The Fort Worth Press - Ataque israelense ao Irã, o enésimo feito do Mossad em território inimigo

USD -
AED 3.673005
AFN 65.000583
ALL 81.749936
AMD 362.319598
ANG 1.790365
AOA 917.000207
ARS 1517.512699
AUD 1.435431
AWG 1.8
AZN 1.697925
BAM 1.747811
BBD 2.014182
BDT 123.181412
BGN 1.683441
BHD 0.37705
BIF 3000
BMD 1
BND 1.28025
BOB 11.999867
BRL 4.99967
BSD 0.999987
BTN 96.714521
BWP 13.824844
BYN 3.066935
BYR 19600
BZD 2.01126
CAD 1.425715
CDF 2317.50247
CHF 0.83295
CLF 0.024737
CLP 976.740347
CNY 6.704601
CNH 6.70181
COP 3241.58
CRC 456.562244
CUC 1
CUP 24.000894
CVE 98.050251
CZK 21.796016
DJF 177.719818
DKK 6.674415
DOP 60.350259
DZD 134.523655
EGP 52.376404
ERN 15
ETB 161.000247
EUR 0.89294
FJD 2.24975
FKP 0.753189
GBP 0.756645
GEL 2.57497
GGP 0.753189
GHS 11.780212
GIP 0.753189
GMD 74.000229
GNF 8750.000029
GTQ 7.637967
GYD 209.155291
HKD 7.848205
HNL 26.845398
HRK 6.7267
HTG 130.956211
HUF 326.393959
IDR 17912
ILS 3.072199
IMP 0.753189
INR 96.751699
IQD 1310
IRR 1732150.000247
ISK 122.330007
JEP 0.753189
JMD 158.865058
JOD 0.70898
JPY 157.952498
KES 130.130045
KGS 87.448501
KHR 4062.495472
KMF 438.00041
KPW 900.000318
KRW 1338.110355
KWD 0.31032
KYD 0.833423
KZT 447.018136
LAK 22480.000121
LBP 89599.999834
LKR 330.857909
LRD 170.999714
LSL 16.530184
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.430172
MAD 9.967503
MDL 17.810545
MGA 4500.00026
MKD 55.022341
MMK 2099.693644
MNT 3596.990612
MOP 8.084004
MRU 40.16024
MUR 47.40406
MVR 15.409603
MWK 1740.999777
MXN 17.95633
MYR 4.086899
MZN 63.900789
NAD 16.570192
NGN 1326.460269
NIO 36.67025
NOK 9.575805
NPR 154.747383
NZD 1.78461
OMR 0.384507
PAB 1
PEN 3.44625
PGK 4.450026
PHP 62.700961
PKR 276.99972
PLN 3.908275
PYG 5834.699887
QAR 3.643396
RON 4.780303
RSD 104.914006
RUB 85.500781
RWF 1475
SAR 3.750804
SBD 8.065041
SCR 13.918462
SDG 601.506766
SEK 9.99763
SGD 1.279385
SHP 0.754461
SLE 24.680009
SLL 20969.491881
SOS 571.498647
SRD 37.87102
STD 20697.981008
STN 22.15
SVC 8.750592
SYP 13002.000254
SZL 16.569969
THB 33.645503
TJS 9.230295
TMT 3.5
TND 2.99705
TOP 2.40776
TRY 49.195302
TTD 6.783645
TWD 31.846898
TZS 2635.000254
UAH 44.87185
UGX 4075.012399
UYU 40.10688
UZS 11795.000253
VES 872.77465
VND 25980.5
VUV 120.182413
WST 2.784712
XAF 585.730117
XAG 0.016702
XAU 0.00024307539
XCD 2.70255
XCG 1.802299
XDR 0.707052
XOF 585.730117
XPF 106.593742
YER 236.224982
ZAR 16.608285
ZMK 9001.191881
ZMW 19.890974
ZWL 321.999592
SSP 5747.740458
MXV 2.029503
Ataque israelense ao Irã, o enésimo feito do Mossad em território inimigo
Ataque israelense ao Irã, o enésimo feito do Mossad em território inimigo / foto: © AFP

Ataque israelense ao Irã, o enésimo feito do Mossad em território inimigo

Além da operação militar em si, o ataque de Israel ao Irã foi apoiado pelo trabalho meticuloso do Mossad, seu serviço de inteligência estrangeira, que há anos é capaz de se infiltrar no poder da República Islâmica.

Tamanho do texto:

A história dirá se a operação "Leão Ascendente" conseguirá privar o Irã de sua capacidade de adquirir uma arma nuclear. Mas a ofensiva entrará para a lista de campanhas espetaculares de espiões israelenses no exterior.

"Isso demonstra a superioridade operacional e de inteligência de Israel sobre o Irã", disse Danny Citrinowicz, do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Tel Aviv, à AFP.

Em julho do ano passado, o Irã foi humilhado pelo assassinato em Teerã de Ismail Haniyeh, líder político do movimento islamista palestino Hamas. Desde então, o Irã "tem sido incapaz de cobrir as brechas em seu sistema", disse Citrinowicz.

- "Centenas de agentes" -

A ofensiva, relatada em detalhes pela mídia israelense e americana, combinou o uso de drones, anteriormente introduzidos no Irã, e a intervenção de mísseis e caças.

O jornalista especialista israelense Barak Ravid observou que "centenas de agentes do Mossad, tanto dentro do Irã quanto na sede, estavam envolvidos, incluindo uma unidade especial de operadores iranianos que trabalham para o Mossad".

No centro do Irã, comandos "posicionaram sistemas de armas guiadas em campo aberto, perto de lançadores de mísseis terra-ar iranianos", explicou.

O serviço também "desdobrou secretamente sistemas de armas e tecnologia sofisticada escondidos em veículos".

Essa mobilização destruiu as defesas aéreas do Irã, abrindo caminho para caças e mísseis israelenses, assim como baterias de mísseis que Teerã poderia ter usado contra Israel em resposta.

- Altos comandos -

Segundo a mídia israelense, a operação levou de oito meses a dois anos para ser preparada, mas contou com a infiltração israelense de longa data no programa nuclear iraniano.

"Israel monitora o programa nuclear [iraniano] há mais de 15 anos", observou Michael Horowitz, especialista americano em geopolítica. Os bombardeios são "o resultado de anos de coleta de inteligência e penetração na República Islâmica".

A lista de principais vítimas iranianas inclui o chefe do Estado-Maior, o chefe da Guarda Revolucionária e todo o seu serviço aeroespacial, além de nove cientistas nucleares, entre outros.

"É bastante cirúrgico", comentou uma fonte de segurança europeia, embora a operação tenha deixado vítimas colaterais. "Há um grau impressionante de precisão e controle", disse ele.

- Obsessão iraniana -

Em setembro, o Mossad surpreendeu a todos ao atacar o movimento libanês Hezbollah com pagers carregados de explosivos. Segundo as autoridades libanesas, o ataque deixou 39 mortos e milhares de feridos.

Mas a lista de assassinatos de inimigos de Israel já havia forjado a reputação do Mossad anos antes.

Após a operação dos pagers, Alain Chouet, ex-número três do serviço de inteligência estrangeiro francês, o DGSE, estava "convencido de que [o Mossad tinha] meia dúzia de estruturas prontas e capazes de agir a qualquer momento" no Irã.

No sábado, ele confirmou isso, observando que o Mossad poderia "mobilizar muitos agentes em poucas questões, enquanto os serviços ocidentais supostamente precisam ter uma cobertura planetária".

Em contraste, "a contrainteligência iraniana é um serviço de segurança focado principalmente em ameaças internas".

O resultado: uma infiltração com consequências desastrosas.

- O papel de Washington -

O papel do governo americano, aliado fiel de Israel, permanece obscuro. Mas, mesmo que involuntário, é real.

Recentemente, foi noticiado que as relações entre o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se deterioraram.

Ultimamente, Trump esnobou Netanyahu, como ao assinar um acordo com os rebeldes huthis do Iêmen, ao se envolver em negociações diretas com o Hamas, ao viajar para o Golfo sem parar em Tel Aviv e ao decidir suspender as sanções contra a Síria.

Na véspera dos bombardeios, Trump pediu ao seu aliado que não atacasse o Irã, por considerar que um acordo sobre o programa nuclear iraniano estava "próximo".

A surpresa foi total tanto em Teerã quanto em Washington, exceto para os altos escalões do governo americano, segundo analistas.

No entanto, outra lição permanece: a guerra moderna prioriza a inteligência e as operações clandestinas.

Para paralisar o adversário, "é preciso combinar poder aéreo com operações especiais para gerar efeitos simultâneos nas profundezas do campo de batalha", analisa Benjamin Jensen, do think tank CSIS, em Washington.

S.Jones--TFWP