The Fort Worth Press - Israel promete continuar desferindo 'duros golpes' contra Hezbollah no Líbano

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Israel promete continuar desferindo 'duros golpes' contra Hezbollah no Líbano
Israel promete continuar desferindo 'duros golpes' contra Hezbollah no Líbano / foto: © AFP

Israel promete continuar desferindo 'duros golpes' contra Hezbollah no Líbano

O Exército de Israel prometeu nesta quinta-feira (3) que continuará desferindo "duros golpes" contra o Hezbollah no Líbano, onde suas tropas estão envolvidas em combates terrestres apoiados por ataques aéreos contra membros do movimento islamista.

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Após uma campanha de bombardeios intensos contra a organização pró-iraniana, os quais abateram vários líderes do Hezbollah e deixaram mais de 1.000 mortos em todo o Líbano, segundo as autoridades libanesas, Israel iniciou na segunda-feira incursões terrestres no sul.

A aviação israelense atacou hoje "o quartel-general da inteligência" do movimento nas proximidades da capital libanesa, anunciou o Exército.

O site de notícias americano Axios assegura, citando três fontes oficiais israelenses, que o alvo do ataque era Hashem Safieddine, o possível sucessor à frente do Hezbollah de Hassan Nasrallah, assassinado há uma semana. O Exército israelense não confirmou essa informação.

Já o Hezbollah afirmou que um ataque atingiu um depósito perto do aeroporto de Beirute, e uma fonte próxima do movimento informou nesta noite que até 11 bombardeios consecutivos ocorreram no sul da capital, reduto da organização.

No total, 37 pessoas morreram e 151 ficaram feridas nos ataques aéreos israelenses desta quinta, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.

Quase um ano após o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do grupo palestino Hamas em 7 de outubro de 2023 em solo israelense, Israel anunciou, em meados de setembro, que o "centro de gravidade" do conflito havia se deslocado para o norte, na fronteira libanesa.

Israel afirma que busca enfraquecer o Hezbollah para permitir o retorno de dezenas de milhares de pessoas deslocadas desde que o movimento islamista xiita começou a lançar, há um ano, projéteis contra o norte do seu território em apoio ao Hamas.

O chefe do Estado-Maior israelense, general Herzi Halevi, prometeu que suas forças continuarão atacando as posições do Hezbollah e não permitirão que o movimento islamista se "restabaleça" no sul do Líbano.

"Os duros golpes contra o Hezbollah [...] vão continuar", disse o general em discurso transmitido pela televisão.

O Exército libanês afirmou, nesta quinta-feira, que pela primeira vez em um ano respondeu a disparos israelenses no sul após a morte de dois de seus soldados.

O temor de uma escalada do conflito no Oriente Médio aumentou depois de o Irã lançar quase 200 mísseis contra Israel na terça-feira, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometer que a República Islâmica pagará por seu "grande erro".

Os líderes dos países do G7 – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido – expressaram "sua profunda preocupação com a deterioração da situação no Oriente Médio".

"Não acredito que haverá uma guerra total. Acho que podemos evitar isso", disse o presidente americano Joe Biden.

- 'De uma guerra para a outra' -

O Irã disse que agiu em resposta ao assassinato de Nasrallah em um bombardeio israelense perto de Beirute, e à morte do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, abatido em 31 de julho em um ataque com explosivos em Teerã que foi atribuído a Israel.

Biden declarou nesta quinta-feira que está em conversas com Israel sobre a possibilidade de atacar as instalações petrolíferas iranianas, o que impulsionou as cotações do petróleo.

Antes do amanhecer, as tropas israelenses bombardearam um centro de atendimento de emergência gerido pelo Hezbollah no centro de Beirute, matando pelo menos sete pessoas, segundo o grupo.

O Exército israelense anunciou nesta quinta-feira que matou 15 combatentes do Hezbollah em um bombardeio noturno contra um "edifício da prefeitura de Bint Jbeil", onde afirmou que "estavam armazenadas grandes quantidades de armas".

Segundo números oficiais libaneses, cerca de 2 mil pessoas morreram no Líbano desde outubro de 2023, das quais mais de mil desde o início dos intensos bombardeios em setembro.

Mais de 40 socorristas e bombeiros morreram em três dias nos bombardeios israelenses, segundo as autoridades libanesas.

O governo do Líbano estima que cerca de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas por esses ataques.

"Estamos indo de uma guerra para outra", lamenta Ahmad Mustafa, um sírio de 46 anos que, dez anos após fugir para o Líbano por causa da guerra civil, voltou a seu país natal com sua mulher e seus três filhos.

A suspensão dos voos comerciais de diversas companhias aéreas levou muitos governos a organizarem operações para retirar seus cidadãos.

- Bombardeios em Gaza -

O Hezbollah disse, por sua vez, que repeliu duas incursões israelenses perto da fronteira, detonando artefatos explosivos contra uma delas.

O grupo também disse que disparou foguetes contra Tiberíades, no norte de Israel.

O Exército israelense, que informou sobre a morte de nove soldados desde segunda-feira no sul do Líbano, anunciou que mobilizou uma segunda divisão como reforço.

 

Israel está em guerra com o Hamas desde o ataque sem precedentes do movimento islamista palestino em 7 de outubro de 2023, que resultou em 1.205 mortes, segundo um levantamento da AFP baseado em números oficiais israelenses.

Até o momento, a ofensiva israelense deixou mais de 41.788 mortos no estreito território palestino, em sua maioria civis, segundo as autoridades do governo do Hamas.

O conflito também aumentou a tensão na Cisjordânia, onde a Autoridade Palestina denunciou a morte de 18 pessoas em um bombardeio israelense no campo de refugiados de Tulkarem, o ataque mais letal desde 2000 neste território ocupado, segundo uma fonte de segurança palestina.

T.Dixon--TFWP