The Fort Worth Press - Universidade de Columbia está sob pressão de Trump

USD -
AED 3.672973
AFN 64.999695
ALL 82.130758
AMD 361.809735
ANG 1.790365
AOA 918.000291
ARS 1519.952899
AUD 1.434742
AWG 1.8
AZN 1.701114
BAM 1.745962
BBD 2.013775
BDT 123.109062
BGN 1.683441
BHD 0.376975
BIF 2998
BMD 1
BND 1.280235
BOB 12.002428
BRL 4.998801
BSD 0.999835
BTN 96.229211
BWP 13.792611
BYN 3.056102
BYR 19600
BZD 2.01082
CAD 1.425565
CDF 2320.00008
CHF 0.831202
CLF 0.024646
CLP 973.169743
CNY 6.704603
CNH 6.704365
COP 3242.7
CRC 458.138611
CUC 1
CUP 23.996036
CVE 98.550011
CZK 21.793398
DJF 177.720184
DKK 6.660402
DOP 60.298278
DZD 134.406173
EGP 52.389699
ERN 15
ETB 163.313009
EUR 0.89113
FJD 2.24925
FKP 0.755628
GBP 0.75644
GEL 2.594959
GGP 0.755628
GHS 11.769432
GIP 0.755628
GMD 74.000135
GNF 8755.000112
GTQ 7.643653
GYD 209.145892
HKD 7.84715
HNL 26.839317
HRK 6.714196
HTG 130.924803
HUF 327.432038
IDR 17619.85
ILS 3.0539
IMP 0.755628
INR 96.342984
IQD 1309.783652
IRR 1798277.489851
ISK 122.09034
JEP 0.755628
JMD 158.634511
JOD 0.708982
JPY 157.95798
KES 129.798309
KGS 87.449622
KHR 4055.000124
KMF 438.999748
KPW 900.000318
KRW 1341.14007
KWD 0.309051
KYD 0.833181
KZT 457.431329
LAK 22470.00004
LBP 89549.99986
LKR 330.501855
LRD 170.999478
LSL 16.652844
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.428517
MAD 9.981119
MDL 17.962532
MGA 4439.425455
MKD 54.966098
MMK 2099.456706
MNT 3596.082114
MOP 8.081756
MRU 40.114449
MUR 48.050254
MVR 15.459996
MWK 1733.723743
MXN 18.077897
MYR 4.085602
MZN 63.910041
NAD 16.652249
NGN 1325.839995
NIO 36.798807
NOK 9.575015
NPR 153.967425
NZD 1.78551
OMR 0.384485
PAB 0.99983
PEN 3.449821
PGK 4.529771
PHP 62.624982
PKR 276.936022
PLN 3.90508
PYG 5859.851004
QAR 3.654551
RON 4.7601
RSD 104.651982
RUB 84.825343
RWF 1476.746729
SAR 3.74637
SBD 8.078071
SCR 13.954048
SDG 601.498339
SEK 10.03757
SGD 1.27944
SHP 0.75503
SLE 24.597843
SLL 20969.491881
SOS 571.42347
SRD 37.665963
STD 20697.981008
STN 21.871387
SVC 8.748867
SYP 13002.000254
SZL 16.648143
THB 33.680259
TJS 9.203473
TMT 3.5
TND 2.987632
TOP 2.40776
TRY 49.141099
TTD 6.777452
TWD 31.736005
TZS 2639.664033
UAH 45.063005
UGX 4019.122524
UYU 40.47618
UZS 11771.690272
VES 865.47815
VND 25993
VUV 119.46017
WST 2.788611
XAF 584.542852
XAG 0.016376
XAU 0.000241513809
XCD 2.70255
XCG 1.801926
XDR 0.707052
XOF 584.542852
XPF 106.468359
YER 236.30261
ZAR 16.641704
ZMK 9001.202583
ZMW 19.721654
ZWL 321.999592
SSP 5712.591527
MXV 2.044138
Universidade de Columbia está sob pressão de Trump
Universidade de Columbia está sob pressão de Trump / foto: © AFP

Universidade de Columbia está sob pressão de Trump

Proteger a liberdade de expressão dos alunos ou sucumbir à pressão de Donald Trump? A Universidade de Columbia, o epicentro dos protestos pró-palestinos nos Estados Unidos, anda na corda bamba desse dilema praticamente insolúvel, sob o olhar atônito do mundo educacional.

Tamanho do texto:

Nos últimos dias, a crise que vem se formando no campus de Nova York há mais de um ano é visível no rosto de Mahmoud Khalil.

O jovem recém-formado foi detido no início de março pela polícia de imigração e alfândega com o objetivo de deportá-lo devido ao seu papel de porta-voz do movimento estudantil contra a guerra de Israel em Gaza.

O caso, que comoveu além dos círculos de ativistas dos EUA, reflete a preocupação dos defensores da liberdade de expressão e simboliza as ambições do presidente americano.

Trump, que prometeu que a detenção de Khalil será a primeira de muitas, quer acabar a todo custo com estas manifestações, que considera antissemitas.

Com Columbia, que ele acaba de cortar 400 milhões de dólares (2,3 bilhões de reais na coação atual) em subsídios por não proteger suficientemente seus alunos judeus, Trump quer enviar uma mensagem às grandes universidades, que ele ameaça com represálias se não se curvarem aos seus projetos.

"Columbia se encontra em uma posição impossível, e estamos seguros de que as outras 60 instituições de ensino superior que foram apontadas por má conduta (...) estão prestando atenção especial à resposta à Columbia", declarou à AFP Lynn Pasquerella, presidente da Associação de Universidades Americanas.

- Reforma a troco de milhões -

"O que está em jogo é enorme, não só para Columbia, mas também para todas as universidades do país", reconheceu a presidente interina da universidade, Katrina Armstrong, em um comunicado emitido no fim de semana.

A universidade prometeu continuar seus "esforços para combater o ódio e a discriminação no campus", ao mesmo tempo que "reafirma (seu) compromisso com a liberdade de expressão".

Por trás desta cautelosa postura oficial, criticada em todas as frentes, Columbia está em movimento.

A universidade, agora barricada, exceto pela entrada de agentes de imigração para buscas surpresa, já havia dado sinal verde à polícia para expulsar ativistas pró-palestinos na primavera passada.

Na semana passada, anunciou uma série de sanções disciplinares, inclusive expulsões, contra alunos que realizaram tais protestos no ano passado.

No entanto, nada parece suficiente aos olhos de Trump

Em uma carta enviada à Columbia na semana passada, sua administração dava à universidade um prazo de uma semana para aceitar uma série de reformas drásticas se ela quisesse começar as negociações para recuperar os 400 milhões de dólares.

A carta, enviada, entre outros, pelo Departamento de Educação, pede que a universidade formalize uma definição de antissemitismo e coloque os departamentos de Estudos do Oriente Médio, do Sul da Ásia e da África sob "supervisão acadêmica".

- "Ameaça existencial" -

"Estes esforços da administração de Trump para impor uma definição particular de antissemitismo em uma universidade, confundindo de propósito o sentimento (pró)palestino com atividade ilegal, e sua tentativa de controlar os programas acadêmicos, ameaçam minar os objetivos democráticos do ensino superior", diz Pasquerella.

"É como dizer à Columbia: vou destruí-los ao menos que vocês se destruam primeiro", diz Jameel Jaffer, diretor do Instituto de Columbia dedicado à liberdade de expressão (o Knight First Amendment Institute).

"A subjugação das universidades ao poder oficial é uma característica da autocracia. Ninguém deveria ter ilusões sobre o que está acontecendo", acrescenta Jaffer, que vê na administração de Trump uma "ameaça existencial para a vida acadêmica".

Paradoxalmente, a pressão do presidente republicano deu um novo fôlego às manifestações pró-palestinas, que agora são uma ocorrência diária em Nova York, transbordando o campus e se infiltrando até mesmo na Trump Tower em Manhattan.

A presidente da Associação Americana de Faculdades e Universidades teme que essas erupções mascarem um dano que já está profundamente enraizado no mundo universitário americano.

"Muitas instituições estão se antecipando e já estão cumprindo as solicitações do governo, mesmo que não tenham sido formalmente solicitadas a fazê-lo, para evitar serem alvo", explica.

"E quem perde com isso são os estudantes", adverte.

J.Ayala--TFWP