The Fort Worth Press - Governo brasileiro alerta que 'intervenção externa' na Venezuela pode 'incendiar' América do Sul

USD -
AED 3.673042
AFN 65.000368
ALL 81.805041
AMD 361.930403
ANG 1.790365
AOA 918.000367
ARS 1517.834304
AUD 1.43185
AWG 1.8
AZN 1.70397
BAM 1.744856
BBD 2.013944
BDT 123.295432
BGN 1.683441
BHD 0.37765
BIF 3000
BMD 1
BND 1.280405
BOB 11.844107
BRL 4.990804
BSD 0.999924
BTN 96.667826
BWP 13.756033
BYN 3.041855
BYR 19600
BZD 2.011089
CAD 1.42655
CDF 2310.000362
CHF 0.830699
CLF 0.024742
CLP 976.970396
CNY 6.69215
CNH 6.69283
COP 3195.29
CRC 456.246627
CUC 1
CUP 23.99868
CVE 98.750394
CZK 21.763304
DJF 177.720393
DKK 6.672604
DOP 61.303884
DZD 134.724069
EGP 52.403301
ERN 15
ETB 161.130392
EUR 0.892504
FJD 2.24725
FKP 0.757083
GBP 0.756144
GEL 2.590391
GGP 0.757083
GHS 11.77039
GIP 0.757083
GMD 73.503851
GNF 8755.000355
GTQ 7.644716
GYD 209.141639
HKD 7.84875
HNL 26.940388
HRK 6.725604
HTG 130.93884
HUF 325.760388
IDR 17891.4
ILS 3.06346
IMP 0.757083
INR 96.62095
IQD 1310.5
IRR 1779470.000352
ISK 122.150386
JEP 0.757083
JMD 158.703536
JOD 0.70904
JPY 158.27504
KES 129.810385
KGS 87.450384
KHR 4070.00035
KMF 440.00035
KPW 900.000318
KRW 1340.440383
KWD 0.31096
KYD 0.833266
KZT 454.380002
LAK 22450.503779
LBP 89550.000349
LKR 330.845716
LRD 171.250382
LSL 16.510381
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.425039
MAD 9.833504
MDL 17.92861
MGA 4502.503755
MKD 54.92981
MMK 2099.693915
MNT 3600.849225
MOP 8.082417
MRU 40.225039
MUR 47.460378
MVR 15.450378
MWK 1741.000345
MXN 18.414104
MYR 4.085504
MZN 63.910377
NAD 16.510377
NGN 1329.000344
NIO 36.855039
NOK 9.561404
NPR 154.668165
NZD 1.781262
OMR 0.384742
PAB 0.999915
PEN 3.430504
PGK 4.45175
PHP 62.745038
PKR 277.035038
PLN 3.916904
PYG 5687.419428
QAR 3.640374
RON 4.766038
RSD 104.682038
RUB 85.159581
RWF 1475
SAR 3.753624
SBD 8.078071
SCR 13.846085
SDG 601.503676
SEK 9.999204
SGD 1.279304
SHP 0.755572
SLE 24.670371
SLL 20969.491881
SOS 571.503662
SRD 37.692504
STD 20697.981008
STN 21.975
SVC 8.749336
SYP 13002.000254
SZL 16.510369
THB 33.520369
TJS 9.199181
TMT 3.51
TND 3.009508
TOP 2.40776
TRY 49.270368
TTD 6.792847
TWD 31.961404
TZS 2640.000335
UAH 44.910719
UGX 4088.733456
UYU 40.164333
UZS 11895.000334
VES 875.701604
VND 25899.5
VUV 120.049533
WST 2.785534
XAF 585.444314
XAG 0.016442
XAU 0.000238418806
XCD 2.70255
XCG 1.802139
XDR 0.707052
XOF 585.444314
XPF 106.875037
YER 236.203589
ZAR 16.520105
ZMK 9001.203584
ZMW 19.873405
ZWL 321.999592
SSP 5753.260075
MXV 2.08033
Governo brasileiro alerta que 'intervenção externa' na Venezuela pode 'incendiar' América do Sul
Governo brasileiro alerta que 'intervenção externa' na Venezuela pode 'incendiar' América do Sul / foto: © AFP

Governo brasileiro alerta que 'intervenção externa' na Venezuela pode 'incendiar' América do Sul

Uma intervenção dos Estados Unidos para depor o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, "pode incendiar a América do Sul" e isso não será aceito pelo Brasil, advertiu em entrevista à AFP o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim.

Tamanho do texto:

Ministro das Relações Exteriores de Lula em seus primeiros dois governos (2003-2010), Amorim expressou preocupação com os ataques americanos sem "nenhuma prova" contra embarcações de supostos traficantes de drogas no Caribe, perto do litoral venezuelano, o que classificou como uma "ameaça de intervenção externa".

O assunto, segundo o assessor, pode estar na agenda da possível reunião, ainda a ser confirmada, entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no domingo na Malásia, à margem da cúpula regional da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

As relações entre ambos os mandatários ficaram ainda mais tensas depois que o republicano impôs sanções ao Brasil motivadas pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Estes são alguns trechos da entrevista:

Pergunta: Lula expressará seu descontentamento a Trump pelos ataques americanos a embarcações no Caribe se a reunião de domingo se concretizar?

Resposta: "Depende do clima da conversa. O Brasil claramente se preocupa com o uso da força ou a ameaça do uso da força ou a ameaça de métodos clandestinos, tipo CIA, para derrubar governos da região.

Não queremos uma convulsão na nossa região. Dependendo do que acontecer isso pode efetivamente ter consequências muito profundas na região, muito graves. Não vão ficar limitadas até os países onde isso acontecer.

Há a questão de uma ameaça de intervenção externa (...) tem pessoas morrendo já. Eu não sei se são narcotraficantes, não parece, não há nenhuma prova de que eles sejam. Isso é muito perigoso".

P: Se os Estados Unidos intervierem para depor o mandatário venezuelano Nicolás Maduro, como o Brasil se posicionaria?

R: Nós somos contra uma intervenção externa. E esse problema de quem vai governar a Venezuela é dos venezuelanos, não é fácil (...) exige muita ajuda, talvez, para criar pontes, mas uma intervenção externa, seja armada seja através de serviços de inteligência, não é o caminho.

Não podemos aceitar uma intervenção externa. Porque isso vai criar um ressentimento imenso (...) para o Brasil, cria problemas concretos de refugiados, para a Colômbia também. Então isso pode incendiar a América do Sul. Radicalização da política em todo o continente".

P: O que permitiu a aproximação entre Brasil e Estados Unidos após meses de tensões devido ao julgamento de Bolsonaro e às tarifas?

R: "Eu diria o bom senso, de parte a parte. O presidente Lula não vai ficar dando lições ao presidente Trump e espero que também ao contrário não ocorra. Mas tem que haver um diálogo para buscar os pontos de encontro.

É continuar uma conversa positiva e, sobretudo, o bom entendimento na parte econômica, comercial".

P: Você acha que Trump desistiu de apoiar o bolsonarismo no Brasil após a condenação do ex-presidente?

R: "A palavra Bolsonaro não foi pronunciada na conversa [no telefonema entre Lula e Trump em 6 de outubro]. Como em todo governo, há pessoas mais pragmáticas, há pessoas mais ideológicas. Nesse caso, pessoas pragmáticas devem ter falado com ele [Trump]".

P: O que o Brasil oferecerá aos EUA para obter a retirada das tarifas?

R: "Acho que o importante é ter começado um diálogo, sem precondições.

Concordou-se criar uma força tarefa que vai discutir as questões comerciais. Agora, como é que vai ser, o que vai ser importante, não sei, muito cedo para dizer.

Eu fui negociador durante muito tempo... A gente não fica oferecendo coisas".

P: Os minerais críticos, incluindo as terras raras que o Brasil possui, podem ser discutidos?

R: "Nós conversaremos sobre qualquer assunto. Na questão de minerais críticos, terras raras, o importante é a gente ser capaz de definir as nossas necessidades. (...) Nós estamos abertos a investimentos, desde que também haja beneficiamento para o Brasil".

P: O Brasil prioriza obter a extensão de tarifas para setores importantes como a carne o café?

R: "Carne e café são importantes, obviamente, mas máquinas e motores também são (...) Todos os setores que foram afetados vão ser negociados.

Eu acho que vai ser uma discussão prática. Então vamos ver o que a gente consegue. Não houve um condicionamento político, jurídico, ideológico em relação à negociação. Isso é o mais importante. Isso já é um começo novo".

D.Johnson--TFWP