The Fort Worth Press - Manifestantes argentinos comemoram rejeição de deputados a vetos de Milei

USD -
AED 3.672504
AFN 64.503991
ALL 81.624824
AMD 375.516815
AOA 917.000367
ARS 1379.923618
AUD 1.41603
AWG 1.8
AZN 1.70397
BAM 1.667278
BBD 2.011082
BDT 122.671668
BHD 0.376625
BIF 2967.989429
BMD 1
BND 1.272324
BOB 6.899962
BRL 5.009204
BSD 0.998508
BTN 92.62947
BWP 13.405226
BYN 2.865862
BYR 19600
BZD 2.008184
CAD 1.38415
CDF 2300.000362
CHF 0.789487
CLF 0.022686
CLP 892.843442
CNY 6.828041
CNH 6.824955
COP 3636.503133
CRC 462.128639
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.998551
CZK 20.788404
DJF 177.809983
DKK 6.372904
DOP 60.125314
DZD 132.19904
EGP 53.012745
ERN 15
ETB 156.679852
EUR 0.852704
FJD 2.211504
FKP 0.743942
GBP 0.743467
GEL 2.690391
GGP 0.743942
GHS 10.988449
GIP 0.743942
GMD 73.503851
GNF 8760.922382
GTQ 7.638208
GYD 208.899876
HKD 7.83195
HNL 26.518904
HRK 6.425904
HTG 130.923661
HUF 320.203831
IDR 17089.3
ILS 3.03421
IMP 0.743942
INR 93.090504
IQD 1308.043135
IRR 1316125.000352
ISK 122.190386
JEP 0.743942
JMD 157.870509
JOD 0.70904
JPY 159.27504
KES 129.210179
KGS 87.450384
KHR 3997.272069
KMF 420.00035
KPW 900.013392
KRW 1484.910383
KWD 0.30869
KYD 0.832104
KZT 471.85542
LAK 22019.52176
LBP 89419.71783
LKR 315.118708
LRD 183.726184
LSL 16.382337
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.347556
MAD 9.280849
MDL 17.20387
MGA 4143.898385
MKD 52.551042
MMK 2100.499472
MNT 3595.336475
MOP 8.05507
MRU 39.91049
MUR 46.520378
MVR 15.460378
MWK 1731.383999
MXN 17.301404
MYR 3.965039
MZN 63.960377
NAD 16.382337
NGN 1359.503725
NIO 36.741827
NOK 9.524904
NPR 148.206811
NZD 1.708964
OMR 0.38463
PAB 0.998508
PEN 3.369933
PGK 4.322066
PHP 59.876504
PKR 278.505946
PLN 3.627803
PYG 6457.525255
QAR 3.640254
RON 4.342304
RSD 100.055411
RUB 77.038489
RWF 1458.164614
SAR 3.753582
SBD 8.058149
SCR 15.178038
SDG 601.000339
SEK 9.27195
SGD 1.273804
SLE 24.625038
SOS 570.649162
SRD 37.449038
STD 20697.981008
STN 20.885725
SVC 8.737053
SYP 110.548127
SZL 16.386343
THB 32.208038
TJS 9.490729
TMT 3.505
TND 2.917693
TRY 44.665038
TTD 6.776352
TWD 31.741804
TZS 2591.108648
UAH 43.382209
UGX 3694.642172
UYU 40.288138
UZS 12141.852436
VES 475.837804
VND 26336
VUV 119.210481
WST 2.744958
XAF 559.189293
XAG 0.01312
XAU 0.00021
XCD 2.70255
XCG 1.799582
XDR 0.695452
XOF 559.189293
XPF 101.666596
YER 237.150363
ZAR 16.41806
ZMK 9001.203584
ZMW 18.996633
ZWL 321.999592
Manifestantes argentinos comemoram rejeição de deputados a vetos de Milei
Manifestantes argentinos comemoram rejeição de deputados a vetos de Milei / foto: © AFP

Manifestantes argentinos comemoram rejeição de deputados a vetos de Milei

Milhares de manifestantes celebraram, nesta quarta-feira (17), a rejeição da Câmara de Deputados aos vetos de Javier Milei a leis de financiamento para universidades públicas e o principal hospital pediátrico da Argentina, em um novo revés para o presidente ultraliberal que ainda precisa ser ratificado pelo Senado.

Tamanho do texto:

As leis vetadas por Milei no início do mês preveem atualizar o orçamento universitário conforme a inflação desde 2023 e melhorar os salários de docentes e funcionários auxiliares. Também declaram uma emergência sanitária que implica a destinação de fundos sobretudo ao hospital de referência Garrahan.

Em um Congresso onde Milei não tem maioria, os deputados rejeitaram ambos os vetos. Para que as leis entrem em vigor, a oposição agora precisa que o Senado também as rejeite por uma maioria de dois terços.

"Devemos defender os estudantes, os trabalhadores docentes e os não docentes que perderam mais de 30% do poder aquisitivo de seus rendimentos devido à aplicação desta motosserra absolutamente selvagem com a qual governaram neste ano e oito meses", disse o líder do bloco peronista, Germán Martínez.

Após saberem da votação na praça do Congresso, onde ocorria uma das maiores concentrações dos últimos meses, os manifestantes pularam e se abraçaram cantando com euforia "a pátria não se vende".

Os setores de saúde e educação estão entre os mais atingidos pela "motosserra" do presidente, que justifica os vetos alegando que essas leis colocam em risco o equilíbrio fiscal, pedra angular de seu governo.

"Vamos entender que agora estamos propondo um remédio que será pior que a doença", declarou o deputado governista Santiago Santurio. "O dinheiro que entra por um bolso vai sair pelo outro com mais gastos, quebrando impostos, gerando dívidas", acrescentou.

- "O pior já passou" -

Com cartazes como "não ao veto" e "salvemos o Garrahan", milhares de estudantes, professores, médicos e membros de sindicatos acompanharam o debate dos deputados.

"A educação e a saúde estão em risco, é fundamental que tenhamos acesso à educação de qualidade que a Argentina nos proporciona. Não podemos permitir que nos roubem o que conquistamos com tanta luta ao longo da história", disse à AFP Zoe Gómez, de 23 anos e recém-formada em Psicopedagogia pela universidade estatal de San Martín.

Milei apresentou nesta segunda-feira um projeto de orçamento para 2026 que inclui maiores alocações para saúde e educação.

Os reitores universitários consideraram em um comunicado conjunto que este programa "ratifica e agrava o ajuste" porque não prevê compensar os rendimentos perdidos.

O presidente, que em sua mensagem assegurou que "o pior já passou", governa aplicando o orçamento de 2023 apesar da erosão da inflação, que naquele ano foi de 211%; em 2024, de 118%; e até agosto deste ano, de quase 20%.

Milei atravessa seu pior momento político desde que assumiu o poder em dezembro de 2023, após o revés eleitoral nas legislativas da província de Buenos Aires, onde o governo perdeu por 14 pontos frente ao peronismo de centro-esquerda.

O governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, que após a eleição provincial emerge para alguns como possível figura central da oposição em substituição à ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre pena em prisão domiciliar, comemorou o resultado.

"O povo está de pé e de maneira multitudinária voltou a dizer a Milei que as universidades não se vendem, os hospitais não se desfinanciam e os direitos não se negociam", escreveu no X após a votação.

A Argentina celebrará eleições legislativas nacionais em 26 de outubro.

Além disso, no início de setembro, o Congresso reverteu pela primeira vez um veto presidencial e manteve firme uma lei que concede mais fundos para pessoas com deficiência, uma área sob suspeitas de corrupção que envolvem a irmã do presidente, Karina Milei.

H.M.Hernandez--TFWP