The Fort Worth Press - Bolívia inicia eleições para presidente e Congresso com direita como favorita

USD -
AED 3.673002
AFN 64.499354
ALL 81.982977
AMD 361.970377
ANG 1.790365
AOA 918.00011
ARS 1516.502502
AUD 1.437401
AWG 1.8025
AZN 1.698647
BAM 1.749507
BBD 2.015019
BDT 123.35519
BGN 1.683441
BHD 0.377671
BIF 3000.791659
BMD 1
BND 1.282667
BOB 11.949925
BRL 5.010095
BSD 1.000443
BTN 96.773876
BWP 13.820371
BYN 3.062335
BYR 19600
BZD 2.012049
CAD 1.42267
CDF 2315.00021
CHF 0.83175
CLF 0.024752
CLP 977.360038
CNY 6.70455
CNH 6.70416
COP 3228.19
CRC 455.852689
CUC 1
CUP 24.010877
CVE 98.634512
CZK 21.744976
DJF 177.720043
DKK 6.671051
DOP 60.532601
DZD 134.431008
EGP 52.403798
ERN 15
ETB 163.413408
EUR 0.89242
FJD 2.250295
FKP 0.756809
GBP 0.756265
GEL 2.594997
GGP 0.756809
GHS 11.810379
GIP 0.756809
GMD 73.999665
GNF 8801.205816
GTQ 7.648201
GYD 209.311167
HKD 7.847995
HNL 26.853682
HRK 6.721981
HTG 131.003976
HUF 326.190498
IDR 17935
ILS 3.063201
IMP 0.756809
INR 96.82405
IQD 1515.68552
IRR 1732150.000254
ISK 122.080184
JEP 0.756809
JMD 158.929793
JOD 0.709027
JPY 157.808501
KES 129.849782
KGS 87.449873
KHR 4071.865929
KMF 439.999945
KPW 900.000318
KRW 1343.229608
KWD 0.310799
KYD 0.833695
KZT 450.986443
LAK 22482.925804
LBP 89588.832782
LKR 331.11789
LRD 171.077407
LSL 16.697677
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.431616
MAD 9.969542
MDL 17.893131
MGA 4467.244826
MKD 55.084935
MMK 2099.765857
MNT 3595.748979
MOP 8.086572
MRU 39.937025
MUR 47.519888
MVR 15.410425
MWK 1734.762793
MXN 18.18129
MYR 4.090977
MZN 63.910171
NAD 16.697677
NGN 1329.480088
NIO 36.818706
NOK 9.56679
NPR 154.837844
NZD 1.785017
OMR 0.384501
PAB 1.000434
PEN 3.441332
PGK 4.534334
PHP 62.990503
PKR 277.046363
PLN 3.90761
PYG 5758.066392
QAR 3.646805
RON 4.771197
RSD 104.74904
RUB 85.028424
RWF 1477.66154
SAR 3.752339
SBD 8.000512
SCR 13.9577
SDG 601.496767
SEK 9.974635
SGD 1.28075
SHP 0.756573
SLE 24.670034
SLL 20969.491881
SOS 571.783828
SRD 37.650497
STD 20697.981008
STN 21.915995
SVC 8.753796
SYP 13002.000254
SZL 16.692832
THB 33.63896
TJS 9.219037
TMT 3.51
TND 2.99182
TOP 2.40776
TRY 49.2133
TTD 6.795747
TWD 31.969302
TZS 2640.002946
UAH 44.936959
UGX 4096.93088
UYU 40.119329
UZS 11820.21889
VES 873.63875
VND 25899.5
VUV 120.100619
WST 2.770789
XAF 585.38891
XAG 0.01694
XAU 0.000242132803
XCD 2.70255
XCG 1.803007
XDR 0.707052
XOF 585.38891
XPF 106.681218
YER 236.185622
ZAR 16.605982
ZMK 9001.201945
ZMW 19.919225
ZWL 321.999592
SSP 5751.632701
MXV 2.054478
Bolívia inicia eleições para presidente e Congresso com direita como favorita
Bolívia inicia eleições para presidente e Congresso com direita como favorita / foto: © AFP

Bolívia inicia eleições para presidente e Congresso com direita como favorita

Os bolivianos, fartos da crise econômica, votam para presidente e Congresso neste domingo (17) com a direita como favorita para pôr fim a duas décadas de governos de esquerda iniciados por Evo Morales.

Tamanho do texto:

Um país com escassez de dólares e combustível e com uma inflação anual de quase 25%, a mais alta em 17 anos, vai às urnas determinado a punir o Movimento ao Socialismo (MAS), que governa desde 2006, primeiro com Morales e depois com Luis Arce, hoje adversários.

Mais de 7,9 milhões de bolivianos são chamados para eleger entre oito candidatos presidenciais e renovar o Congresso de 166 membros.

A votação começou às 8h00, horário local (09h00 no horário de Brasília) e vai até às 16h00 (17h00 no horário de Brasília).

O milionário Samuel Doria Medina, de 66 anos, e o ex-presidente Jorge Tuto Quiroga, de 65 anos, têm uma confortável vantagem entre os oito candidatos.

Praticamente empatados nas pesquisas, os dois devem disputar o segundo turno no dia 19 de outubro, em um duelo inédito entre candidatos de direita. Eduardo del Castillo, do partido governista, e o líder esquerdista do Senado, Andrónico Rodríguez, estão atrás.

A mudança parece iminente, dada a difícil situação econômica que a maioria atribui ao governo Arce.

Durante sua gestão, a Bolívia, outrora uma rica produtora de gás com importantes recursos inexplorados de lítio, quase esgotou suas reservas em dólares com subsídios onerosos aos combustíveis para seus 11,3 milhões de habitantes.

"As pessoas se cansaram; vejo a situação como ruim: não há gasolina, nem diesel, nem gás" para uso doméstico, disse à AFP Saturnina Sahuira, vendedora ambulante de 47 anos em La Paz.

Acompanhada de seus cinco filhos, esta indígena aimará permaneceu fiel ao MAS por anos. Agora, ela retrata o desencanto até mesmo do setor mais favorecido com suas políticas assistencialistas, já que votará por uma mudança, sem revelar qual.

Miguel Angel Miranda, um estudante de 21 anos, acredita que, depois de duas décadas, as pessoas perceberam que o socialismo "não funcionou". "Vai levar um tempo para se adaptar a um novo modelo político", diz. Mas, assim como ele, muitos acreditam que isso é inevitável.

- Ruptura -

Doria Medina e Quiroga personificam o desejo de ruptura. Suas propostas convergem: implementar uma economia de mercado e desmantelar o modelo implementado pelo MAS.

O primeiro promete um plano de choque de 100 dias: "Vamos recuperar a estabilidade econômica e depois fazer uma série de mudanças profundas na Bolívia para nos afastarmos do estatismo", disse à AFP.

O empresário fez fortuna na indústria de cimento, no setor hoteleiro e no fast-food.

Seu rival é um político conhecido. Quiroga foi presidente entre 2001 e 2002, quando, como vice-presidente, assumiu o poder para substituir Hugo Banzer, um ex-ditador da década de 1970 que mais tarde foi eleito democraticamente, mas renunciou após contrair câncer.

Ele antecipa uma reviravolta: "Vamos mudar tudo, absolutamente tudo. São 20 anos perdidos."

Ambos fracassaram em mais de uma tentativa de chegar à presidência. Eles também estão unidos pelo desejo de responsabilizar Evo Morales.

- À sombra -

Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia, que governou de 2006 a 2019, tentou concorrer a um quarto mandato nesta eleição, mas foi proibido pela justiça.

Ele também enfrenta um mandado de prisão pelo suposto tráfico de uma menor durante o mandato, acusação que nega.

O líder cocaleiro, de 65 anos, que durante seu governo conseguiu reduzir a pobreza e triplicar o PIB com seu plano de nacionalizações, lutou até a morte com Arce, o que dinamitou o MAS.

Entrincheirado em uma pequena cidade no Trópico de Cochabamba, sob a proteção de seus apoiadores mais leais, ele tenta evitar sua prisão. De lá, promove o voto nulo devido à falta de um candidato para apoiar.

Tudo está pronto para uma mudança na política boliviana.

A direita "é como uma nova voz, e também é a única coisa que temos em mãos para sair dessa. Não temos outra opção", resume Jazmin Aruquipa, uma jovem de 21 anos de La Paz.

Analistas também preveem uma mudança de rumo.

"Não acho que as pessoas estejam conscientemente dizendo que querem uma mudança ideológica", mas sim "que querem estabilidade", disse Daniela Osorio Michel, pesquisadora do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais, à AFP.

C.Dean--TFWP