The Fort Worth Press - Yahya Sinwar, um novo líder radical e pragmático para o Hamas

USD -
AED 3.672504
AFN 63.999936
ALL 81.482729
AMD 362.820055
ANG 1.790365
AOA 916.999834
ARS 1525.012699
AUD 1.446132
AWG 1.8025
AZN 1.695771
BAM 1.733158
BBD 2.015756
BDT 123.052656
BGN 1.683441
BHD 0.377328
BIF 3004.44854
BMD 1
BND 1.281424
BOB 12.054428
BRL 5.230701
BSD 1.000833
BTN 96.45446
BWP 14.158233
BYN 3.014683
BYR 19600
BZD 2.012832
CAD 1.424255
CDF 2312.502658
CHF 0.832815
CLF 0.024879
CLP 982.440431
CNY 6.70475
CNH 6.717545
COP 3322.13
CRC 457.240078
CUC 1
CUP 24.018396
CVE 97.712812
CZK 21.79565
DJF 177.720249
DKK 6.659485
DOP 59.79566
DZD 133.651016
EGP 52.3167
ERN 15
ETB 163.475001
EUR 0.89083
FJD 2.25435
FKP 0.753812
GBP 0.758475
GEL 2.594998
GGP 0.753812
GHS 11.724777
GIP 0.753812
GMD 74.000091
GNF 8804.033816
GTQ 7.645479
GYD 209.346324
HKD 7.84555
HNL 26.865513
HRK 6.667403
HTG 130.978015
HUF 329.012496
IDR 17993
ILS 3.086098
IMP 0.753812
INR 96.30665
IQD 1311.020726
IRR 1693850.000176
ISK 122.039478
JEP 0.753812
JMD 157.630753
JOD 0.709031
JPY 158.206501
KES 129.749745
KGS 87.446989
KHR 4053.132006
KMF 434.99975
KPW 900.000318
KRW 1361.380186
KWD 0.308901
KYD 0.834057
KZT 443.471634
LAK 22442.975382
LBP 89622.18589
LKR 330.728128
LRD 171.587828
LSL 16.576308
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411393
MAD 9.760381
MDL 17.819861
MGA 4419.297095
MKD 54.561083
MMK 2099.783199
MNT 3598.053803
MOP 8.089432
MRU 40.068766
MUR 47.819883
MVR 15.459637
MWK 1735.373872
MXN 18.36424
MYR 4.086018
MZN 63.902642
NAD 16.575573
NGN 1327.789871
NIO 36.828953
NOK 9.640265
NPR 154.325085
NZD 1.78742
OMR 0.384514
PAB 1.000833
PEN 3.453202
PGK 4.464491
PHP 62.783499
PKR 277.237331
PLN 3.899565
PYG 5831.841625
QAR 3.648069
RON 4.761304
RSD 104.70198
RUB 83.372742
RWF 1476.791379
SAR 3.756193
SBD 8.065041
SCR 13.814664
SDG 601.498155
SEK 10.077395
SGD 1.28159
SHP 0.754575
SLE 24.599569
SLL 20969.491881
SOS 571.929887
SRD 37.6725
STD 20697.981008
STN 21.711004
SVC 8.757067
SYP 13002.000254
SZL 16.569484
THB 33.704501
TJS 9.217388
TMT 3.5
TND 2.975471
TOP 2.40776
TRY 49.033104
TTD 6.789784
TWD 31.945697
TZS 2635.003009
UAH 44.939475
UGX 3973.556883
UYU 40.28499
UZS 11829.395814
VES 859.10005
VND 25982
VUV 119.747847
WST 2.7762
XAF 584.346135
XAG 0.016524
XAU 0.000240016513
XCD 2.70255
XCG 1.803617
XDR 0.707052
XOF 584.346135
XPF 105.684789
YER 236.42499
ZAR 16.738185
ZMK 9001.201289
ZMW 19.680804
ZWL 321.999592
SSP 5712.591904
MXV 2.078336
Yahya Sinwar, um novo líder radical e pragmático para o Hamas
Yahya Sinwar, um novo líder radical e pragmático para o Hamas / foto: © AFP/Arquivos

Yahya Sinwar, um novo líder radical e pragmático para o Hamas

Yahya Sinwar, designado nesta terça-feira (6) como novo líder político do Hamas, é um ativista radical e pragmático que passou muitos anos na prisão, conseguiu escapar de múltiplas tentativas de assassinato e é considerado o cérebro dos ataques de 7 de outubro contra Israel.

Tamanho do texto:

Ele passou 23 anos nas prisões israelenses e, depois, entrou para o aparato de segurança do movimento islamista palestino, onde foi responsável pelas purgas. Hoje, Israel o considera um "homem morto".

O até então líder do Hamas na Faixa de Gaza, de 61 anos, foi o cérebro do ataque de 7 de outubro, quando centenas de milicianos palestinos atacaram kibutzes, bases militares e uma festa rave em Israel, no pior atentado contra civis desde a criação do Estado israelense em 1948.

Naquele dia, 1.198 pessoas morreram e cerca de 240 foram tomadas como reféns, segundo números de Israel.

"Foi a estratégia dele, foi ele quem organizou a operação" provavelmente durante um ou dois anos, explica à AFP Leïla Seurat, pesquisadora do Centro Árabe de Pesquisa e Estudos Políticos (CAREP) em Paris.

Sinwar substitui Ismail Haniyeh, que foi assassinado em Teerã em 31 de julho em um ataque com explosivos, que tanto o Hamas quanto o Irã atribuem a Israel, que por sua vez não reivindicou o ataque.

Esse homem simples e de cabelos brancos "impôs sua agenda para mudar o equilíbrio de poder no terreno e surpreendeu a todos", aponta a especialista.

Sinwar não é visto em público desde outubro. "Ele é o homem da segurança por excelência (...) com um carisma de líder", disse à AFP Abu Abdallah, um membro do Hamas que esteve com ele na prisão em 2017, quando Sinwar assumiu o comando.

- Radical e pragmático -

Em 1987, quando a primeira Intifada (levante contra a ocupação israelense) eclodiu em um campo de refugiados no norte da Faixa de Gaza, Sinwar, nascido em Khan Yunis, se juntou ao Hamas, que acabara de ser criado.

Aos 25 anos, já dirigia a Organização da Jihad e da Pregação, uma unidade de inteligência do Hamas que punia os "colaboradores" palestinos com Israel.

Em 1988, fundou o Majd, o serviço de segurança interna do Hamas. Um ano depois, foi preso e se tornou líder dos prisioneiros.

Apesar de ter sido condenado várias vezes à prisão perpétua, foi libertado em 2011 junto com mil outros detidos por um acordo com Israel em troca da libertação de Gilad Shalit, um soldado israelense feito refém pelo Hamas durante cinco anos.

Sinwar viu Israel eliminar seus mentores, como o xeque Ahmed Yassin e Salah Chehadé, fundador das brigadas Ezzedin Al Qasam, o braço armado do Hamas.

Seu nome está na lista americana de "terroristas internacionais" e ele foi alvo de múltiplas tentativas de assassinato.

Em 2017, foi eleito líder do Hamas em Gaza e impulsionou uma estratégia "radical a nível militar e pragmática no aspecto político", aponta Leïla Seurat.

- Estrangulado "com uma kufiya" -

A mídia israelense publicou trechos de seus interrogatórios. Em um deles, Sinwar falou sobre o sequestro de um "traidor". "O levamos para o cemitério de Khan Yunis (...), o coloquei em uma sepultura e o estrangulei com uma kufiya (...). Estava seguro de que sabia que merecia morrer."

No campo político, Sinwar defende uma liderança palestina unificada para todos os territórios ocupados: a Faixa de Gaza, atualmente sob controle do Hamas, a Cisjordânia, administrada pelo Fatah de Mahmoud Abbas, e Jerusalém Oriental.

Em 2017, o Hamas aceitou o princípio de um Estado palestino dentro das fronteiras de 1967, mas manteve como objetivo final a "libertação" de todo o território da Palestina de 1948, incluindo o atual território israelense.

Mas quando a estratégia de "respeitabilidade" do Hamas fracassa, ele opta pela violência.

Em 2018-19, quando ninguém no mundo parecia interessado na questão palestina, promoveu as Marchas do Retorno, que deixaram quase 300 mortos em confrontos ao longo da barreira de separação com Israel.

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas lançou seu ataque fazendo explodir o posto de controle que guardava a fronteira com a Faixa de Gaza, bloqueada desde 2007. A resposta israelense já custou quase 40 mil vidas, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.

D.Johnson--TFWP