essa tendência.

Samantha Burgess, diretora-adjunta de mudanças climáticas do Copernicus, prevê que "2026 será um dos cinco anos mais quentes já registrados". "Provavelmente será comparável a 2025", observou.

Cientistas climáticos do Berkeley Earth também preveem que 2026 "provavelmente será semelhante a 2025, sendo o cenário mais provável o de que se torne o quarto ano mais quente desde 1850".

Se o fenômeno El Niño, com seu efeito de aquecimento, retornar, "isso poderá fazer de 2026 um ano recorde", disse à AFP Carlo Buontempo, diretor de mudanças climáticas do observatório.

Mas "se isso acontecer em 2026, 2027 ou 2028, não muda muita coisa. A trajetória é muito, muito clara", acrescentou.

- Recordes na Ásia e na Antártica -

Em 2025, a temperatura do ar na superfície da terra e dos oceanos estava 1,47°C acima dos níveis pré-industriais, após o recorde de 1,60°C registrado em 2024.

Por trás dessa média global, escondem-se recordes regionais, particularmente na Ásia Central, Antártica e no Sahel, segundo uma análise da AFP com base em dados diários do serviço meteorológico europeu.

Em 2025, houve inúmeros eventos climáticos extremos — ondas de calor, ciclones e tempestades violentas na Europa, Ásia e América do Norte, assim como incêndios florestais devastadores em Espanha, Canadá e Califórnia — cuja intensidade e frequência foram amplificadas pelo aquecimento global.

A combustão cada vez maior de petróleo, carvão e gás fóssil é a principal responsável por esse aquecimento.

No entanto, Robert Rohde, cientista do Berkeley Earth, alerta para outros fatores que podem amplificar o aquecimento, mesmo que apenas em décimos ou centésimos de grau em escala planetária.

A organização afirma que as normas internacionais que reduziram o teor de enxofre no combustível de navios desde 2020 podem, na verdade, ter contribuído para o aquecimento, ao diminuir as emissões de dióxido de enxofre, que formam aerossóis que refletem a luz solar para longe da Terra.

P.Navarro--TFWP