The Fort Worth Press - Palestina relata seu isolamento em prisão israelense

USD -
AED 3.672501
AFN 65.999825
ALL 81.712045
AMD 361.753434
ANG 1.790365
AOA 916.999977
ARS 1522.124996
AUD 1.43769
AWG 1.8025
AZN 1.681394
BAM 1.737061
BBD 2.009761
BDT 122.681351
BGN 1.683441
BHD 0.376139
BIF 3010.440397
BMD 1
BND 1.277095
BOB 11.989466
BRL 5.2242
BSD 0.997864
BTN 96.673343
BWP 13.795125
BYN 3.005582
BYR 19600
BZD 2.00683
CAD 1.42524
CDF 2310.000172
CHF 0.82809
CLF 0.024807
CLP 979.509518
CNY 6.70455
CNH 6.70674
COP 3308.893734
CRC 457.228121
CUC 1
CUP 23.947846
CVE 97.93455
CZK 21.706797
DJF 177.688171
DKK 6.642815
DOP 59.57821
DZD 133.733008
EGP 52.229805
ERN 15
ETB 162.980864
EUR 0.888603
FJD 2.24725
FKP 0.755263
GBP 0.75505
GEL 2.604995
GGP 0.755263
GHS 11.719461
GIP 0.755263
GMD 73.50029
GNF 8777.749653
GTQ 7.625865
GYD 208.729866
HKD 7.84735
HNL 26.789767
HRK 6.695201
HTG 130.667057
HUF 327.345503
IDR 17916
ILS 3.05233
IMP 0.755263
INR 96.32555
IQD 1307.215085
IRR 1746539.491398
ISK 121.870146
JEP 0.755263
JMD 157.969296
JOD 0.709008
JPY 157.661504
KES 129.109971
KGS 87.450019
KHR 4047.374802
KMF 438.000055
KPW 900.000318
KRW 1343.719668
KWD 0.30883
KYD 0.831494
KZT 448.324711
LAK 22413.969207
LBP 89356.739689
LKR 329.992317
LRD 170.627184
LSL 16.684267
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.390415
MAD 9.913803
MDL 17.831877
MGA 4408.878152
MKD 54.688367
MMK 2099.850161
MNT 3596.272149
MOP 8.065423
MRU 39.874236
MUR 48.15001
MVR 15.459807
MWK 1730.237185
MXN 18.14605
MYR 4.0821
MZN 63.899915
NAD 16.683971
NGN 1327.079931
NIO 36.716804
NOK 9.61875
NPR 154.675975
NZD 1.77991
OMR 0.383727
PAB 0.997864
PEN 3.457929
PGK 4.518991
PHP 62.542498
PKR 276.377225
PLN 3.89645
PYG 5837.970344
QAR 3.637252
RON 4.743198
RSD 104.342729
RUB 83.348513
RWF 1477.820262
SAR 3.74637
SBD 8.078071
SCR 13.739137
SDG 601.504144
SEK 10.03186
SGD 1.279205
SHP 0.75503
SLE 24.602782
SLL 20969.491881
SOS 570.291718
SRD 37.811496
STD 20697.981008
STN 21.76008
SVC 8.730599
SYP 13002.000254
SZL 16.680803
THB 33.530267
TJS 9.185144
TMT 3.5
TND 2.97343
TOP 2.40776
TRY 49.164001
TTD 6.766113
TWD 31.851498
TZS 2629.336953
UAH 44.898682
UGX 3981.685844
UYU 40.216537
UZS 11769.199
VES 865.47815
VND 25985.5
VUV 119.582079
WST 2.788611
XAF 582.885502
XAG 0.016441
XAU 0.000240993181
XCD 2.70255
XCG 1.798376
XDR 0.707052
XOF 582.885502
XPF 105.923679
YER 236.302774
ZAR 16.64225
ZMK 9001.183254
ZMW 19.607338
ZWL 321.999592
SSP 5712.591527
MXV 2.053193
Palestina relata seu isolamento em prisão israelense
Palestina relata seu isolamento em prisão israelense / foto: © AFP

Palestina relata seu isolamento em prisão israelense

Quando desceu do ônibus que transportava dezenas de palestinos libertados por Israel, Khalida Jarrar, figura da Frente Popular para a Libertação da Palestina (PFLP), não conseguia falar depois de ter passado seis meses em confinamento solitário.

Tamanho do texto:

Apenas no dia seguinte encontrou palavras para denunciar à AFP os "maus-tratos" na prisão, acusações rejeitadas pela administração prisional de Israel.

Deputada do Parlamento palestino, que não se reúne desde 2007, a mulher de 61 anos esteve entre os cerca de 90 presos libertados por Israel no âmbito de um acordo de trégua com o Hamas que também libertou três reféns detidos pelo movimento islamista em Gaza.

O acordo foi firmado depois de mais de 15 meses de uma guerra devastadora em Gaza, desencadeada por um ataque sem precedentes do grupo palestino no sul de Israel em 7 de outubro de 2023.

A militante feminista é membro do gabinete político da PFLP, um movimento de obediência marxista e listado como uma "organização terrorista" por Israel, Estados Unidos e União Europeia.

Quando chegou a Ramallah, na Cisjordânia ocupada, Jarrar estava irreconhecível, com o rosto pálido, os cabelos grisalhos e o semblante atordoado.

"Foi a primeira vez que conversei com um ser humano depois de seis meses de confinamento solitário em minha cela", disse ela à AFP um dia depois.

- Histórico de detenções -

Jarrar também comanda a organização Addameer, que defende presos palestinos em Israel. Ela foi mantida várias vezes em detenção administrativa em Israel, uma medida controversa que permite a detenção por tempo indeterminado sem acusações formais.

A última ocorreu em dezembro de 2023, após 20 meses de reclusão entre 2018 e 2019, sempre acusada de "ameaçar a segurança do Estado".

Entre 2019 e 2021, ela passou dois anos na prisão. Durante este período, sua filha Suha morreu repentinamente aos 31 anos e ela não pôde comparecer ao seu funeral.

Em 2015, um tribunal militar apresentou 15 acusações contra ela, algumas por dar entrevistas, discursar e palestrar ou participar de protestos pedindo a libertação de prisioneiros palestinos.

"Desde 1967, as condições nunca foram tão duras como agora", diz ela, recordando os "ataques frequentes", "a pulverização regular de gás" e "refeições alimentares insuficientes e de má qualidade". A ativista também denuncia a "política de isolamento praticada pelas autoridades de ocupação".

Os palestinos detidos nas prisões israelenses são "tratados como se não fossem seres humanos", diz Jarrar, que considera esta questão uma "causa nacional" palestina.

Um dia após sua libertação, recebeu dezenas de apoiadores que foram parabenizá-la, entre eles, Abla Saadat, esposa do secretário-geral da PFLP, Ahmed Saadat, que também foi libertada após ser colocada sob detenção administrativa em setembro de 2023.

Seu marido está detido por Israel desde 2006 e foi condenado em 2008 a 30 anos de prisão por um tribunal militar israelense que o considerou culpado pelas ações do grupo, sobretudo as de caráter "militar".

Mas Saadat corre o risco de voltar para a prisão. "A acusação contra mim é de que estou perturbando a segurança do Estado, e não sei como", questiona.

As prisões "se tornaram cemitérios onde os prisioneiros palestinos se sentem superlotados", lamenta Saadat, chefe da União de Comitês de Mulheres Palestinas, também considerada uma "organização terrorista" por Israel.

Após o ataque de 7 de outubro, organizações de direitos humanos alertaram sobre a deterioração das condições de detenção dos palestinos, citando "maus-tratos sistemáticos" e "tortura".

Em uma resposta à AFP, as autoridades prisionais israelenses negaram as denúncias feitas pelas duas ativistas.

"Não temos conhecimento destas denúncias. De acordo com nossas informações, nenhum incidente deste tipo ocorreu nas prisões sob nossa responsabilidade. Os detentos têm o direito de registrar uma queixa, que será examinada minuciosamente", afirmaram.

T.M.Dan--TFWP