The Fort Worth Press - Candidato ultraconservador pede anulação da eleição presidencial no Peru

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Candidato ultraconservador pede anulação da eleição presidencial no Peru
Candidato ultraconservador pede anulação da eleição presidencial no Peru / foto: © AFP

Candidato ultraconservador pede anulação da eleição presidencial no Peru

O ultraconservador Rafael López Aliaga reuniu centenas de simpatizantes na terça-feira (14) em Lima e deu prazo de 24 horas às autoridades eleitorais para a anulação, por suposta "fraude", das caóticas eleições de domingo passado, cuja apuração avança lentamente

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As eleições foram prejudicadas por problemas na entrega de cédulas de votação, urnas e outros materiais em Lima, com atrasos em dezenas de locais de votação que obrigaram as autoridades a estender o processo até segunda-feira para quase 50.000 eleitores da capital.

Com pouco mais de 87% das urnas contabilizadas, a candidata de direita Keiko Fujimori, de 50 anos, tem 17% dos votos válidos. Na disputa acirrada pelo segundo lugar, López Aliaga tem 12%, enquanto o socialista Roberto Sánchez, candidato do Juntos pelo Peru, aparece com 11,8%. O social-democrata Jorge Nieto também está entre os mais votados.

"Eu dou 24 horas para que declarem a nulidade absoluta desta fraude eleitoral", disse o ex-prefeito de Lima diante da sede do principal tribunal eleitoral do país. "Se amanhã não for declarada nula, convoco vocês em nível nacional", afirmou López Aliaga a seus seguidores na terça-feira à noite.

O ex-prefeito de Lima, que se autodenomina "Porky", como o porquinho dos desenhos animados ("Gaguinho" no Brasil), escreveu no Facebook: "Não permitam que nos roubem o futuro. Vamos às ruas".

Em entrevista à AFP, o candidato Sánchez, herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo (2021-2022), pediu "respeito ao voto popular".

"Você pode vencer ou ser derrotado. E isso tem que ser aceito porque essas são as regras do jogo", afirmou.

- Caos -

O caos na organização dessas eleições acrescenta mais um elemento à forte instabilidade política neste país rico em recursos minerais e afetado pela criminalidade.

Na última década, o país teve oito presidentes, metade deles destituídos pelo Congresso.

"Foi um fracasso absoluto da democracia", disse à AFP Luis Gómez, trabalhador autônomo de 60 anos em um distrito do sul de Lima.

A chefe da missão da União Europeia, Annalisa Corrado, informou à imprensa que não foram encontrados "elementos objetivos para dizer que a narrativa de fraude possa ter elementos concretos".

O Jurado Nacional de Eleições, o principal tribunal eleitoral, denunciou na segunda-feira o chefe da entidade organizadora das eleições (ONPE), Piero Corvetto, e outros três funcionários por crimes contra o direito ao voto. Um deles foi detido.

Policiais e promotores realizaram buscas nos escritórios da ONPE no domingo para recolher documentação sobre a contratação da empresa responsável pela distribuição dos materiais.

"É muito grave o que aconteceu", disse à AFP o cientista político Eduardo Dargent. "Isso deu munição, no pior momento, a muita gente que, insatisfeita com o resultado, vai gritar 'fraude' ou algo pior", advertiu.

- Prudência -

A apuração avança lentamente enquanto os eleitores permanecem na expectativa, após a eleição presidencial com o recorde de 35 candidatos.

A única que aparece como clara favorita para ir ao segundo turno de 7 de junho é Keiko Fujimori.

"Os números estão muito apertados entre cada candidato. O que temos que fazer é esperar com prudência", declarou a líder do partido Força Popular na terça-feira a jornalistas, ao sair de sua casa.

Um dia antes, ela celebrou uma suposta derrota da esquerda, a que chamou de "inimigo". Mas o avanço da apuração não elimina sua participação em um segundo turno.

O Peru enfrenta uma escalada violenta da criminalidade, que é a principal preocupação da população e dominou os discursos de campanha.

Os homicídios dobraram e as denúncias de extorsão aumentaram oito vezes entre 2018 e 2025, segundo dados oficiais.

No domingo, os peruanos também elegeram, pela primeira vez desde 1990, deputados e senadores, após mais de três décadas de um Congresso unicameral.

J.Ayala--TFWP