The Fort Worth Press - Prisioneiros palestinos libertados por Israel, exilados e sob vigilância no Egito

USD -
AED 3.673042
AFN 65.000368
ALL 81.805041
AMD 361.930403
ANG 1.790365
AOA 918.000367
ARS 1517.834304
AUD 1.43185
AWG 1.8
AZN 1.70397
BAM 1.744856
BBD 2.013944
BDT 123.295432
BGN 1.683441
BHD 0.37765
BIF 3000
BMD 1
BND 1.280405
BOB 11.844107
BRL 4.990804
BSD 0.999924
BTN 96.667826
BWP 13.756033
BYN 3.041855
BYR 19600
BZD 2.011089
CAD 1.42655
CDF 2310.000362
CHF 0.830699
CLF 0.024742
CLP 976.970396
CNY 6.69215
CNH 6.69283
COP 3195.29
CRC 456.246627
CUC 1
CUP 23.99868
CVE 98.750394
CZK 21.763304
DJF 177.720393
DKK 6.672604
DOP 61.303884
DZD 134.724069
EGP 52.403301
ERN 15
ETB 161.130392
EUR 0.892504
FJD 2.24725
FKP 0.757083
GBP 0.756144
GEL 2.590391
GGP 0.757083
GHS 11.77039
GIP 0.757083
GMD 73.503851
GNF 8755.000355
GTQ 7.644716
GYD 209.141639
HKD 7.84875
HNL 26.940388
HRK 6.725604
HTG 130.93884
HUF 325.760388
IDR 17891.4
ILS 3.06346
IMP 0.757083
INR 96.62095
IQD 1310.5
IRR 1779470.000352
ISK 122.150386
JEP 0.757083
JMD 158.703536
JOD 0.70904
JPY 158.27504
KES 129.810385
KGS 87.450384
KHR 4070.00035
KMF 440.00035
KPW 900.000318
KRW 1340.440383
KWD 0.31096
KYD 0.833266
KZT 454.380002
LAK 22450.503779
LBP 89550.000349
LKR 330.845716
LRD 171.250382
LSL 16.510381
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.425039
MAD 9.833504
MDL 17.92861
MGA 4502.503755
MKD 54.92981
MMK 2099.693915
MNT 3600.849225
MOP 8.082417
MRU 40.225039
MUR 47.460378
MVR 15.450378
MWK 1741.000345
MXN 18.414104
MYR 4.085504
MZN 63.910377
NAD 16.510377
NGN 1329.000344
NIO 36.855039
NOK 9.561404
NPR 154.668165
NZD 1.781262
OMR 0.384742
PAB 0.999915
PEN 3.430504
PGK 4.45175
PHP 62.745038
PKR 277.035038
PLN 3.916904
PYG 5687.419428
QAR 3.640374
RON 4.766038
RSD 104.682038
RUB 85.159581
RWF 1475
SAR 3.753624
SBD 8.078071
SCR 13.846085
SDG 601.503676
SEK 9.999204
SGD 1.279304
SHP 0.755572
SLE 24.670371
SLL 20969.491881
SOS 571.503662
SRD 37.692504
STD 20697.981008
STN 21.975
SVC 8.749336
SYP 13002.000254
SZL 16.510369
THB 33.520369
TJS 9.199181
TMT 3.51
TND 3.009508
TOP 2.40776
TRY 49.270368
TTD 6.792847
TWD 31.961404
TZS 2640.000335
UAH 44.910719
UGX 4088.733456
UYU 40.164333
UZS 11895.000334
VES 875.701604
VND 25899.5
VUV 120.049533
WST 2.785534
XAF 585.444314
XAG 0.016442
XAU 0.000238418806
XCD 2.70255
XCG 1.802139
XDR 0.707052
XOF 585.444314
XPF 106.875037
YER 236.203589
ZAR 16.520105
ZMK 9001.203584
ZMW 19.873405
ZWL 321.999592
SSP 5753.260075
MXV 2.08033
Prisioneiros palestinos libertados por Israel, exilados e sob vigilância no Egito
Prisioneiros palestinos libertados por Israel, exilados e sob vigilância no Egito / foto: © AFP

Prisioneiros palestinos libertados por Israel, exilados e sob vigilância no Egito

Em vez de voltar para casa, 154 ex-prisioneiros palestinos libertados no marco de uma troca por reféns israelenses detidos em Gaza foram exilados para o Egito, onde permanecem confinados em um hotel sob rigorosa vigilância.

Tamanho do texto:

Todos haviam sido condenados por um tribunal militar israelense à prisão perpétua por assassinato, filiação a grupos palestinos proibidos por Israel e outros atos de violência.

Com a entrada em vigor do cessar-fogo em Gaza no início do mês, o grupo foi levado de ônibus ao Egito, onde as autoridades os hospedaram em um hotel cinco estrelas do qual não podem sair sem autorização.

“Ficamos separados de nossas famílias por 20 anos”, relata Murad Abu al Rub, de 45 anos, que passou duas décadas na prisão por assassinato e por pertencer a uma organização palestina proibida por Israel.

Agora ele vive sob vigilância rígida e em meio à incerteza, longe da cidade palestina de Jenin, onde nasceu.

“Nada mudou. Não posso ver minha mãe nem meus irmãos”, disse à uma equipe de jornalistas da AFP que conseguiu acessar o hotel.

Quando entrou em vigor o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 10 de outubro, o Hamas libertou 20 reféns israelenses em troca de quase 2.000 prisioneiros palestinos, a maioria dos quais voltou para Gaza e para a Cisjordânia.

Durante tréguas anteriores na guerra iniciada com o ataque do Hamas em outubro de 2023, milhares de outros prisioneiros palestinos foram libertados em trocas semelhantes.

A grande maioria dos condenados à prisão perpétua foi exilada para o Egito, país que mantém relações formais com Israel e desempenhou um papel central como mediador no conflito.

Grupos de direitos humanos criticam há tempos o uso de tribunais militares por Israel para julgar palestinos suspeitos de crimes de segurança, argumentando que esses processos não garantem um julgamento justo.

No Egito, os 154 ex-prisioneiros não são livres para circular. Eles não têm autorização de trabalho nem sabem o que acontecerá a seguir. O governo não fez nenhuma declaração oficial sobre sua situação.

“Nenhum país árabe quis nos receber”, contou Abu al Rub, preso pelo assassinato de quatro soldados israelenses em 2006 durante uma operação das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, movimento ligado à Autoridade Palestina.

- Passar de um mundo para outro -

Kamil Abu Hanish, que passou 22 anos em prisões israelenses, foi condenado por assassinato e por pertencer à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), segundo registros do Ministério da Justiça de Israel.

Ele descreve a libertação como “passar de um mundo a outro. De um de grilhões e portas fechadas a um de liberdade e espaços abertos”, afirmou.

Mas também relata que suas últimas horas sob custódia foram as mais duras. “Dezenas de prisioneiros foram amarrados uns aos outros. Tiveram os olhos vendados e foram obrigados a se ajoelhar. Depois, nos fizeram deitar de bruços”, contou.

Antes do ataque do Hamas em 7 de outubro, os prisioneiros podiam estudar, praticar esportes e participar de grupos de discussão diários, lembrou ele, recordando protestos e atos de resistência dos detentos para conquistar esses direitos.

“Jogávamos vôlei ou tênis de mesa, e tínhamos três sessões educativas por dia”, ressaltou.

“Mas, depois (de 7 de outubro) perdemos tudo”, destacou, explicando que canetas, papel, filmes, televisão e jornais foram proibidos.

“Tudo o que tínhamos, inclusive roupas e cobertores, foi confiscado. Dormíamos em camas de ferro”, descreveu.

Organizações palestinas, israelenses e internacionais de direitos humanos documentaram denúncias semelhantes de maus-tratos, mas Israel nega essas violações e afirma que seu sistema penitenciário opera dentro da lei.

Segundo a Autoridade Palestina, quase 11 mil palestinos continuam detidos em prisões israelenses por acusações relacionadas ao conflito israelense-palestino.

O Egito recebeu pela primeira vez 150 prisioneiros exilados em janeiro, e mais de oito meses depois a maioria ainda permanece no mesmo hotel, com o destino indefinido.

Hasan Abd Rabbo, do Clube dos Prisioneiros Palestinos, disse à AFP que os homens continuam no Egito com as despesas de hospedagem custeadas pelo Catar, enquanto prosseguem as negociações sobre seu reassentamento.

Ele afirmou que os possíveis destinos incluem Catar, Turquia, Paquistão e Malásia.

D.Johnson--TFWP