The Fort Worth Press - Governo brasileiro alerta que 'intervenção externa' na Venezuela pode 'incendiar' América do Sul

USD -
AED 3.672504
AFN 65.000368
ALL 82.125815
AMD 366.589327
ANG 1.790403
AOA 917.000367
ARS 1489.046535
AUD 1.43575
AWG 1.8
AZN 1.70397
BAM 1.712385
BBD 2.016198
BDT 123.381342
BGN 1.69088
BHD 0.377446
BIF 2978.067679
BMD 1
BND 1.292212
BOB 6.923833
BRL 5.111404
BSD 1.001007
BTN 95.359629
BWP 13.538502
BYN 2.861533
BYR 19600
BZD 2.013308
CAD 1.41735
CDF 2258.000362
CHF 0.808342
CLF 0.023592
CLP 928.512017
CNY 6.77695
CNH 6.782275
COP 3294.663573
CRC 455.36926
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.54161
CZK 21.248804
DJF 178.260299
DKK 6.548975
DOP 58.783873
DZD 133.256578
EGP 49.625706
ERN 15
ETB 160.578558
EUR 0.875804
FJD 2.233204
FKP 0.745078
GBP 0.746185
GEL 2.64504
GGP 0.745078
GHS 11.476601
GIP 0.745078
GMD 73.503851
GNF 8779.932583
GTQ 7.638226
GYD 209.403318
HKD 7.83915
HNL 26.799457
HRK 6.600504
HTG 131.007311
HUF 311.790388
IDR 18080.55
ILS 3.010904
IMP 0.745078
INR 95.330504
IQD 1311.38642
IRR 1374750.000352
ISK 125.640386
JEP 0.745078
JMD 158.166616
JOD 0.70904
JPY 161.66504
KES 129.387559
KGS 87.448804
KHR 4035.371886
KMF 432.00035
KPW 900.00035
KRW 1499.070383
KWD 0.30956
KYD 0.834216
KZT 471.916999
LAK 22573.217178
LBP 89643.129186
LKR 335.849057
LRD 181.788732
LSL 16.304951
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411592
MAD 9.351311
MDL 17.593136
MGA 4291.905617
MKD 53.968393
MMK 2099.567367
MNT 3586.200235
MOP 8.082914
MRU 39.881802
MUR 47.080378
MVR 15.450378
MWK 1735.849057
MXN 17.468404
MYR 4.070377
MZN 63.903729
NAD 16.304951
NGN 1377.920377
NIO 36.834041
NOK 9.782604
NPR 152.575406
NZD 1.727265
OMR 0.384617
PAB 1.001007
PEN 3.400604
PGK 4.468765
PHP 61.447038
PKR 278.263976
PLN 3.79005
PYG 6085.890645
QAR 3.649433
RON 4.587104
RSD 102.77109
RUB 76.636169
RWF 1470.559909
SAR 3.758206
SBD 8.048583
SCR 14.56525
SDG 600.503676
SEK 9.714225
SGD 1.292804
SHP 0.746601
SLE 24.350371
SLL 20969.503664
SOS 572.078974
SRD 37.610504
STD 20697.981008
STN 21.450773
SVC 8.75892
SYP 110.532098
SZL 16.302587
THB 33.288038
TJS 9.264632
TMT 3.5
TND 2.958981
TOP 2.40776
TRY 46.984504
TTD 6.801208
TWD 32.113504
TZS 2630.214945
UAH 44.533818
UGX 3683.404106
UYU 40.362474
UZS 12090.355908
VES 708.806404
VND 26267.5
VUV 120.293183
WST 2.760951
XAF 574.317734
XAG 0.016706
XAU 0.000243
XCD 2.70255
XCG 1.804141
XDR 0.714267
XOF 574.317734
XPF 104.417108
YER 237.075037
ZAR 16.316875
ZMK 9001.203584
ZMW 18.04404
ZWL 321.999592
Governo brasileiro alerta que 'intervenção externa' na Venezuela pode 'incendiar' América do Sul
Governo brasileiro alerta que 'intervenção externa' na Venezuela pode 'incendiar' América do Sul / foto: © AFP

Governo brasileiro alerta que 'intervenção externa' na Venezuela pode 'incendiar' América do Sul

Uma intervenção dos Estados Unidos para depor o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, "pode incendiar a América do Sul" e isso não será aceito pelo Brasil, advertiu em entrevista à AFP o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim.

Tamanho do texto:

Ministro das Relações Exteriores de Lula em seus primeiros dois governos (2003-2010), Amorim expressou preocupação com os ataques americanos sem "nenhuma prova" contra embarcações de supostos traficantes de drogas no Caribe, perto do litoral venezuelano, o que classificou como uma "ameaça de intervenção externa".

O assunto, segundo o assessor, pode estar na agenda da possível reunião, ainda a ser confirmada, entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no domingo na Malásia, à margem da cúpula regional da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

As relações entre ambos os mandatários ficaram ainda mais tensas depois que o republicano impôs sanções ao Brasil motivadas pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Estes são alguns trechos da entrevista:

Pergunta: Lula expressará seu descontentamento a Trump pelos ataques americanos a embarcações no Caribe se a reunião de domingo se concretizar?

Resposta: "Depende do clima da conversa. O Brasil claramente se preocupa com o uso da força ou a ameaça do uso da força ou a ameaça de métodos clandestinos, tipo CIA, para derrubar governos da região.

Não queremos uma convulsão na nossa região. Dependendo do que acontecer isso pode efetivamente ter consequências muito profundas na região, muito graves. Não vão ficar limitadas até os países onde isso acontecer.

Há a questão de uma ameaça de intervenção externa (...) tem pessoas morrendo já. Eu não sei se são narcotraficantes, não parece, não há nenhuma prova de que eles sejam. Isso é muito perigoso".

P: Se os Estados Unidos intervierem para depor o mandatário venezuelano Nicolás Maduro, como o Brasil se posicionaria?

R: Nós somos contra uma intervenção externa. E esse problema de quem vai governar a Venezuela é dos venezuelanos, não é fácil (...) exige muita ajuda, talvez, para criar pontes, mas uma intervenção externa, seja armada seja através de serviços de inteligência, não é o caminho.

Não podemos aceitar uma intervenção externa. Porque isso vai criar um ressentimento imenso (...) para o Brasil, cria problemas concretos de refugiados, para a Colômbia também. Então isso pode incendiar a América do Sul. Radicalização da política em todo o continente".

P: O que permitiu a aproximação entre Brasil e Estados Unidos após meses de tensões devido ao julgamento de Bolsonaro e às tarifas?

R: "Eu diria o bom senso, de parte a parte. O presidente Lula não vai ficar dando lições ao presidente Trump e espero que também ao contrário não ocorra. Mas tem que haver um diálogo para buscar os pontos de encontro.

É continuar uma conversa positiva e, sobretudo, o bom entendimento na parte econômica, comercial".

P: Você acha que Trump desistiu de apoiar o bolsonarismo no Brasil após a condenação do ex-presidente?

R: "A palavra Bolsonaro não foi pronunciada na conversa [no telefonema entre Lula e Trump em 6 de outubro]. Como em todo governo, há pessoas mais pragmáticas, há pessoas mais ideológicas. Nesse caso, pessoas pragmáticas devem ter falado com ele [Trump]".

P: O que o Brasil oferecerá aos EUA para obter a retirada das tarifas?

R: "Acho que o importante é ter começado um diálogo, sem precondições.

Concordou-se criar uma força tarefa que vai discutir as questões comerciais. Agora, como é que vai ser, o que vai ser importante, não sei, muito cedo para dizer.

Eu fui negociador durante muito tempo... A gente não fica oferecendo coisas".

P: Os minerais críticos, incluindo as terras raras que o Brasil possui, podem ser discutidos?

R: "Nós conversaremos sobre qualquer assunto. Na questão de minerais críticos, terras raras, o importante é a gente ser capaz de definir as nossas necessidades. (...) Nós estamos abertos a investimentos, desde que também haja beneficiamento para o Brasil".

P: O Brasil prioriza obter a extensão de tarifas para setores importantes como a carne o café?

R: "Carne e café são importantes, obviamente, mas máquinas e motores também são (...) Todos os setores que foram afetados vão ser negociados.

Eu acho que vai ser uma discussão prática. Então vamos ver o que a gente consegue. Não houve um condicionamento político, jurídico, ideológico em relação à negociação. Isso é o mais importante. Isso já é um começo novo".

D.Johnson--TFWP