The Fort Worth Press - A caminho de Oslo, María Corina Machado chama venezuelanos a 'lutar pela liberdade'

USD -
AED 3.672502
AFN 65.000145
ALL 82.060075
AMD 367.380095
ANG 1.790403
AOA 917.999551
ARS 1487.479497
AUD 1.439253
AWG 1.8025
AZN 1.700597
BAM 1.711104
BBD 2.014725
BDT 123.291207
BGN 1.69088
BHD 0.377167
BIF 2975.879054
BMD 1
BND 1.291257
BOB 6.923833
BRL 5.125701
BSD 1.000276
BTN 95.289131
BWP 13.527665
BYN 2.859418
BYR 19600
BZD 2.011811
CAD 1.414975
CDF 2256.000247
CHF 0.807497
CLF 0.023531
CLP 926.21984
CNY 6.79285
CNH 6.78104
COP 3258.98
CRC 455.032612
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.47066
CZK 21.21965
DJF 178.129292
DKK 6.54166
DOP 58.740414
DZD 133.179536
EGP 49.604806
ERN 15
ETB 160.459143
EUR 0.87516
FJD 2.2337
FKP 0.745889
GBP 0.745645
GEL 2.640067
GGP 0.745889
GHS 11.468066
GIP 0.745889
GMD 72.999625
GNF 8773.518463
GTQ 7.632579
GYD 209.249425
HKD 7.84028
HNL 26.779645
HRK 6.597204
HTG 130.910459
HUF 311.29601
IDR 18065
ILS 3.010901
IMP 0.745889
INR 95.387605
IQD 1310.416931
IRR 1375000.000029
ISK 125.490059
JEP 0.745889
JMD 158.048994
JOD 0.70897
JPY 161.766498
KES 129.249702
KGS 87.448804
KHR 4032.141654
KMF 430.99974
KPW 900.00035
KRW 1502.150287
KWD 0.30956
KYD 0.833548
KZT 471.568117
LAK 22556.430446
LBP 89576.465442
LKR 335.597832
LRD 181.643214
LSL 16.292897
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.406824
MAD 9.344357
MDL 17.579053
MGA 4288.713911
MKD 53.971117
MMK 2099.308371
MNT 3585.696251
MOP 8.076444
MRU 39.852492
MUR 47.079916
MVR 15.460283
MWK 1734.573356
MXN 17.512751
MYR 4.070799
MZN 63.910008
NAD 16.292897
NGN 1378.660269
NIO 36.806488
NOK 9.77065
NPR 152.453273
NZD 1.734985
OMR 0.384497
PAB 1.000262
PEN 3.39806
PGK 4.465442
PHP 61.536004
PKR 278.055827
PLN 3.790141
PYG 6081.391432
QAR 3.646735
RON 4.5802
RSD 102.703023
RUB 77.001037
RWF 1469.382756
SAR 3.753815
SBD 8.065041
SCR 14.549721
SDG 600.498893
SEK 9.649205
SGD 1.291496
SHP 0.746601
SLE 24.349878
SLL 20969.503664
SOS 571.621036
SRD 37.610502
STD 20697.981008
STN 21.435102
SVC 8.752483
SYP 110.532098
SZL 16.290535
THB 33.280047
TJS 9.257824
TMT 3.51
TND 2.956767
TOP 2.40776
TRY 46.984915
TTD 6.79618
TWD 32.116198
TZS 2630.00302
UAH 44.5007
UGX 3680.71322
UYU 40.332811
UZS 12081.470529
VES 699.349603
VND 26267.5
VUV 120.437365
WST 2.769308
XAF 573.893149
XAG 0.016779
XAU 0.000244
XCD 2.70255
XCG 1.802808
XDR 0.713149
XOF 573.89566
XPF 104.340827
YER 237.102218
ZAR 16.320401
ZMK 9001.201791
ZMW 18.030621
ZWL 321.999592
A caminho de Oslo, María Corina Machado chama venezuelanos a 'lutar pela liberdade'
A caminho de Oslo, María Corina Machado chama venezuelanos a 'lutar pela liberdade' / foto: © AFP

A caminho de Oslo, María Corina Machado chama venezuelanos a 'lutar pela liberdade'

No meio de uma viagem secreta, a líder opositora venezuelana María Corina Machado chamou a "lutar pela liberdade" em um discurso lido por sua filha, que recebeu em seu lugar o Prêmio Nobel da Paz nesta quarta-feira (10), em Oslo.

Tamanho do texto:

Na clandestinidade desde agosto de 2024, a opositora teria conseguido sair da Venezuela, mas não chegou a tempo de assistir à cerimônia na capital norueguesa, onde foi representada por sua filha, Ana Corina Sosa Machado.

Emocionada, ela afirmou que sua mãe chegará a Oslo "em algumas horas", mas que "estará de volta à Venezuela muito em breve".

"Ela quer viver em uma Venezuela livre e nunca renunciará a esse propósito", assegurou.

A cerimônia começou com a interpretação das canções "Alma Llanera" e "Venezuela" pelo popular cantor Danny Ocean, seguida de um discurso do presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, com críticas ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"Senhor Maduro: deve aceitar os resultados eleitorais e renunciar ao cargo", disse Frydnes, interrompido por aplausos do público.

Na ausência de sua mãe, Ana Corina Sosa Machado recebeu a medalha de ouro e o diploma do prêmio, dotado de 1,2 milhão de dólares (6,54 milhões de reais).

Na primeira fila, acompanharam a cerimônia a mãe de Machado, Corina Parisca, suas três irmãs e outros dois filhos da laureada.

O discurso, lido por Ana Corina, evocou "a luta contra uma ditadura brutal", na qual "tentamos de tudo".

Fazendo alusão aos sequestros de pessoas, às torturas e à perseguição de opositores, Machado denunciou os "crimes contra a humanidade, documentados pelas Nações Unidas" e um "terrorismo de Estado, usado para enterrar a vontade do povo".

"Se queremos ter democracia, devemos estar dispostos a lutar pela liberdade", sustentou.

- Uma viagem "de extremo perigo" -

Desde outubro, quando foi anunciado o prêmio, a presença de Machado em Oslo era um mistério; ela não é vista em público desde janeiro, quando participou de um protesto em Caracas contra Maduro.

Dezenas de venezuelanos exilados, aliados políticos de Machado e os presidentes de Argentina, Panamá, Equador e Paraguai viajaram à capital norueguesa para a cerimônia.

No entanto, após anunciar no sábado a presença da laureada, o Instituto Nobel informou horas antes da entrega que Machado não chegaria a tempo devido a "uma viagem em situação de extremo perigo".

Machado está "a salvo" e chegará a Oslo "em algum momento entre esta noite e amanhã de manhã", afirmou o instituto.

Não é a primeira vez que um vencedor do Prêmio da Paz não pode comparecer à entrega. Já aconteceu com a iraniana Narges Mohammadi (2023), o chinês Liu Xiaobo (2010) e a birmanesa Aung San Suu Kyi (1991).

Não se sabe como a líder opositora conseguiu sair da Venezuela e também como pretende retornar ao país.

No mês passado, o procurador-geral da Venezuela declarou à AFP que Machado seria considerada "foragida" caso deixasse seu país, onde é acusada de "atos de conspiração, incitação ao ódio e terrorismo".

Benedicte Bull, professora especialista em América Latina na Universidade de Oslo, destacou que Machado "corre o risco de ser presa se voltar, embora as autoridades tenham mostrado mais moderação com ela do que com muitos outros, porque uma prisão teria um simbolismo muito forte".

Por outro lado, "ela é a líder indiscutível da oposição, mas se permanecer muito tempo no exílio, creio que isso mudará e ela perderá progressivamente influência política", acrescentou.

- Afinidade com Trump -

Em outubro, o Comitê Nobel anunciou o prêmio para María Corina Machado, engenheira de formação, por seus esforços em favor de "uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia" na Venezuela.

Corina Machado passou à clandestinidade depois das eleições presidenciais de julho de 2024, que concederam um terceiro mandato a Nicolás Maduro. Os resultados não foram reconhecidos por Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina.

A líder opositora afirma que Maduro roubou as eleições de seu candidato, Edmundo González Urrutia, e publicou cópias dos votos emitidos nas máquinas de votação como evidência da fraude. O chavismo nega as acusações.

Ela é elogiada por seus esforços a favor da democracia na Venezuela, mas os adversários criticam sua afinidade com o presidente americano, Donald Trump, a quem ela dedicou seu Nobel.

O presidente republicano ordenou uma grande mobilização militar no Caribe, que resultou em vários ataques das forças americanas contra supostas "narcolanchas", com um balanço de 87 mortos.

Maduro, no entanto, insiste em que o verdadeiro objetivo das operações é derrubar o seu governo e assumir o controle das reservas de petróleo da Venezuela.

T.M.Dan--TFWP