The Fort Worth Press - Galáxias expulsam matéria em forma de ventos

USD -
AED 3.672504
AFN 65.99979
ALL 81.003771
AMD 364.66866
AOA 917.999401
ARS 1484.145098
AUD 1.419759
AWG 1.8
AZN 1.70057
BAM 1.695315
BBD 2.008061
BDT 123.113596
BHD 0.375937
BIF 2958.60963
BMD 1
BND 1.279591
BOB 11.838946
BRL 5.074596
BSD 0.997009
BTN 95.046158
BWP 13.594244
BYN 2.900273
BYR 19600
BZD 2.005201
CAD 1.401425
CDF 2275.000324
CHF 0.807295
CLF 0.023387
CLP 923.449927
CNY 6.7513
CNH 6.74873
COP 3135.28
CRC 452.823647
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.579248
CZK 20.99485
DJF 177.540849
DKK 6.47894
DOP 57.8425
DZD 132.884324
EGP 50.991406
ERN 15
ETB 159.322411
EUR 0.86673
FJD 2.21395
FKP 0.741868
GBP 0.741555
GEL 2.615011
GGP 0.741868
GHS 11.655181
GIP 0.741868
GMD 73.496773
GNF 8752.221211
GTQ 7.60716
GYD 208.555454
HKD 7.84235
HNL 26.714341
HRK 6.527202
HTG 130.360161
HUF 315.411504
IDR 18033
ILS 3.06295
IMP 0.741868
INR 95.40245
IQD 1306.115373
IRR 1375125.000464
ISK 123.070052
JEP 0.741868
JMD 157.838166
JOD 0.70899
JPY 157.746498
KES 129.097814
KGS 87.450144
KHR 4034.152473
KMF 426.999967
KRW 1433.420365
KWD 0.30914
KYD 0.830841
KZT 472.43098
LAK 22578.771725
LBP 89284.705067
LKR 334.694231
LRD 179.95926
LSL 16.490877
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.378884
MAD 9.313657
MDL 17.422962
MGA 4263.858189
MKD 53.330733
MMK 2099.556709
MNT 3594.538358
MOP 8.054349
MRU 40.069345
MUR 47.010195
MVR 15.460313
MWK 1728.773892
MXN 17.30749
MYR 4.081598
MZN 63.909877
NAD 16.490877
NGN 1360.509783
NIO 36.692238
NOK 9.485075
NPR 152.073853
NZD 1.695825
OMR 0.384553
PAB 0.997009
PEN 3.378841
PGK 4.464092
PHP 61.260099
PKR 276.891432
PLN 3.732935
PYG 5944.610584
QAR 3.644606
RON 4.547901
RSD 101.755298
RUB 79.29733
RWF 1463.615481
SAR 3.744926
SBD 8.081105
SCR 13.507563
SDG 600.000134
SEK 9.507165
SGD 1.28108
SLE 24.704465
SOS 569.756859
SRD 37.781497
STD 20697.981008
STN 21.236944
SVC 8.723616
SZL 16.488536
THB 33.340006
TJS 9.202271
TMT 3.51
TND 2.930958
TRY 47.541201
TTD 6.769818
TWD 32.308298
TZS 2641.536951
UAH 44.499112
UGX 3743.769774
UYU 40.116153
UZS 11934.295497
VES 745.696403
VND 26300.5
VUV 118.689846
WST 2.734491
XAF 568.592727
XAG 0.017184
XAU 0.000246
XCD 2.70255
XCG 1.796819
XDR 0.707147
XOF 568.592727
XPF 103.376241
YER 238.300064
ZAR 16.46515
ZMK 9001.191712
ZMW 18.728384
ZWL 321.999592
Galáxias expulsam matéria em forma de ventos
Galáxias expulsam matéria em forma de ventos / foto: © AFP

Galáxias expulsam matéria em forma de ventos

As galáxias expulsam matéria para o seu entorno mais próximo na forma de ventos galácticos, aponta um estudo publicado nesta quarta-feira (6) por pesquisadores, que observaram pela primeira vez esse fenômeno em uma grande amostra de agrupamentos de estrelas.

Tamanho do texto:

Há dois anos, esse fenômeno foi observado pela primeira vez em uma galáxia, vista de perfil, graças ao instrumento Muse do telescópio europeu VLT, localizado no Chile. Da região central do seu disco, emergiam perpendicularmente dois cones de gás carregado de matéria: os ventos galácticos.

“Podemos, agora, generalizar essa observação em um grande número de estruturas”, declarou Nicolas Bouché, especialista do Centro de Pesquisa Astrofísica de Lyon, França.

O cientista, que também participou das observações de dois anos atrás, é um dos principais autores do estudo, publicado na "Nature", o qual conclui que o fenômeno dos ventos galácticos parece “comum” em galáxias maciças.

Um conjunto de cientistas, principalmente de institutos europeus, estudou uma amostra de mais de 160 galáxias, vistas de perfil ou de frente, localizadas a mais de 7 bilhões de anos-luz.

O instrumento Muse, um espectrógrafo de campo integral, permite observar a marca de elementos químicos em nuvens de matéria extremamente difusas e de baixa densidade. Com um longo tempo de exposição do telescópio VLT na amostra de galáxias, o Muse permitiu desenhar a forma dos ventos que emergem, detectando o rastro de átomos de magnésio.

- Explosões de grandes estrelas -

Esses ventos “resultam das explosões de supernovas, estrelas maciças que colapsam no fim de sua vida, a um ritmo de entre uma e dez por século, segundo o tipo de galáxia”, explicou Bouché à AFP. “Ao longo de milhões de anos, isso vai se somando, formando ventos galácticos.”

Tais ventos escapam da galáxia principalmente por sua região central, onde existe uma concentração maior de estrelas. Ricos em metais procedentes das supernovas, como o magnésio, eles desempenhariam um papel-chave na formação das estrelas dentro das galáxias.

"Poderiam levar a uma diminuição da formação de estrelas”, ao perturbar o ambiente em que isso acontece, indicou Bouché. Também regulariam a quantidade de matéria disponível para criar essas estrelas, uma vez que, “quanto mais matéria os ventos galácticos carregam, menos resta para a formação estelar".

O fenômeno parece ocorrer nas galáxias mais comuns, da ordem de 10 bilhões de massas solares, inferior à da Via Láctea.

O próximo enigma a ser resolvido é determinar até onde vão esses ventos, que já foram detectados a distâncias de mais de 30.000 anos-luz. Eles teriam que ser comparados aos halos galácticos, compostos por uma galáxia e pela nuvem galáctica que a rodeia, conjuntos que podem atingir dez vezes essa distância.

Trata-se de “saber se esses ventos e a matéria que contêm voltarão a cair (na galáxia, pela atração gravitacional) ou se irão escapar para enriquecer o meio intergaláctico”, ressaltou Bouché. Isso em uma escala de tempo que poderia ser quantificada “em bilhões de anos”.

S.Weaver--TFWP