The Fort Worth Press - Dois anos depois, luto continua no local do festival israelense atacado pelo Hamas

USD -
AED 3.672504
AFN 65.000368
ALL 82.125815
AMD 366.589327
ANG 1.790403
AOA 917.000367
ARS 1489.046535
AUD 1.43575
AWG 1.8
AZN 1.70397
BAM 1.712385
BBD 2.016198
BDT 123.381342
BGN 1.69088
BHD 0.377446
BIF 2978.067679
BMD 1
BND 1.292212
BOB 6.923833
BRL 5.111404
BSD 1.001007
BTN 95.359629
BWP 13.538502
BYN 2.861533
BYR 19600
BZD 2.013308
CAD 1.42095
CDF 2258.000362
CHF 0.808342
CLF 0.023592
CLP 928.512017
CNY 6.77695
CNH 6.782275
COP 3294.663573
CRC 455.36926
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.54161
CZK 21.248804
DJF 178.260299
DKK 6.548975
DOP 58.783873
DZD 133.21504
EGP 49.661603
ERN 15
ETB 160.578558
EUR 0.875804
FJD 2.233204
FKP 0.746145
GBP 0.746185
GEL 2.64504
GGP 0.746145
GHS 11.476601
GIP 0.746145
GMD 73.503851
GNF 8779.932583
GTQ 7.638226
GYD 209.403318
HKD 7.83804
HNL 26.799457
HRK 6.600504
HTG 131.007311
HUF 311.790388
IDR 18080.55
ILS 3.010904
IMP 0.746145
INR 95.330504
IQD 1311.38642
IRR 1374750.000352
ISK 125.640386
JEP 0.746145
JMD 158.166616
JOD 0.70904
JPY 162.50504
KES 129.387559
KGS 87.448804
KHR 4035.371886
KMF 432.00035
KPW 900.00035
KRW 1499.150383
KWD 0.30956
KYD 0.834216
KZT 471.916999
LAK 22573.217178
LBP 89643.129186
LKR 335.849057
LRD 181.788732
LSL 16.304951
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411592
MAD 9.351311
MDL 17.593136
MGA 4291.905617
MKD 53.972771
MMK 2099.466399
MNT 3585.261694
MOP 8.082914
MRU 39.881802
MUR 47.080378
MVR 15.450378
MWK 1735.849057
MXN 17.724039
MYR 4.070377
MZN 63.903729
NAD 16.304951
NGN 1377.920377
NIO 36.834041
NOK 9.782604
NPR 152.575406
NZD 1.727265
OMR 0.384888
PAB 1.001007
PEN 3.400604
PGK 4.468765
PHP 61.447038
PKR 278.263976
PLN 3.79005
PYG 6085.890645
QAR 3.649433
RON 4.587104
RSD 102.77109
RUB 76.636169
RWF 1470.559909
SAR 3.759664
SBD 8.048583
SCR 14.56525
SDG 600.503676
SEK 9.714225
SGD 1.293904
SHP 0.746601
SLE 24.350371
SLL 20969.503664
SOS 572.078974
SRD 37.610504
STD 20697.981008
STN 21.450773
SVC 8.75892
SYP 110.532098
SZL 16.302587
THB 33.288038
TJS 9.264632
TMT 3.5
TND 2.958981
TOP 2.40776
TRY 46.984504
TTD 6.801208
TWD 32.113504
TZS 2630.214945
UAH 44.533818
UGX 3683.404106
UYU 40.362474
UZS 12090.355908
VES 708.806404
VND 26267.5
VUV 119.005629
WST 2.760902
XAF 574.317734
XAG 0.016706
XAU 0.000243
XCD 2.70255
XCG 1.804141
XDR 0.714267
XOF 574.317734
XPF 104.417108
YER 237.075037
ZAR 16.332504
ZMK 9001.203584
ZMW 18.04404
ZWL 321.999592
Dois anos depois, luto continua no local do festival israelense atacado pelo Hamas
Dois anos depois, luto continua no local do festival israelense atacado pelo Hamas / foto: © AFP

Dois anos depois, luto continua no local do festival israelense atacado pelo Hamas

Dezenas de pessoas se reuniram nesta terça-feira (7) ao amanhecer no mesmo local no sul de Israel onde, exatamente dois anos atrás, o Hamas atacou o festival de música eletrônica Nova, deixando 370 mortos.

Tamanho do texto:

As lágrimas ainda escorrem pelos rostos dos presentes, enquanto observam os retratos de seus entes queridos tirados em casamentos, férias ou dançando, muitos deles exibindo largos sorrisos, mas com os anos de nascimento e morte inscritos na legenda das fotos.

Dois jovens, que chegaram antes do amanhecer ao local perto de Gaza, enrolam cigarros enquanto escutam techno. Às 06h29 (00h29 em Brasília), hora exata em que começou o ataque sem precedentes do movimento islamista palestino, em 7 de outubro de 2023, o som é silenciado para guardar um minuto de silêncio.

"Saímos dez e voltamos sete", diz Alon Musnikov, estudante de direito de 28 anos. "Hoje, dois anos depois, ainda estamos falando disso, mas ainda é difícil acreditar que realmente aconteceu."

Seus três amigos, Yevgeni Postel, Lior Tkach e Sean Davitashvili, foram assassinados nesse ataque que desencadeou a guerra atual, e ele quer que os nomes deles sejam conhecidos em todo o mundo.

"Vivemos com esse trauma todos os dias", explica Alon. "É como se tivesse acontecido ontem." Ele veio acompanhado pelos familiares dos três jovens, que não conseguem articular palavras porque estão muito abalados.

- "Estou aqui para estar com ela" -

"É assim que vivemos há dois anos, e é a pior sensação do mundo", afirma Orit Baron, cuja filha Yuval, de 25 anos, foi assassinada ali mesmo.

Orit lembra da noite anterior, em 6 de outubro de 2023, quando celebravam uma festividade religiosa em família e riam juntos na cozinha.

Apesar de morar a mais de cem quilômetros dali, a mulher costuma visitar frequentemente essa área do deserto do Neguev, onde a antiga pista de dança do festival foi transformada em uma espécie de cemitério. Em postes, estão pendurados retratos das pessoas assassinadas ou sequestradas durante o ataque do Hamas.

Aos pés de cada retrato há anêmonas silvestres, flores vermelhas que simbolizam o milagre do deserto que floresce, assim como alguns desenhos de crianças ou bandeiras de Israel.

Aos 57 anos, Baron deixou seu trabalho para se dedicar à memória da filha e contar sua história, a de uma jovem que havia acabado de comprar seu vestido de noiva e que morreu ao lado do noivo, Moshe Shuva, de 33 anos: "É muito importante que as pessoas conheçam a verdade em primeira mão".

Enquanto ela limpa o espaço reservado a Yuval e Moshe e organiza as flores, outros acendem velas ou beijam uma foto. À distância, ouve-se o eco de tiros de artilharia e explosões vindos da vizinha Gaza.

"Estou aqui para estar com ela, porque foi a última vez que ela esteve viva, aqui com seu noivo, Moshe", diz Baron, que usa um retrato do jovem casal em um pingente de prata.

Ela conta que não ouve os sons da guerra: "Na primeira vez que estive aqui, fiquei muito assustada, mas agora já não me afeta mais".

- "Imperdoável" -

"Toda vez que vim aqui, houve explosões e, sinceramente, de certa forma, gostamos disso", observa Karen Shaarabany, que perdeu sua filha Sivan, de 21 anos.

"É claro que eu gostaria que tudo isso acabasse", diz esta mulher de 57 anos, referindo-se à guerra em Gaza e à destruição do Hamas prometida pelo governo israelense. "Mas enquanto isso não acabar, não quero tranquilidade (...). Por que eles deveriam ter tranquilidade (em Gaza)? Por que deveriam ter uma vida tranquila?".

O martírio da filha e suas quatro amigas, que tentaram deixar o local do festival durante o ataque, mas foram obrigadas a voltar, está gravado na mente de Shaarabany, minuto a minuto.

Ela se lembra de cada mensagem enviada pela filha. A primeira, às 6h45: "Está tudo bem", dizia. A última, às 8h10, descrevia "os terroristas que estavam atirando". "Elas estavam escondidas, ela estava com medo".

Sivan Shaarabany saiu com quatro amigas, mas apenas uma retornou com vida, assegura sua mãe, que limpa meticulosamente os memoriais das quatro jovens que morreram no Nova.

Contendo os soluços e bastante emocionada, Karen conclui: "O que aconteceu aqui é imperdoável".

J.M.Ellis--TFWP