The Fort Worth Press - Familiares esperam justiça por tragédia de submarino argentino

USD -
AED 3.672498
AFN 63.999915
ALL 81.992851
AMD 362.320446
ANG 1.790365
AOA 916.999409
ARS 1522.249818
AUD 1.43672
AWG 1.8025
AZN 1.701071
BAM 1.747811
BBD 2.014182
BDT 123.181412
BGN 1.683441
BHD 0.377117
BIF 3003.57462
BMD 1
BND 1.28025
BOB 11.999747
BRL 4.995805
BSD 0.999987
BTN 96.714521
BWP 13.824844
BYN 3.066935
BYR 19600
BZD 2.01126
CAD 1.425496
CDF 2317.501389
CHF 0.83283
CLF 0.02477
CLP 978.050074
CNY 6.704597
CNH 6.704855
COP 3242.89
CRC 456.562244
CUC 1
CUP 24.000894
CVE 98.537993
CZK 21.823399
DJF 178.074663
DKK 6.678175
DOP 60.28597
DZD 134.575706
EGP 52.367197
ERN 15
ETB 162.472475
EUR 0.89348
FJD 2.2513
FKP 0.753189
GBP 0.756595
GEL 2.575028
GGP 0.753189
GHS 11.820534
GIP 0.753189
GMD 74.000148
GNF 8798.033959
GTQ 7.637967
GYD 209.155291
HKD 7.848225
HNL 26.845398
HRK 6.730196
HTG 130.956211
HUF 327.037047
IDR 17909
ILS 3.072198
IMP 0.753189
INR 96.76625
IQD 1310.008937
IRR 1732149.999813
ISK 122.409852
JEP 0.753189
JMD 158.865058
JOD 0.708993
JPY 158.083503
KES 129.949684
KGS 87.448504
KHR 4071.546982
KMF 438.00005
KPW 900.000318
KRW 1339.130288
KWD 0.310405
KYD 0.833423
KZT 447.018136
LAK 22425.379803
LBP 89552.993744
LKR 330.857909
LRD 171.00983
LSL 16.693431
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.424486
MAD 9.972833
MDL 17.810545
MGA 4459.338695
MKD 55.022341
MMK 2099.693644
MNT 3596.990612
MOP 8.084004
MRU 40.04075
MUR 47.379747
MVR 15.410284
MWK 1734.071502
MXN 18.008499
MYR 4.086904
MZN 63.89771
NAD 16.693655
NGN 1326.940141
NIO 36.800222
NOK 9.57701
NPR 154.747383
NZD 1.78726
OMR 0.384516
PAB 1
PEN 3.442492
PGK 4.532618
PHP 62.732499
PKR 276.934316
PLN 3.91215
PYG 5834.699887
QAR 3.64604
RON 4.784301
RSD 104.879036
RUB 85.498832
RWF 1477.033065
SAR 3.750854
SBD 8.065041
SCR 13.903218
SDG 601.497165
SEK 10.016835
SGD 1.279805
SHP 0.754461
SLE 24.679784
SLL 20969.491881
SOS 571.492404
SRD 37.650193
STD 20697.981008
STN 21.894255
SVC 8.750592
SYP 13002.000254
SZL 16.688114
THB 33.674054
TJS 9.230295
TMT 3.5
TND 2.987578
TOP 2.40776
TRY 49.197298
TTD 6.783645
TWD 31.868032
TZS 2635.003044
UAH 44.87185
UGX 4075.012399
UYU 40.10688
UZS 11795.247585
VES 872.77465
VND 25980.5
VUV 120.182413
WST 2.784712
XAF 586.084608
XAG 0.016728
XAU 0.000243619306
XCD 2.70255
XCG 1.802299
XDR 0.707052
XOF 586.084608
XPF 106.577301
YER 236.225002
ZAR 16.645891
ZMK 9001.196871
ZMW 19.890974
ZWL 321.999592
SSP 5747.740458
MXV 2.035399
Familiares esperam justiça por tragédia de submarino argentino
Familiares esperam justiça por tragédia de submarino argentino / foto: © AFP

Familiares esperam justiça por tragédia de submarino argentino

"Ainda espero seu retorno", diz à AFP Victoria Morales, mãe de um dos 44 mortos na implosão de um submarino argentino no Atlântico Sul em 2017, tragédia pela qual quatro ex-oficiais da Marinha são julgados desde a terça-feira (3).

Tamanho do texto:

Morales, assim como outros familiares espalhados pela Argentina, não pôde comparecer ao início do julgamento em Rio Gallegos, 3.100 km ao sul de Tucumán, onde mora. Também não o acompanhou por videoconferência. "É doloroso demais. A angústia deixou sequelas cardíacas", explica por telefone.

Seu filho, Esteban García, tinha 31 anos e dois filhos pequenos quando embarcou como tripulante na viagem fatal do ARA San Juan, em novembro de 2017.

Após uma busca internacional que comoveu o país, os destroços da embarcação foram encontrados um ano depois, a mais de 900 metros de profundidade e a 500 km da costa da província de Santa Cruz. Provavelmente nunca serão recuperados e ainda não há certeza sobre a causa do naufrágio.

Quando o submarino foi declarado desaparecido, Morales e o marido visitavam o filho e os netos na base naval de Mar del Plata, 400 km ao sul de Buenos Aires.

"Vimos a notícia pela televisão e fomos bastante ingênuos, fomos à base naval acreditando que a Marinha nos diria a verdade. Com o tempo, percebemos que mentiam", recorda.

"Ficamos ali um ano com a esperança de vê-los voltar. Íamos à beira-mar e cada pontinho escuro no horizonte nos fazia pensar que eram eles", contou, com a voz embargada.

Todos os anos, em 15 de novembro, aniversário da tragédia, eles repetem o ritual. "Prefiro pensar que ele está eternamete embarcado. Não temos um túmulo onde chorar, levar uma flor ou fazer uma oração".

O San Juan, de fabricação alemã, perdeu contato enquanto voltava de Ushuaia para Mar del Plata depois de relatar uma falha elétrica e um princípio de incêndio.

"Sempre pensamos que veríamos eles voltarem e não foi assim, ficamos olhando para o mar", disse Morales. "Agora temos esperança de que haja justiça, algum consolo e paz para começar a encerrar o luto."

- "Desfecho previsível" -

A hipótese do Ministério Público e da acusação é que o naufrágio "não se deveu a um fato fortuito, mas foi um desfecho previsível pelo estado da unidade", segundo foi lido na terça-feira no tribunal diante dos quatro acusados.

Na quarta-feira, o ex-oficial Claudio Villamide admitiu falhas, mas afirmou que o submarino "estava em condições de navegar".

Villamide, ex-capitão de fragata, foi destituído por um conselho de guerra em 2021 e é o militar mais graduado entre os acusados.

"Estes oito anos passaram com muita dor, incerteza, angústia, tristeza e sensação de abandono por parte de cada governo que tivemos", relata Morales, mobilizada pelo julgamento que espera "ajude a fechar feridas".

Rio Gallegos, cidade de 95 mil habitantes, desolada e fria mesmo no verão austral, parece indiferente ao processo sobre a maior tragédia da Marinha argentina em tempos de paz.

A cidade, 2.500 km ao sul de Buenos Aires, tem um memorial à beira-mar em memória dos tripulantes mortos.

Em frente ao tribunal, uma bandeira argentina com os rostos dos 44 marinheiros lembra "os heróis em patrulha eterna".

As audiências que serão realizadas quatro dias por semana, com pausas de uma semana, devem se estender até julho. Cerca de 90 pessoas devem testemunhar.

Os quatro acusados respondem por descumprimento e omissão de deveres e desastre culposo agravado, crimes com penas de um a cinco anos de prisão.

"Estamos com expectativa, um pouco esperançosos de que isso se resolva e que parte dos culpados pague, porque sabemos que não são todos os responsáveis que estão ali", disse Morales.

Uma investigação paralela, ainda em fase de instrução, busca determinar responsabilidades na cadeia superior de comando, que chega até o ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019).

L.Davila--TFWP