The Fort Worth Press - Bombardeios russos deixam oito mortos em Kiev

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Bombardeios russos deixam oito mortos em Kiev

Bombardeios russos deixam oito mortos em Kiev

Ao menos oito pessoas morreram em bombardeios russos durante a madrugada desta segunda-feira em Kiev, capital da Ucrânia, anunciaram as autoridades ucranianas, que também relataram a destruição parcial de um edifício residencial.

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O ataque durou mais de quatro horas, primeiro com drones explosivos e depois com mísseis balísticos e de cruzeiro.

O ministro do Interior ucraniano, Igor Klymenko, indicou que os bombardeios russos atingiram "áreas residenciais, hospitais, equipamentos esportivos (...) sem respeitar o conceito de infraestrutura civil".

No distrito de Shevchenko, ao oeste da capital, "toda uma área de um prédio residencial de vários andares foi destruída", disse o ministro no Telegram.

Ao menos sete pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas no edifício, segundo um balanço atualizado pelas autoridades.

Outra pessoa morreu em bombardeios em Bela Tserkva, uma aglomeração ao sul de Kiev, que também deixaram oito feridos, segundo o ministro do Interior.

A Rússia afirmou que atacou alvos alvos militares. "Esta noite, as Forças Armadas da Federação Russa lançaram um ataque agrupado (...) contra empresas do complexo militar-industrial ucraniano na região de Kiev", afirmou o Ministério da Defesa russo em um comunicado.

- "Coalizão de assassinos" -

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou que a Rússia lançou 352 drones e 16 mísseis contra o país na nova onda de ataques.

"Foram 352 drones, incluindo 159 Shaheds (drones de design iraniano) e 16 mísseis, incluindo projéteis balísticos produzidos pela Coreia do Norte", informou Zelensky nas redes sociais.

"Uma grande parte dos drones e mísseis foi derrubada por nossos defensores", acrescentou, antes de chamar a Rússia, o Irã e a Coreia do Norte de "coalizão de assassinos".

O presidente ucraniano chegou nesta segunda-feira ao Reino Unido para se reunir com o rei Charles III e o primeiro-ministro Keir Starmer. Ele pretende "aprofundar a cooperação em defesa" entre os dois países, segundo seu porta-voz.

As cidades ucranianas são alvos de ataques russos todas as noites, no momento em que as negociações para um cessar-fogo estão paralisadas.

Pelo menos 28 pessoas morreram e mais de 130 ficaram feridas em Kiev na madrugada de 17 de junho em um ataque russo com mais de 440 drones e 32 mísseis, segundo as autoridades ucranianas.

Na região de Rostov, no sul da Rússia, um ataque com drones ucranianos nesta segunda-feira "provocou um incêndio em uma empresa industrial no distrito de Kamensky", informou o governador regional Yuri Sliusar no Telegram.

O comandante-chefe do Exército ucraniano, Oleksandr Syrsky, declarou no sábado que a Ucrânia intensificará os ataques contra alvos militares russos, três semanas após uma grande operação contra bases aéreas dentro do território russo.

Em agosto de 2024, o Exército ucraniano fez um ataque surpresa contra a região fronteiriça russa de Kursk, assumindo o controle de quilômetros, mas suas forças foram deslocadas no início deste ano por tropas russas apoiadas por um contingente norte-coreano.

As forças russas ocupam atualmente quase 20% da Ucrânia e Moscou reivindica a anexação de quatro regiões ucranianas, além da península da Crimeia, que anexou em 2014.

A Rússia iniciou ataques na região ucraniana de Sumy e assumiu o controle de várias localidades. Moscou afirma que deseja constituir uma zona de amortecimento.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse na semana passada que não descarta tomar a cidade de Sumy, a capital regional.

No campo diplomático, Kiev manifestou apoio no domingo aos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra instalações nucleares no Irã, por considerar que foram consequência de "ações agressivas" das autoridades iranianas.

A Ucrânia considera que o Irã é "cúmplice" da invasão russa e que está prestando "assistência militar" a Moscou, incluindo drones usados para bombardear o território ucraniano.

J.P.Cortez--TFWP