The Fort Worth Press - Onda de violência põe esquerda à prova nas presidenciais da Colômbia

USD -
AED 3.673037
AFN 63.999892
ALL 80.977186
AMD 362.830155
ANG 1.790365
AOA 917.999844
ARS 1524.953906
AUD 1.439263
AWG 1.8025
AZN 1.698534
BAM 1.722428
BBD 2.015086
BDT 123.012972
BGN 1.683441
BHD 0.376952
BIF 2995
BMD 1
BND 1.277405
BOB 12.040458
BRL 5.1786
BSD 1.000454
BTN 95.892522
BWP 14.09417
BYN 3.010995
BYR 19600
BZD 2.012171
CAD 1.42275
CDF 2309.999448
CHF 0.83523
CLF 0.024658
CLP 973.639829
CNY 6.70475
CNH 6.709005
COP 3314.43
CRC 456.985341
CUC 1
CUP 24.01166
CVE 97.750022
CZK 21.56055
DJF 177.719792
DKK 6.597021
DOP 55.980195
DZD 133.838825
EGP 51.939199
ERN 15
ETB 163.421342
EUR 0.882515
FJD 2.24625
FKP 0.756991
GBP 0.75375
GEL 2.604982
GGP 0.756991
GHS 11.694587
GIP 0.756991
GMD 73.504454
GNF 8798.844552
GTQ 7.643396
GYD 209.328131
HKD 7.8476
HNL 26.859007
HRK 6.649602
HTG 130.939066
HUF 323.429923
IDR 18336.7
ILS 3.07365
IMP 0.756991
INR 95.94315
IQD 1310.606294
IRR 1693792.50032
ISK 120.899758
JEP 0.756991
JMD 158.336929
JOD 0.709015
JPY 157.383971
KES 129.739459
KGS 87.448702
KHR 4057.22564
KMF 434.999706
KPW 900.000318
KRW 1357.87998
KWD 0.308899
KYD 0.833726
KZT 440.074329
LAK 22455.503791
LBP 89592.031739
LKR 330.60617
LRD 171.583824
LSL 16.385613
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.399
MAD 9.712993
MDL 17.763022
MGA 4394.578552
MKD 54.223526
MMK 2099.600314
MNT 3599.1704
MOP 8.086624
MRU 40.069045
MUR 47.701561
MVR 15.45005
MWK 1734.754084
MXN 18.068165
MYR 4.080503
MZN 63.910056
NAD 16.385685
NGN 1327.689877
NIO 36.821108
NOK 9.487685
NPR 153.428035
NZD 1.773855
OMR 0.38435
PAB 1.000449
PEN 3.44424
PGK 4.528402
PHP 62.715498
PKR 277.158584
PLN 3.85065
PYG 5852.979771
QAR 3.647324
RON 4.654798
RSD 103.721994
RUB 83.366336
RWF 1477.228194
SAR 3.755513
SBD 8.032647
SCR 13.871312
SDG 601.504398
SEK 10.010135
SGD 1.2764
SHP 0.755829
SLE 24.650172
SLL 20969.491881
SOS 571.727998
SRD 37.621497
STD 20697.981008
STN 21.576683
SVC 8.75393
SYP 13002.000254
SZL 16.377071
THB 33.580062
TJS 9.214436
TMT 3.51
TND 2.978703
TOP 2.40776
TRY 49.024415
TTD 6.787408
TWD 31.887102
TZS 2640.027998
UAH 44.690709
UGX 3921.672237
UYU 40.308767
UZS 11835.41907
VES 857.98905
VND 25962
VUV 119.008285
WST 2.76852
XAF 578.891892
XAG 0.016554
XAU 0.000240557805
XCD 2.70255
XCG 1.803098
XDR 0.707052
XOF 578.891892
XPF 105.029547
YER 236.403721
ZAR 16.41148
ZMK 9001.203741
ZMW 19.559579
ZWL 321.999592
SSP 5712.5919
MXV 2.045277
Onda de violência põe esquerda à prova nas presidenciais da Colômbia
Onda de violência põe esquerda à prova nas presidenciais da Colômbia / foto: © AFP/Arquivos

Onda de violência põe esquerda à prova nas presidenciais da Colômbia

Os colombianos vão escolher seu novo presidente do próximo domingo (31) em eleições que serão realizadas em meio à pior onda de violência em uma década, nas quais vão decidir se ratificam a esquerda, no poder pela primeira vez no país, ou se inclinam para a direita.

Tamanho do texto:

Sem a possibilidade de disputar a reeleição, o presidente Gustavo Petro termina seu mandato com menos desemprego e salários mais altos, em um contexto de recrudescimento do conflito armado, marcado por atentados com carros-bomba, drones explosivos e o assassinato de um pré-candidato presidencial.

Nas pesquisas aparece como favorito o senador esquerdista Iván Cepeda, de 63 anos, aliado de Petro no partido Pacto Histórico, que aposta na continuidade de suas políticas sociais e das negociações de paz com os grupos armados.

"Eu dou a eles o meu voto porque minha vida mudou com este governo, pude ir para a universidade de forma gratuita (...) e foi um peso a menos para minha família", disse à AFP Natalia Rojas, de 23 anos, estudante de design em Bogotá e beneficiária de um programa de educação subsidiada.

Para vencer em um único turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos. As pesquisas preveem um segundo turno em 21 de junho entre Cepeda e o advogado direitista Abelardo de la Espriella.

Apelidado de "El Tigre", De la Espriella, um excêntrico milionário de 47 anos, sem experiência política e que costuma usar colete à prova de balas, encarna a rejeição a Petro e a linha-dura no enfrentamento às guerrilhas e aos narcotraficantes.

A direita chega dividida com outra opção, em terceiro lugar nas pesquisas: a senadora Paloma Valencia, de 50 anos, candidata do Centro Democrático, o partido do popular ex-presidente direitista Álvaro Uribe (2002-2010), e pertencente a uma das famílias mais poderosas da Colômbia.

"Esta eleição está muito marcada pela luta de classes, acredito que é o que está funcionando com Petro (...) Aí está toda sua munição eleitoral", disse à AFP o cientista político Álvaro Forero.

- "Extremamente grave" -

Diferentemente de outros países na América Latina que optaram por uma guinada para a direita, na Colômbia a esquerda dá poucas demonstrações de desgaste.

Neste mandato, o salário mínimo nominal aumentou 75% e o desemprego caiu, impulsionado em parte pela contratação estatal em um dos países mais desiguais do mundo.

Mas a oposição questiona a deterioração da segurança, apesar das políticas de "paz total" com as quais Petro tentou, sem sucesso, desmobilizar os grupos que permaneceram em armas após a assinatura do acordo com a guerrilha das Farc, em 2016.

Especialistas coincidem em que as organizações armadas aproveitaram as negociações para se fortalecer.

"O ano de 2025 foi muito ruim. O sequestro aumentou mais de 110% em comparação com o ano anterior. Chegamos ao número mais alto de deslocamentos em quase 20 anos (..) A situação é extremamente grave para os candidatos", ameaçados após o assassinato, no ano passado, do pré-candidato da direita Miguel Uribe, disse Juanita Goebertus, diretora para as Américas da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

O auge do narcotráfico azedou as relações entre Petro e o presidente americano, Donald Trump, com uma crise que escalou para a troca de ofensas e esteve prestes a arruinar uma cooperação entre países que sempre foram aliados históricos, até que em um encontro na Casa Branca, em fevereiro, os dois presidentes acalmaram as tensões.

"O que De la Espriella quer fazer é organizar a casa, tal como está fazendo (o presidente Nayib) Bukele em El Salvador", comentou Wilmer Bolívar, um militar reformado de 47 anos em Bogotá.

El Salvador vive desde 2022 sob um regime de exceção, decretado por Bukele para conter as gangues, que permite detenções sem ordem judicial, razão pela qual é duramente criticado por organismos de defesa dos direitos humanos.

De la Espriella propõe construir mega-presídios onde os presos se alimentem a "pão e água" e fiquem "dez andares debaixo da terra", bombardear acampamentos de narcotraficantes com aviões americanos e eliminar o tribunal surgido do acordo de paz.

- Desafios -

O próximo presidente da Colômbia terá o desafio de fazer frente a um déficit fiscal de quase 7% do PIB e uma dívida pública que passa de 64% do Produto Interno Bruto, sem novas receitas petrolíferas por conta de uma transição energética do governo que freou a exploração desta commodity.

Petro recebeu uma economia fragilizada após a pandemia, arrecadou menos impostos que o esperado e levou os cofres públicos ao limite para financiar políticas sociais, enquanto o Congresso impôs um freio a algumas de suas reformas.

"O que está em jogo é continuar com as bandeiras da mudança que Petro conseguiu manter ou rechaçá-las, mas a oposição se equivocou ao oferecer basicamente um 'Fora Petro!', que não é uma visão de futuro, mas de passado", explicou Forero.

S.Rocha--TFWP