The Fort Worth Press - Um ano depois, Trump aperta o passo e promete futuro de intervencionismo na América Latina

USD -
AED 3.673034
AFN 64.000091
ALL 82.249792
AMD 367.470178
ANG 1.790403
AOA 917.546685
ARS 1492.003972
AUD 1.440611
AWG 1.8025
AZN 1.697463
BAM 1.710303
BBD 2.013834
BDT 123.232447
BGN 1.69088
BHD 0.377014
BIF 2984
BMD 1
BND 1.291434
BOB 6.923833
BRL 5.165199
BSD 0.999886
BTN 94.906999
BWP 13.504556
BYN 2.855969
BYR 19600
BZD 2.010948
CAD 1.418425
CDF 2255.000157
CHF 0.806735
CLF 0.02353
CLP 926.070194
CNY 6.79415
CNH 6.80062
COP 3334.82
CRC 455.51533
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.875021
CZK 21.19755
DJF 177.719989
DKK 6.54088
DOP 58.874997
DZD 133.180185
EGP 48.803604
ERN 15
ETB 159.224953
EUR 0.87499
FJD 2.253494
FKP 0.74808
GBP 0.747745
GEL 2.635031
GGP 0.74808
GHS 11.415021
GIP 0.74808
GMD 73.501942
GNF 8780.000086
GTQ 7.629008
GYD 209.151527
HKD 7.842471
HNL 26.765367
HRK 6.593597
HTG 130.805488
HUF 310.2365
IDR 17920.35
ILS 3.03695
IMP 0.74808
INR 94.922304
IQD 1310.5
IRR 1375000.000025
ISK 125.659981
JEP 0.74808
JMD 157.475908
JOD 0.70899
JPY 161.900959
KES 129.229701
KGS 87.450066
KHR 4007.493911
KMF 431.501928
KPW 900.00035
KRW 1512.789737
KWD 0.309701
KYD 0.833206
KZT 469.178771
LAK 21577.499323
LBP 89549.999774
LKR 334.761659
LRD 181.815111
LSL 16.210134
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411728
MAD 9.359931
MDL 17.592738
MGA 4294.999641
MKD 53.9489
MMK 2099.417966
MNT 3585.605216
MOP 8.076412
MRU 40.03991
MUR 47.080182
MVR 15.450308
MWK 1736.000356
MXN 17.49315
MYR 4.077986
MZN 63.901269
NAD 16.210166
NGN 1370.349932
NIO 36.597823
NOK 9.79602
NPR 151.84952
NZD 1.757295
OMR 0.384498
PAB 0.999886
PEN 3.407503
PGK 4.381987
PHP 61.442501
PKR 278.349853
PLN 3.76125
PYG 6087.237875
QAR 3.645499
RON 4.580998
RSD 102.667952
RUB 76.501709
RWF 1465
SAR 3.75606
SBD 8.097426
SCR 14.086935
SDG 600.493331
SEK 9.664993
SGD 1.291755
SHP 0.746601
SLE 24.375025
SLL 20969.503664
SOS 571.505351
SRD 37.586966
STD 20697.981008
STN 21.75
SVC 8.749262
SYP 110.532098
SZL 16.198466
THB 33.303498
TJS 9.243786
TMT 3.5
TND 2.948499
TOP 2.40776
TRY 46.835097
TTD 6.785945
TWD 32.117014
TZS 2625.002972
UAH 44.49669
UGX 3659.688336
UYU 40.243455
UZS 12034.99987
VES 666.216185
VND 26292
VUV 120.145102
WST 2.767779
XAF 573.619637
XAG 0.016416
XAU 0.000241
XCD 2.70255
XCG 1.801948
XDR 0.71319
XOF 572.999916
XPF 104.624977
YER 237.074986
ZAR 16.24165
ZMK 9001.198743
ZMW 18.422779
ZWL 321.999592
Um ano depois, Trump aperta o passo e promete futuro de intervencionismo na América Latina
Um ano depois, Trump aperta o passo e promete futuro de intervencionismo na América Latina / foto: © AFP

Um ano depois, Trump aperta o passo e promete futuro de intervencionismo na América Latina

O presidente americano, Donald Trump, chegou ao poder há um ano com a promessa de que prestaria atenção especial à América Latina e ao Caribe, e suas ações e declarações indicam que está disposto a apertar o passo.

Tamanho do texto:

Washington volta a recorrer à estratégia do chicote e da cenoura (punições e recompensas), com a captura do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, e as advertências de intervencionismo direto a Cuba e México.

Ao mesmo tempo, com conversas conciliatórias ou convites dirigidos a pesos-pesados da região, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo colombiano, Gustavo Petro.

"De acordo com nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio dos Estados Unidos na América Latina não será questionado nunca mais", advertiu Trump após a deposição forçada de Maduro na Venezuela.

É a "Doutrina Donroe", a atualização da política externa para a América Latina promulgada em 1823 pelo presidente James Monroe.

À época, Monroe anunciou que não permitiria o intervencionismo europeu na região, que passava a ser o "quintal" de Washington.

Em 1904, o presidente Theodore Roosevelt revisou essa doutrina para especificar que os Estados Unidos estavam dispostos a intervir militarmente nos países "mal administrados", segundo o seu ponto de vista.

O "corolário Roosevelt" surgiu precisamente após uma crise na Venezuela, acusada em 1902 e 1903 por Alemanha, Reino Unido e Itália de não pagar suas dívidas. Washington então interveio para impedir um bloqueio marítimo contra o país sul-americano e atuou como mediador.

"Ampliamos, e por muito", essa doutrina, vangloria-se Trump.

- Escolher um lado -

A Argentina, onde Trump conta com seu melhor aliado regional, Javier Milei, ou Honduras, onde interveio diretamente na campanha eleitoral, são exemplos de países que fizeram escolhas sábias, segundo Trump.

Para os demais, a mensagem é clara: os tempos do "soft power" (poder brando) acabaram, é hora de escolher um lado.

"Os que escolhem trabalhar com [o líder chinês] Xi Jinping deveriam perceber que ele não pôde salvar Maduro da derrota", resumiu o líder do comitê sobre a China na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano John Moolenaar.

O secretário de Estado, Marco Rubio, o primeiro latino a ocupar o cargo, telefonou para os aliados na região, nos dias seguintes à ação audaciosa na Venezuela, para lhes explicar os motivos dessa intervenção e os próximos passos.

Aos países críticos, como o México, só parece restar a opção de tomar a iniciativa de telefonar para os americanos, como ocorreu esta semana com a presidente Claudia Sheinbaum.

Na assembleia da OEA, as solenes proclamações de soberania não passam, por ora, por nenhum questionamento da hegemonia americana.

- Nunca mais questionado -

Dois motivos poderiam motivar o aumento da pressão, segundo analistas em Washington: este é o último mandato de Trump e, em novembro, as eleições legislativas se anunciam complicadas para a maioria republicana no Congresso.

No caso de Cuba, o interesse seria pessoal para Rubio, cujos pais deixaram a ilha antes da Revolução de 1959.

"Creio que vale a pena olhar para Cuba neste momento. Marco Rubio é secretário de Estado e conselheiro de segurança nacional. Toda esta operação [na Venezuela] tem toda a aparência de ser sua", considerou o historiador Niall Ferguson em um debate recente organizado pelo Instituto Hoover.

Mas o "corolário Roosevelt" de 1904 "não significava que iríamos governar diretamente esses países. O 'corolário Trump' se trata mais de encontrar alguém que possa liderar a Venezuela de forma competente", detalhou Ferguson.

"Queremos garantir que o Hemisfério Ocidental se mantenha razoavelmente estável e bem governado para prevenir e desincentivar a imigração em massa para os Estados Unidos" explica a nova doutrina de segurança nacional publicada pela Casa Branca em dezembro.

"Na Venezuela, eles têm privilegiado a estabilidade. E se você ler o 'corolário Trump', ele está muito menos orientado a operações militares do que ao aspecto econômico", explicou Ryan C. Berg, diretor do programa Américas do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).

H.Carroll--TFWP