The Fort Worth Press - Palestinos reafirmam seu 'direito ao retorno', no 75º aniversário da 'Nakba'

USD -
AED 3.6725
AFN 63.49826
ALL 81.649957
AMD 368.209891
ANG 1.790403
AOA 917.503082
ARS 1436.737304
AUD 1.423751
AWG 1.8
AZN 1.699145
BAM 1.685177
BBD 2.015096
BDT 122.817901
BGN 1.69088
BHD 0.377104
BIF 2991
BMD 1
BND 1.281762
BOB 6.938712
BRL 5.090801
BSD 1.000526
BTN 94.560525
BWP 13.406112
BYN 2.76997
BYR 19600
BZD 2.012252
CAD 1.412305
CDF 2320.000121
CHF 0.803198
CLF 0.022506
CLP 885.759871
CNY 6.75745
CNH 6.77186
COP 3435
CRC 455.716489
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.350078
CZK 20.80205
DJF 177.719866
DKK 6.43614
DOP 58.599944
DZD 132.878973
EGP 49.908197
ERN 15
ETB 158.375021
EUR 0.871566
FJD 2.2337
FKP 0.746465
GBP 0.755239
GEL 2.644999
GGP 0.746465
GHS 11.2977
GIP 0.746465
GMD 72.999684
GNF 8777.499016
GTQ 7.626359
GYD 209.290102
HKD 7.83745
HNL 26.697197
HRK 6.565296
HTG 130.666299
HUF 300.649642
IDR 17748.6
ILS 2.93927
IMP 0.746465
INR 94.309498
IQD 1310
IRR 1374999.999942
ISK 124.330031
JEP 0.746465
JMD 158.238482
JOD 0.709019
JPY 160.262999
KES 129.520178
KGS 87.449762
KHR 4012.493065
KMF 424.999812
KPW 900.00035
KRW 1511.864997
KWD 0.308098
KYD 0.8338
KZT 487.920041
LAK 22029.999804
LBP 89550.000054
LKR 335.185855
LRD 182.14983
LSL 16.194858
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.37502
MAD 9.245017
MDL 17.459223
MGA 4199.999949
MKD 53.086638
MMK 2099.945791
MNT 3579.382153
MOP 8.072446
MRU 40.080045
MUR 47.130241
MVR 15.460244
MWK 1736.000257
MXN 17.36328
MYR 4.064804
MZN 63.902105
NAD 16.201917
NGN 1359.119651
NIO 36.6101
NOK 9.71095
NPR 151.295881
NZD 1.732592
OMR 0.384498
PAB 1.000526
PEN 3.41251
PGK 4.38775
PHP 60.373009
PKR 278.298187
PLN 3.64767
PYG 6105.515298
QAR 3.640502
RON 4.507036
RSD 101.071054
RUB 72.971546
RWF 1488
SAR 3.751894
SBD 8.061424
SCR 14.115123
SDG 600.499323
SEK 9.553805
SGD 1.28203
SHP 0.746601
SLE 24.750291
SLL 20969.503664
SOS 571.507527
SRD 37.332026
STD 20697.981008
STN 21.4
SVC 8.754244
SYP 110.532098
SZL 16.19688
THB 32.534501
TJS 9.274765
TMT 3.51
TND 2.91175
TOP 2.40776
TRY 46.445065
TTD 6.796543
TWD 31.558502
TZS 2625.00297
UAH 44.808889
UGX 3701.565583
UYU 40.393596
UZS 12004.999858
VES 596.036397
VND 26326
VUV 118.988901
WST 2.739751
XAF 565.192704
XAG 0.015008
XAU 0.000235
XCD 2.70255
XCG 1.803205
XDR 0.703697
XOF 565.000179
XPF 103.250281
YER 238.625025
ZAR 16.40679
ZMK 9001.201391
ZMW 17.684109
ZWL 321.999592
Palestinos reafirmam seu 'direito ao retorno', no 75º aniversário da 'Nakba'
Palestinos reafirmam seu 'direito ao retorno', no 75º aniversário da 'Nakba' / foto: © AFP

Palestinos reafirmam seu 'direito ao retorno', no 75º aniversário da 'Nakba'

Os palestinos lembraram nesta segunda-feira (15) a "Nakba", ou "Catástrofe", como identificam a criação do Estado de Israel, que provocou o êxodo de cerca de 760.000 palestinos durante a primeira guerra árabe-israelense.

Tamanho do texto:

Milhares de pessoas procedentes de todas as regiões da Cisjordânia ocupada se reuniram em Ramallah, a sede da Autoridade Palestina, com bandeiras palestinas e cartazes pretos com a palavra "Retorno" em árabe e inglês, ou com a imagem de uma chave.

Israel foi criado em 14 de maio de 1948, em aplicação de uma resolução da ONU que previa a partição da Palestina, até então sob mandato britânico, em dois Estados, um árabe e outro judeu.

No dia seguinte, os exércitos de cinco países árabes invadiram o novo Estado com a intenção de fazê-lo desaparecer, mas Israel saiu vencedor desta guerra, durante a qual cerca de 760.000 palestinos fugiram ou viram-se obrigados a deixar suas casas.

Desde então, os refugiados ainda vivos e seus descendentes reivindicam o "direito ao retorno", algo que Israel rejeita categoricamente, alegando que isso significaria o fim de sua condição de Estado judeu.

Atualmente, a ONU estima em 5,9 milhões o número de refugiados palestinos, distribuídos entre Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, Faixa de Gaza, Jordânia, Líbano e Síria.

Israel, por outro lado, comemora o 75º aniversário de sua independência, que este ano foi festejado em 26 de abril, seguindo o calendário judaico.

- 'O mais cedo possível' -

Mais uma vez, as efemérides do nascimento de Israel e da "Nakba" palestina estiveram marcadas este ano por uma escalada de violência. Desde janeiro, já são mais de 170 mortos, 35 deles nos cinco dias de confronto entre o Exército israelense e os grupos armados palestinos da Faixa de Gaza, entre 9 e 13 de maio.

Em Nova York, a ONU realizou uma solenidade por ocasião da "Nakba" pela primeira vez, graças a uma resolução aprovada em novembro.

Nesta cerimônia, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu que seja permitido que "os refugiados [palestinos] que assim o desejarem retornem a seus lares o mais cedo possível e vivam em paz com seus vizinhos".

Também pediu que Israel aplique as resoluções da ONU e que, caso se negue a fazê-lo, "se suspenda" sua adesão a essa organização multilateral.

- 'Pelos jovens' -

Na manifestação em Ramallah, havia avós com seus filhos e netos, reivindicando o "direito ao retorno".

Jairi Hanun, um senhor de 64 anos, participou do ato vestido com sua tradicional vestimenta palestina, carregando uma maleta, símbolo do exílio, e uma chave antiga, similar às utilizadas em 1948.

"Viemos para dizer à ocupação [israelense] que foi nestas condições que expulsaram nossos pais e avós, apenas com a roupa do corpo", explicou.

O festival também contou com a participação de descendentes de palestinos que permaneceram em suas terras depois da criação de Israel. Estes "árabes-israelenses", como são chamados em Israel, somam 1,4 milhão de pessoas na atualidade e representam 20% da população israelense.

"Um dos maiores erros cometidos pelo movimento sionista é que entre 150.000 e 160.000 palestinos permaneceram em Israel depois da Nakba", declarou Mohamed Baraka, representante desta comunidade. "Hoje, somos cerca de 2 milhões, e não somos um número, mas um testemunho da identidade da pátria que Israel tentou assassinar", acrescentou Baraka em seu pronunciamento.

De acordo com os números mais recentes disponíveis do Escritório Central de Estatísticas de Israel, o país tem mais de 2 milhões de árabes, ou 21% de sua população, incluindo os moradores de Jerusalém Oriental, anexada por Israel e não reconhecida pela ONU.

Nohad Wahdan, descendente de refugiados, explica que "as comemorações são organizadas todos os anos para que os jovens aprendam sua história e não se esqueçam dela".

Abla al Kuk, diretora de uma escola, ressalta que esta efeméride permite "reafirmar o direito ao retorno, que é imprescritível, para todos aqueles que foram expulsos de suas terras e casas".

G.Dominguez--TFWP