The Fort Worth Press - Fenômenos climáticos extremos deixaram 'profunda pegada' na América Latina em 2024 (OMM)

USD -
AED 3.672497
AFN 63.999777
ALL 80.742224
AMD 360.119979
ANG 1.789785
AOA 917.999458
ARS 1548.284459
AUD 1.42503
AWG 1.8025
AZN 1.697294
BAM 1.737338
BBD 2.013458
BDT 124.459802
BGN 1.747831
BHD 0.377436
BIF 2986.973187
BMD 1
BND 1.277909
BOB 12.120755
BRL 5.479505
BSD 0.999711
BTN 94.558763
BWP 13.724402
BYN 2.982914
BYR 19600
BZD 2.010562
CAD 1.395655
CDF 2312.499971
CHF 0.818175
CLF 0.024639
CLP 969.570357
CNY 6.680902
CNH 6.67235
COP 3226.97
CRC 454.091218
CUC 1
CUP 23.992112
CVE 97.94847
CZK 21.61745
DJF 178.012285
DKK 6.647675
DOP 60.031357
DZD 135.604852
EGP 54.672698
ERN 15
ETB 164.071845
EUR 0.88941
FJD 2.241749
FKP 0.745268
GBP 0.742255
GEL 2.601675
GGP 0.745268
GHS 11.631305
GIP 0.745268
GMD 74.000158
GNF 8855.469045
GTQ 7.639521
GYD 209.448686
HKD 7.845735
HNL 26.868429
HRK 6.76901
HTG 130.971046
HUF 322.677498
IDR 18158
ILS 3.15645
IMP 0.745268
INR 94.60155
IQD 1515.529716
IRR 1883408.504511
ISK 121.594104
JEP 0.745268
JMD 158.455068
JOD 0.709001
JPY 158.581028
KES 129.889935
KGS 87.450375
KHR 4064.827605
KMF 440.999727
KPW 899.999961
KRW 1340.015028
KWD 0.310802
KYD 0.833041
KZT 451.807175
LAK 22506.673299
LBP 89519.744527
LKR 332.641939
LRD 169.939285
LSL 16.455617
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.409977
MAD 9.765444
MDL 17.929301
MGA 4515.192027
MKD 54.718717
MMK 2099.52083
MNT 3598.087189
MOP 8.077598
MRU 40.663904
MUR 47.08984
MVR 15.454973
MWK 1733.399066
MXN 18.657745
MYR 4.064101
MZN 63.909813
NAD 16.455325
NGN 1345.3302
NIO 36.784529
NOK 9.26018
NPR 151.29402
NZD 1.77713
OMR 0.384484
PAB 0.999773
PEN 3.450426
PGK 4.485918
PHP 63.530047
PKR 276.534117
PLN 3.91339
PYG 6061.763543
QAR 3.644609
RON 4.752498
RSD 104.611997
RUB 81.849243
RWF 1471.012787
SAR 3.756339
SBD 8.051718
SCR 13.775247
SDG 601.497329
SEK 9.76354
SGD 1.278805
SHP 0.745545
SLE 22.909972
SLL 20969.504398
SOS 571.349894
SRD 37.564017
STD 20697.981008
STN 21.763752
SVC 8.747096
SYP 13001.999685
SZL 16.44674
THB 33.641502
TJS 9.221818
TMT 3.51
TND 2.979449
TOP 2.40776
TRY 50.0213
TTD 6.776725
TWD 32.878963
TZS 2649.952964
UAH 45.52523
UGX 4104.021853
UYU 40.19489
UZS 11886.139647
VES 890.036598
VND 25704.5
VUV 119.472328
WST 2.779309
XAF 583.414895
XAG 0.019193
XAU 0.000247952225
XCD 2.70255
XCG 1.801579
XDR 0.707052
XOF 583.414895
XPF 105.938734
YER 236.174947
ZAR 16.448175
ZMK 9001.195264
ZMW 20.274394
ZWL 321.999592
SSP 5745.96484
MXV 2.100144
Fenômenos climáticos extremos deixaram 'profunda pegada' na América Latina em 2024 (OMM)
Fenômenos climáticos extremos deixaram 'profunda pegada' na América Latina em 2024 (OMM) / foto: © AFP

Fenômenos climáticos extremos deixaram 'profunda pegada' na América Latina em 2024 (OMM)

A região da América Latina e do Caribe enfrentou em 2024 furacões excepcionais, secas extenuantes e inundações mortais que deixaram uma "profunda pegada" social, afirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em um relatório publicado nesta quinta-feira (28).

Tamanho do texto:

O relatório "Estado do clima na América Latina e no Caribe 2024" ressalta que o cenário de fenômenos meteorológicos extremos se agravou pelos altos preços dos alimentos, pela pobreza, pela desigualdade e "pelos crescentes níveis de fome, instabilidade política e insegurança sanitária e alimentar".

No entanto, destaca que há sinais de esperança, já que os alertas antecipados dos serviços meteorológicos e hidrológicos dos diferentes países estão "salvando vidas".

"Geleiras diminuindo, furacões excepcionais, incêndios florestais sem precedentes, secas extenuantes e cheias mortais deixaram uma profunda pegada no tecido sócio-econômico", afirma o relatório apresentado em uma reunião regional da OMM em El Salvador.

Em 2024, os efeitos dos fenômenos meteorológicos e climáticos "se estenderam em cadeia dos Andes até a Amazônia, de cidades atestadas até comunidades costeiras, causando importantes perturbações econômicas e ambientais", disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, citada em um comunicado.

"A seca e o calor extremo desencadearam devastadores incêndios florestais. As precipitações excepcionais provocaram inundações sem precedentes, e se formou o furacão de categoria 5 [máxima] mais precoce já registrado", acrescentou Saulo.

- Aquecimento -

O relatório da agência da ONU destaca que em 2024 "houve recordes de furacões, cheias, secas e incêndios florestais", e a temperatura média na região ficou 0,9 graus Celsius acima da média do período 1991-2020.

"Foi o ano mais quente já registrado na América Central e Caribe, e o ano mais quente ou o segundo ano mais quente do qual se tem notícia no México e América do Sul", disse o relatório.

O aquecimento, os oceanos e o derretimento das geleiras e camadas de gelo estão acelerando o aumento do nível do mar, o que "aumenta a vulnerabilidade das comunidades costeiras e das nações insulares de baixa altitude do Caribe" ante ciclones tropicais, acrescenta.

- Incêndios na Amazônia e Chile -

O relatório menciona a "seca generalizada" que castigou a Amazônia e o Pantanal, com chuvas "entre 30% e 40% inferiores ao normal". "O rio Negro, em Manaus, atingiu um mínimo histórico, e o rio Paraguai, em Assunção, registrou seu nível mais baixo em 60 anos".

As secas e ondas extremas de calor avivaram incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal, assim como no Chile, México e Belize.

"No Chile, os incêndios causaram mais de 130 vítimas mortais e se tornaram o pior desastre sofrido pelo país desde o terremoto de 2010", destaca o estudo.

Contudo, no Rio Grande do Sul, fortes chuvas causaram inundações que deixaram perdas milionárias na agricultura "e se tornaram o pior desastre da natureza climática do Brasil", com "mais de 180 vítimas mortais".

- Venezuela, país sem geleiras -

As geleiras "foram as vítimas mais evidentes do aumento das temperaturas", aponta o relatório, o que ameaça "o abastecimento de água a longo prazo".

Destaca que a Venezuela perdeu a geleira Humboldt nos Andes, passando a ser "o segundo país do mundo a perder todas suas geleiras", depois da Eslovênia.

Além disso, "foram declaradas extintas em 2024" as geleiras Conejeras de la Sierra Nevada da Colômbia e Martial Sur na porção argentina da ilha da Terra do Fogo.

O relatório alerta que 5.500 geleiras andinas "perderam 25% de sua cobertura de gelo desde o final do século XIX" e "a velocidade com a qual as geleiras tropicais estão derretendo multiplica por dez a taxa média mundial".

Apesar do panorama complexo, o relatório da OMM menciona avanços em energias renováveis: 69% da eletricidade é gerada com essas fontes e a capacidade instalada em energia solar e eólica crescer 30 em relação a 2023.

S.Jones--TFWP