The Fort Worth Press - 'Chegou a hora da paz', diz Macron na ONU sobre reconhecimento de Estado da Palestina

USD -
AED 3.67315
AFN 63.999487
ALL 82.794362
AMD 376.47019
ANG 1.790083
AOA 917.000063
ARS 1393.024098
AUD 1.438425
AWG 1.8025
AZN 1.694672
BAM 1.69304
BBD 2.014508
BDT 123.424515
BGN 1.709309
BHD 0.377548
BIF 2970
BMD 1
BND 1.284685
BOB 6.911148
BRL 5.162704
BSD 1.000156
BTN 92.971499
BWP 13.648423
BYN 2.940456
BYR 19600
BZD 2.011556
CAD 1.39033
CDF 2300.000049
CHF 0.799033
CLF 0.023255
CLP 918.250147
CNY 6.857395
CNH 6.861165
COP 3690.4
CRC 463.980887
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.624984
CZK 21.150598
DJF 177.720229
DKK 6.454165
DOP 60.75899
DZD 132.865999
EGP 54.688496
ERN 15
ETB 157.493986
EUR 0.86368
FJD 2.261002
FKP 0.755657
GBP 0.753949
GEL 2.679585
GGP 0.755657
GHS 11.011708
GIP 0.755657
GMD 73.502271
GNF 8774.238227
GTQ 7.651356
GYD 209.257937
HKD 7.83651
HNL 26.630089
HRK 6.508202
HTG 131.129376
HUF 329.669987
IDR 17065
ILS 3.14351
IMP 0.755657
INR 92.87145
IQD 1310
IRR 1315874.999918
ISK 124.179662
JEP 0.755657
JMD 157.444598
JOD 0.709015
JPY 159.757994
KES 130.049722
KGS 87.449445
KHR 4007.877253
KMF 426.999952
KPW 900.002378
KRW 1501.089792
KWD 0.30972
KYD 0.833517
KZT 464.77526
LAK 22065.831332
LBP 89186.200223
LKR 315.609053
LRD 184.033413
LSL 16.890412
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.384967
MAD 9.37125
MDL 17.473652
MGA 4165.498647
MKD 53.246209
MMK 2100.11256
MNT 3573.311532
MOP 8.072021
MRU 40.089928
MUR 47.020184
MVR 15.450113
MWK 1734.294185
MXN 17.738935
MYR 4.030994
MZN 63.950004
NAD 16.901489
NGN 1383.610068
NIO 36.719529
NOK 9.653301
NPR 148.754572
NZD 1.75133
OMR 0.384504
PAB 1.000143
PEN 3.426027
PGK 4.316498
PHP 60.124998
PKR 279.000197
PLN 3.69075
PYG 6485.457064
QAR 3.644976
RON 4.401026
RSD 101.365993
RUB 78.423016
RWF 1460
SAR 3.754986
SBD 8.048583
SCR 14.381529
SDG 601.000023
SEK 9.511306
SGD 1.283796
SHP 0.750259
SLE 24.600296
SLL 20969.510825
SOS 571.576966
SRD 37.442967
STD 20697.981008
STN 21.5
SVC 8.751731
SYP 110.704564
SZL 16.880277
THB 32.554001
TJS 9.516761
TMT 3.51
TND 2.94356
TOP 2.40776
TRY 44.6117
TTD 6.786733
TWD 31.949024
TZS 2600.000456
UAH 43.466672
UGX 3756.059557
UYU 40.563702
UZS 12225.000044
VES 473.4672
VND 26334
VUV 119.244946
WST 2.76629
XAF 567.817525
XAG 0.013885
XAU 0.000214
XCD 2.70255
XCG 1.802639
XDR 0.706253
XOF 658.000135
XPF 103.375023
YER 238.549929
ZAR 16.87565
ZMK 9001.199912
ZMW 19.378741
ZWL 321.999592
'Chegou a hora da paz', diz Macron na ONU sobre reconhecimento de Estado da Palestina
'Chegou a hora da paz', diz Macron na ONU sobre reconhecimento de Estado da Palestina / foto: © AFP

'Chegou a hora da paz', diz Macron na ONU sobre reconhecimento de Estado da Palestina

Emmanuel Macron reconheceu o Estado da Palestina em nome da França, nesta segunda-feira (22) nas Nações Unidas, na tentativa de aumentar a pressão sobre Israel em favor da paz, um movimento histórico, mas ainda sobretudo simbólico.

Tamanho do texto:

"A França reconhece hoje o Estado da Palestina", "pela paz entre o povo israelense e o povo palestino", declarou solenemente o presidente francês entre aplausos na abertura da reunião anual da ONU em Nova York, que será dominada pela guerra em Gaza.

"Estamos aqui porque chegou a hora. Chegou a hora de libertar os 48 reféns mantidos pelo Hamas. Chegou a hora de parar a guerra, os bombardeios em Gaza, os massacres e os deslocamentos forçados. Chegou a hora porque a emergência está em toda parte. Chegou a hora da paz, porque estamos prestes a não conseguir alcançá-la", insistiu.

No entanto, indicou que o estabelecimento de uma embaixada francesa em um futuro Estado da Palestina estaria condicionado à libertação dos reféns mantidos na Faixa de Gaza.

Assim como Israel, os Estados Unidos criticaram o reconhecimento, já formalizado no domingo pelo Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal, e que se esperava que outros países emulassem nesta segunda na ONU.

O presidente americano Donald Trump, principal aliado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considera que reconhecer o Estado da Palestina é uma recompensa para o grupo islamista palestino Hamas, segundo sua porta-voz, Karoline Leavitt.

O reconhecimento é o resultado de um processo de vários meses que, há alguns dias, já permitiu a aprovação por ampla maioria na Assembleia Geral de um texto que apoia a criação de um futuro Estado da Palestina, mas exclui explicitamente o Hamas, uma condição exigida por vários países ocidentais.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas - que falou por videoconferência já que seu visto para viajar a Nova York foi negado - também enfatizou este compromisso.

- "Nenhum papel" para o Hamas -

"O Hamas não terá nenhum papel no governo de Gaza. O Hamas e outras facções devem entregar suas armas à Autoridade Palestina", declarou Abbas.

Também condenou "o assassinato e a detenção de civis, incluindo as ações do Hamas de 7 de outubro de 2023", enquanto Israel acusa as autoridades palestinas há quase dois anos de não os denunciarem.

Agora, pelo menos 146 dos 193 Estados-membros da ONU deram este passo, segundo a contagem da AFP. Isso não muda no organismo o status de observador dos palestinos, cuja aspiração de ser um membro pleno está bloqueada pelos Estados Unidos.

Espera-se que nesta segunda-feira Andorra, Bélgica, Luxemburgo, Malta e San Marino, entre outros, também formalizem o reconhecimento, segundo a presidência francesa.

Por sua vez, a Alemanha, que devido ao seu passado nazista transformou o apoio ao Estado de Israel na pedra angular de sua política externa, reafirmou a posição de que o reconhecimento de um Estado da Palestina só deveria acontecer ao final de um processo de negociação para uma solução de dois Estados.

A Itália mantém essa mesma posição, apesar das manifestações que ocorreram nesta segunda em toda a península para "denunciar o genocídio em Gaza".

Na França, o reconhecimento foi recebido com satisfação por quase uma centena de cidades de esquerda, que hastearam a bandeira palestina na fachada de suas prefeituras.

- "Eliminação da vida palestina" -

Alguns diplomatas temem represálias israelenses.

Netanyahu reiterou no domingo que não haverá um Estado da Palestina e ameaçou ampliar a colonização na Cisjordânia, enquanto dois ministros israelenses de extrema direita, Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich, pediram a anexação desse território palestino ocupado.

"Não deveríamos nos sentir intimidados pelo risco de represálias de Israel", afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, à AFP.

No atual contexto, o discurso de Netanyahu na Assembleia Geral da ONU, previsto para sexta-feira, é muito aguardado.

Para Max Rodenbeck, do International Crisis Group, qualquer esforço para apoiar os direitos palestinos é "bem-vindo", mas sem "medidas concretas", esse reconhecimento corre o risco de "desviar a atenção da realidade: a acelerada eliminação da vida palestina em sua pátria".

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 contra o território israelense matou 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo dados oficiais.

Segundo o Ministério da Saúde do governo do Hamas, as ofensivas de represália israelenses na Faixa de Gaza, onde o Hamas assumiu o poder em 2007, deixaram ao menos 65.062 mortos, a maioria civis.

T.Harrison--TFWP