The Fort Worth Press - Cúpula de líderes mundiais em Belém tenta salvar a luta pelo clima

USD -
AED 3.673042
AFN 65.000368
ALL 82.203989
AMD 367.380403
ANG 1.790403
AOA 917.000367
ARS 1487.956748
AUD 1.437401
AWG 1.8
AZN 1.70397
BAM 1.711104
BBD 2.014725
BDT 123.291207
BGN 1.69088
BHD 0.37707
BIF 2985
BMD 1
BND 1.291257
BOB 6.923833
BRL 5.111404
BSD 1.000276
BTN 95.289131
BWP 13.527665
BYN 2.859418
BYR 19600
BZD 2.011811
CAD 1.41745
CDF 2258.000362
CHF 0.808312
CLF 0.023491
CLP 924.560396
CNY 6.77695
CNH 6.782275
COP 3253.61
CRC 455.032612
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.903894
CZK 21.248804
DJF 177.720393
DKK 6.548975
DOP 58.703884
DZD 133.256578
EGP 49.625706
ERN 15
ETB 159.37504
EUR 0.875804
FJD 2.233204
FKP 0.745078
GBP 0.746157
GEL 2.64504
GGP 0.745078
GHS 11.46504
GIP 0.745078
GMD 73.503851
GNF 8777.503848
GTQ 7.632579
GYD 209.249425
HKD 7.83925
HNL 26.88504
HRK 6.600504
HTG 130.910459
HUF 311.790388
IDR 18080.55
ILS 3.010904
IMP 0.745078
INR 95.53215
IQD 1309.5
IRR 1374750.000352
ISK 125.640386
JEP 0.745078
JMD 158.048994
JOD 0.70904
JPY 161.67604
KES 129.203801
KGS 87.448804
KHR 4007.503796
KMF 432.00035
KPW 900.00035
KRW 1499.070383
KWD 0.30956
KYD 0.833548
KZT 471.568117
LAK 22558.503779
LBP 89550.000349
LKR 335.597832
LRD 181.503772
LSL 16.315039
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.405039
MAD 9.345039
MDL 17.579053
MGA 4295.000347
MKD 53.998301
MMK 2099.567367
MNT 3586.200235
MOP 8.076444
MRU 40.060379
MUR 47.080378
MVR 15.450378
MWK 1737.000345
MXN 17.468104
MYR 4.070377
MZN 63.903729
NAD 16.320377
NGN 1377.920377
NIO 36.660377
NOK 9.782604
NPR 152.453273
NZD 1.735208
OMR 0.384819
PAB 1.000262
PEN 3.392504
PGK 4.380375
PHP 61.447038
PKR 278.150374
PLN 3.79005
PYG 6081.391432
QAR 3.643504
RON 4.587104
RSD 102.723038
RUB 77.024822
RWF 1465
SAR 3.753865
SBD 8.048583
SCR 14.724861
SDG 600.503676
SEK 9.714225
SGD 1.292904
SHP 0.746601
SLE 24.350371
SLL 20969.503664
SOS 571.503662
SRD 37.610504
STD 20697.981008
STN 21.65
SVC 8.752483
SYP 110.532098
SZL 16.320369
THB 33.288038
TJS 9.257824
TMT 3.5
TND 2.957504
TOP 2.40776
TRY 46.984504
TTD 6.79618
TWD 32.113504
TZS 2630.003038
UAH 44.5007
UGX 3680.71322
UYU 40.332811
UZS 12027.503617
VES 708.806404
VND 26267.5
VUV 120.293183
WST 2.760951
XAF 573.893149
XAG 0.016706
XAU 0.000243
XCD 2.70255
XCG 1.802808
XDR 0.713149
XOF 573.000332
XPF 104.875037
YER 237.075037
ZAR 16.455565
ZMK 9001.203584
ZMW 18.030621
ZWL 321.999592
Cúpula de líderes mundiais em Belém tenta salvar a luta pelo clima
Cúpula de líderes mundiais em Belém tenta salvar a luta pelo clima / foto: © AFP

Cúpula de líderes mundiais em Belém tenta salvar a luta pelo clima

Os líderes de várias regiões do mundo se reúnem a partir desta quinta-feira (6) na cidade de Belém (PA) para tentar salvar a luta pelo clima, ameaçada por divisões, tensões internacionais e a ausência dos Estados Unidos.

Tamanho do texto:

Quase 50 chefes de Estado e de Governo responderam ao convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comparecer à cidade antes da COP30 da ONU (10-21 de novembro).

A escolha de Belém gerou polêmica devido à sua infraestrutura limitada, que encareceu os preços e complicou a viagem de pequenas delegações e representantes de ONGs.

O Brasil reservou fundos para abrigar gratuitamente delegados dos países mais pobres em dois navios de cruzeiro fretados para a COP.

A cidade de quase 1,4 milhão de habitantes nunca havia recebido um evento internacional de tal magnitude e as autoridades aproveitaram para dar uma nova cara à cidade.

"A COP dá a Belém a notoriedade que merece. É importante que os olhares se voltem para nossa região, para a Amazônia", celebra Karol Farias, 34 anos, uma maquiadora no emblemático mercado Ver-o-Peso, completamente reformado.

Contudo, o local que receberá a reunião de cúpula, o Parque da Cidade, ainda era uma área em construção na quarta-feira, repleta de operários que instalavam divisórias e posicionavam móveis.

Os engarrafamentos em Belém pioraram com o fechamento de algumas ruas e avenidas. "Não tenho nada contra a COP, mas Belém não tem a infraestrutura necessária para receber um evento assim", protestou o taxista Agildo Cardoso.

As autoridades mobilizaram quase 10.000 agentes das forças de segurança, além de 7.500 militares.

- "Chega de discussão" -

Para a presidência brasileira, o objetivo é salvar a cooperação internacional 10 anos após o Acordo de Paris. O evento acontece em um momento sombrio para o clima, depois que a ONU admitiu que o mundo vai superar nos próximos anos o limite crítico de 1,5ºC de aquecimento global.

O Brasil não buscará grandes decisões em Belém: o país deseja que a COP30 estabeleça compromissos concretos e organize um monitoramento das promessas passadas, por exemplo, sobre o desenvolvimento de energias renováveis.

"Chega de discussão, agora tem que implementar o que nós adjetivamos", declarou Lula em uma entrevista à AFP e outras agências de imprensa no início da semana.

O Brasil lançará nesta quinta-feira um fundo dedicado à proteção das florestas, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre ("Tropical Forests Forever Facility", TFFF), e um acordo para quadruplicar a produção de combustíveis "sustentáveis".

Vários países também querem ampliar os compromissos para reduzir as emissões de metano, gás que contribui consideravelmente para o aquecimento global.

- Príncipe William, Macron, Petro -

Cento e setenta países participam na COP30, mas o governo dos Estados Unidos, país que é o segundo maior poluidor do mundo depois da China, não enviará uma delegação.

A decisão americana, no entanto, é um alívio para aqueles que temiam que Washington dificultasse os avanços, como aconteceu recentemente ao bloquear um plano mundial para reduzir as emissões de gases do efeito estufa do transporte marítimo.

O presidente francês Emmanuel Macron, o colombiano Gustavo Petro e o príncipe William da Inglaterra participarão da reunião de cúpula.

A maioria dos líderes do G20, incluindo China e Índia, não comparecerá ao encontro.

Donald Trump, convidado por Lula, ignorou a conferência. A segunda saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris ocorreu em um cenário internacional tenso, de guerras comerciais e conflitos.

- "Não é caridade" -

Boa parte do mundo em desenvolvimento segue insatisfeita após o acordo alcançado no ano passado em Baku sobre financiamento climático e pretende discutir o tema novamente.

"Não é caridade, e sim necessidade", declarou à AFP Evans Njewa, diplomata do Malauí que preside o grupo dos países menos desenvolvidos.

A União Europeia (UE) e os pequenos Estados insulares (Aosis) querem mais avanços na redução das emissões, abordando o tema das energias fósseis.

"Muitos dos nossos países não poderão adaptar-se a um aquecimento que ultrapasse 2°C", declarou à AFP Ilana Seid, diplomata do arquipélago de Palau, no Pacífico, e presidente da Aosis. "Alguns dos nossos países insulares deixariam de existir".

O Brasil, que se apresenta como uma ponte entre o Norte e o Sul, não está isento de paradoxos: ao mesmo tempo que consegue frear o desmatamento, autorizou a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.

"É muito contraditório", disse Angela Kaxuyana, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira.

"Os mesmos países" que se comprometem com o clima são os que "negociam a exploração de petróleo" na maior floresta tropical do planeta, lamentou em Belém.

W.Knight--TFWP