The Fort Worth Press - Por que os argentinos deram seu apoio a Milei nas legislativas?

USD -
AED 3.672504
AFN 65.000368
ALL 82.125815
AMD 366.589327
ANG 1.790403
AOA 917.000367
ARS 1489.046535
AUD 1.43575
AWG 1.8
AZN 1.70397
BAM 1.712385
BBD 2.016198
BDT 123.381342
BGN 1.69088
BHD 0.377446
BIF 2978.067679
BMD 1
BND 1.292212
BOB 6.923833
BRL 5.111404
BSD 1.001007
BTN 95.359629
BWP 13.538502
BYN 2.861533
BYR 19600
BZD 2.013308
CAD 1.41735
CDF 2258.000362
CHF 0.808342
CLF 0.023592
CLP 928.512017
CNY 6.77695
CNH 6.782275
COP 3294.663573
CRC 455.36926
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.54161
CZK 21.248804
DJF 178.260299
DKK 6.548975
DOP 58.783873
DZD 133.256578
EGP 49.625706
ERN 15
ETB 160.578558
EUR 0.875804
FJD 2.233204
FKP 0.745078
GBP 0.746185
GEL 2.64504
GGP 0.745078
GHS 11.476601
GIP 0.745078
GMD 73.503851
GNF 8779.932583
GTQ 7.638226
GYD 209.403318
HKD 7.83915
HNL 26.799457
HRK 6.600504
HTG 131.007311
HUF 311.790388
IDR 18080.55
ILS 3.010904
IMP 0.745078
INR 95.330504
IQD 1311.38642
IRR 1374750.000352
ISK 125.640386
JEP 0.745078
JMD 158.166616
JOD 0.70904
JPY 161.66504
KES 129.387559
KGS 87.448804
KHR 4035.371886
KMF 432.00035
KPW 900.00035
KRW 1499.070383
KWD 0.30956
KYD 0.834216
KZT 471.916999
LAK 22573.217178
LBP 89643.129186
LKR 335.849057
LRD 181.788732
LSL 16.304951
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411592
MAD 9.351311
MDL 17.593136
MGA 4291.905617
MKD 53.968393
MMK 2099.567367
MNT 3586.200235
MOP 8.082914
MRU 39.881802
MUR 47.080378
MVR 15.450378
MWK 1735.849057
MXN 17.468404
MYR 4.070377
MZN 63.903729
NAD 16.304951
NGN 1377.920377
NIO 36.834041
NOK 9.782604
NPR 152.575406
NZD 1.727265
OMR 0.384617
PAB 1.001007
PEN 3.400604
PGK 4.468765
PHP 61.447038
PKR 278.263976
PLN 3.79005
PYG 6085.890645
QAR 3.649433
RON 4.587104
RSD 102.77109
RUB 76.636169
RWF 1470.559909
SAR 3.758206
SBD 8.048583
SCR 14.56525
SDG 600.503676
SEK 9.714225
SGD 1.292804
SHP 0.746601
SLE 24.350371
SLL 20969.503664
SOS 572.078974
SRD 37.610504
STD 20697.981008
STN 21.450773
SVC 8.75892
SYP 110.532098
SZL 16.302587
THB 33.288038
TJS 9.264632
TMT 3.5
TND 2.958981
TOP 2.40776
TRY 46.984504
TTD 6.801208
TWD 32.113504
TZS 2630.214945
UAH 44.533818
UGX 3683.404106
UYU 40.362474
UZS 12090.355908
VES 708.806404
VND 26267.5
VUV 120.293183
WST 2.760951
XAF 574.317734
XAG 0.016706
XAU 0.000243
XCD 2.70255
XCG 1.804141
XDR 0.714267
XOF 574.317734
XPF 104.417108
YER 237.075037
ZAR 16.316875
ZMK 9001.203584
ZMW 18.04404
ZWL 321.999592
Por que os argentinos deram seu apoio a Milei nas legislativas?

Por que os argentinos deram seu apoio a Milei nas legislativas?

Por que os argentinos deram seu apoio ao presidente Javier Milei nas legislativas de domingo, apesar de um duro ajuste de gastos, dos boatos de desvalorização e de uma corrida cambial? A queda da inflação, o medo do fiasco e o repúdio ao peronismo venceram a batalha, segundo eleitores e analistas.

Tamanho do texto:

Entre os aliviados está Juan Salvatori, para quem a vitória do presidente ultraliberal "pelo menos vai trazer um pouco de tranquilidade diante de tanta incerteza de não saber o que aconteceria caso ele se saísse mal" nas eleições, disse à AFP este funcionário administrativo de 52 anos.

Patricio Mejuto, outro trabalhador de 37 anos, também apoiou o governo, apesar de seus contrastes. "Erraram com os aposentados, com o hospital pediátrico Garrahan", aos quais o governo impôs ajustes severos, "mas é algo que pode se ajeitar, ainda tem tempo", disse.

- Oposição enfraquecida -

O partido ultraliberal de Milei, A Liberdade Avança (LLA, na sigla em espanhol), obteve mais de 40% dos votos, acima dos 31,6% das agrupações do peronismo, um histórico partido nacionalista e industrialista.

O repúdio ao peronismo "pesou mais" que os escândalos políticos e de corrupção envolvendo o governo de Milei, a corrida cambial e "o desgaste com o estilo de liderança presidencial", avaliou o cientista político Carlos Fara.

Depois de o Congresso bloquear vetos de Milei a leis que atualizavam fundos para universidades, saúde e pessoas com deficiência desde 2023, apesar da inflação de três dígitos, "a sociedade chegou às urnas esgotada, desiludida e com pouca energia", acrescentou.

Isto se refletiu na baixa participação, de cerca de 67%, a mais baixa desde 1983 em um país onde o voto é obrigatório.

Do lado da oposição, "não só não houve autocrítica pelos desastres realizados nos governos anteriores, mas tampouco uma ideia superadora em relação ao que está acontecendo com a agenda de reformas que o governo propõe", disse à AFP o cientista político Sergio Berensztein.

A mensagem da oposição se concentrou em "pôr um freio em Milei", acrescentou o cientista político Carlos Germano.

"Muitíssimos setores apostaram na mudança diante de uma oposição que estava propondo mais do mesmo sem nenhuma alternativa ao plano econômico e ao projeto de Milei", disse Germano.

Victorio, de 70 anos e relutante a dar seu sobrenome, votou em Milei apesar "de saber pouco de política" porque "para além de seus erros, economicamente está tentando tirar a Argentina do poço em que os governos anteriores a colocaram", resumiu.

- Trauma econômico -

O eleitorado valorizou a queda da inflação, apesar do sofrimento social que Milei causou com sua motosserra, que atingiu de forma desigual setores frágeis, como os aposentados, e impactou o poder aquisitivo da classe média, motor do consumo, que foi a pique.

Dezenas de milhares de empregos também foram perdidos, os salários caíram e foi cortado o financiamento para a ciência, a educação, a saúde e as obras públicas em prol do cumprimento das metas fiscais.

Apesar dos sintomas recessivos da economia, a "memória traumática" da inflação prevaleceu, disse à AFP a analista Shila Vilker, diretora da consultoria Trespuntozero.

"Não subestimaria a estabilidade e o controle da inflação, que para a psiquê de boa parte dos argentinos é algo extremamente valioso", acrescentou Vilker.

- Salva-vidas -

Após quatro semanas de corrida cambial, o medo de um fiasco financeiro que desperte a inflação também pesou.

"O surgimento, durante a campanha, do socorro dos Estados Unidos ajudou a que não se deixasse de explorar o tema do dólar, que tinha entrado em uma espiral frenética e se aquietou, com a ajuda dos Estados Unidos", apontou Germano.

Vilker também se referiu ao papel do presidente americano. "É um tema que está em questão, ambivalente, muito criticado por uma parte da população argentina" que o tachou de interferência. "Mas também foi muito valorizado por outro segmento importante do eleitorado" como um salva-vidas oportuno, acrescentou.

Germano opinou que essa ajuda foi importante para a vitória de Milei, "mas não transcendental".

O que prevaleceu mais foi "a aposta em um processo de mudança que está no meio do caminho, com muitos erros a corrigir, mas frente o outro que já conheciam", disse.

P.Navarro--TFWP