The Fort Worth Press - Cortes na USAID geram pânico na África: 'Muita gente morrerá'

USD -
AED 3.673104
AFN 63.000368
ALL 83.025041
AMD 377.503986
ANG 1.790083
AOA 917.000367
ARS 1378.673804
AUD 1.419648
AWG 1.8025
AZN 1.70397
BAM 1.689727
BBD 2.01353
BDT 122.670076
BGN 1.709309
BHD 0.374681
BIF 2970
BMD 1
BND 1.278587
BOB 6.90829
BRL 5.313404
BSD 0.999767
BTN 93.464137
BWP 13.632554
BYN 3.033193
BYR 19600
BZD 2.010678
CAD 1.37305
CDF 2275.000362
CHF 0.78844
CLF 0.023504
CLP 928.050396
CNY 6.886404
CNH 6.906095
COP 3712.59
CRC 466.966746
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.850394
CZK 21.149204
DJF 177.720393
DKK 6.457504
DOP 59.000359
DZD 131.224675
EGP 51.758616
ERN 15
ETB 157.150392
EUR 0.862704
FJD 2.21445
FKP 0.749058
GBP 0.749681
GEL 2.71504
GGP 0.749058
GHS 10.90504
GIP 0.749058
GMD 73.503851
GNF 8777.503848
GTQ 7.658082
GYD 209.166703
HKD 7.83535
HNL 26.560388
HRK 6.511304
HTG 131.155614
HUF 339.680388
IDR 16956.2
ILS 3.109125
IMP 0.749058
INR 94.04855
IQD 1310
IRR 1315625.000352
ISK 124.270386
JEP 0.749058
JMD 157.066706
JOD 0.70904
JPY 159.23904
KES 129.603801
KGS 87.447904
KHR 4010.00035
KMF 427.00035
KPW 899.950845
KRW 1505.310383
KWD 0.30657
KYD 0.833125
KZT 480.643127
LAK 21485.000349
LBP 89550.000349
LKR 311.869854
LRD 183.375039
LSL 17.010381
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.380381
MAD 9.360504
MDL 17.410687
MGA 4170.000347
MKD 53.172583
MMK 2099.773051
MNT 3569.674815
MOP 8.069756
MRU 40.130379
MUR 46.503741
MVR 15.460378
MWK 1737.000345
MXN 17.898604
MYR 3.939039
MZN 63.903729
NAD 16.830377
NGN 1356.250377
NIO 36.720377
NOK 9.569995
NPR 149.542319
NZD 1.712622
OMR 0.381586
PAB 0.999784
PEN 3.479039
PGK 4.31175
PHP 60.150375
PKR 279.203701
PLN 3.69475
PYG 6529.758871
QAR 3.644504
RON 4.401504
RSD 101.699038
RUB 82.822413
RWF 1459
SAR 3.755057
SBD 8.05166
SCR 14.367754
SDG 601.000339
SEK 9.344038
SGD 1.282304
SHP 0.750259
SLE 24.575038
SLL 20969.510825
SOS 571.503662
SRD 37.487504
STD 20697.981008
STN 21.515
SVC 8.747565
SYP 110.76532
SZL 16.830369
THB 32.790369
TJS 9.602575
TMT 3.51
TND 2.909038
TOP 2.40776
TRY 44.280904
TTD 6.782897
TWD 32.036704
TZS 2586.664038
UAH 43.796556
UGX 3778.931635
UYU 40.286315
UZS 12195.000334
VES 454.69063
VND 26312
VUV 119.036336
WST 2.744165
XAF 566.725992
XAG 0.014693
XAU 0.000222
XCD 2.70255
XCG 1.801775
XDR 0.705856
XOF 570.503593
XPF 103.550363
YER 238.603589
ZAR 17.127505
ZMK 9001.203584
ZMW 19.520498
ZWL 321.999592
Cortes na USAID geram pânico na África: 'Muita gente morrerá'
Cortes na USAID geram pânico na África: 'Muita gente morrerá' / foto: © AFP

Cortes na USAID geram pânico na África: 'Muita gente morrerá'

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de congelar a ajuda externa causou pânico entre os trabalhadores humanitários na África, que temem, por exemplo, que os programas de tratamento experimental para pessoas que vivem com HIV possam ser interrompidos.

Tamanho do texto:

O presidente republicano ordenou o congelamento da ajuda externa na semana passada. Seu polêmico conselheiro Elon Musk, chefe do departamento de eficiência do governo, vangloriou-se de que eles iriam fazer com que a enorme agência humanitária dos EUA, a USAID, “passasse pelo triturador”.

Isso significa uma suspensão de 90 dias do trabalho do Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da aids (PEPFAR), que atende a mais de 20 milhões de pacientes e emprega 270.000 profissionais de saúde, de acordo com uma análise da Fundação Americana para Pesquisa da aids (amfAR).

Entre outras funções, o PEPFAR atualmente fornece tratamento antirretroviral a cerca de 680.000 mulheres grávidas com HIV para cuidar de sua saúde e evitar a transmissão do vírus para seus filhos, diz a fundação.

“Com uma paralisação de 90 dias, estimamos que isso significará que 135.987 bebês serão infectados pelo HIV”, alerta.

O secretário de Estado Marco Rubio, nomeado diretor interino da USAID, especificou que “tratamentos que salvam vidas” serão isentos da suspensão.

Mas os trabalhadores que atuam na África reclamam que as instalações já fecharam.

Aghan Daniel, chefe de uma equipe de jornalistas científicos financiada pela USAID no Quênia, reclama que os projetos foram interrompidos abruptamente, mesmo para pacientes em meio a tratamentos experimentais.

Ele cita o exemplo do projeto MOSAIC, financiado pelo PEPFAR, que testa novos medicamentos e vacinas para prevenir o HIV.

“As pessoas que eram candidatas ao estudo terão efeitos adversos sobre a saúde porque o estudo foi interrompido repentinamente”, disse Daniel à AFP.

Sua própria equipe de seis jornalistas científicos que coletam informações sobre questões de saúde também perdeu o emprego.

“Muitas pessoas morrerão por falta de conhecimento”, ele reclama. “Uma das principais estratégias para reduzir os números do HIV na África é fornecer informações. Isso inclui aumentar a conscientização sobre sexo, bem como sobre tratamentos como lenacapavir (um antirretroviral), profilaxia pré e pós-exposição e outros medicamentos”, argumenta.

- Vida ou morte -

Fundada em 1961, a USAID tem um orçamento anual de mais de US$ 40 bilhões (231 bilhões de reais) usado para promover programas de desenvolvimento, saúde e humanitários em todo o mundo, especialmente em países pobres.

Mas os programas de HIV não são os únicos afetados.

Um funcionário de um programa financiado pela USAID no Quênia diz que a decisão de Trump foi “uma bomba” e deixou as pessoas em “pânico”.

“Teremos mais pessoas sucumbindo a doenças como tuberculose e cólera”, diz essa fonte.

Sua organização agora não pode pagar aluguel ou salários, portanto, seus funcionários foram colocados em licença compulsória não remunerada.

Em um escritório da USAID em Adis Abeba, na Etiópia, a AFP encontrou na quarta-feira funcionários esvaziando suas mesas.

Apesar da isenção de Rubio, “ainda há muita incerteza”, disse um funcionário de uma ONG que trabalha com segurança alimentar em zonas de conflito.

“O que constitui um trabalho que salva vidas - as vacinas salvam vidas ou os programas de nutrição para os gravemente desnutridos?”, pergunta esse trabalhador humanitário, que pede para permanecer anônimo.

“A interrupção de alguns desses programas, mesmo que por alguns dias, pode fazer a diferença entre a vida e a morte para algumas das pessoas que atendemos”, diz ele.

Como muitos outros, o jornalista queniano Daniel acredita que o impacto da decisão poderia ter sido atenuado com um aviso prévio.

“Já temos muitas emergências no mundo. Não há necessidade de acrescentar mais uma".

M.T.Smith--TFWP