The Fort Worth Press - Ataque do Irã a Israel deixa mundo em alerta para conflagração regional

USD -
AED 3.672497
AFN 64.499217
ALL 80.84991
AMD 363.721147
ANG 1.790365
AOA 916.999955
ARS 1525.000902
AUD 1.429358
AWG 1.80125
AZN 1.696655
BAM 1.720769
BBD 2.015344
BDT 123.2024
BGN 1.683441
BHD 0.377179
BIF 2998.218331
BMD 1
BND 1.279018
BOB 12.252493
BRL 5.224304
BSD 1.000633
BTN 95.990639
BWP 13.681395
BYN 3.028898
BYR 19600
BZD 2.012441
CAD 1.41831
CDF 2324.999822
CHF 0.832585
CLF 0.024509
CLP 967.749811
CNY 6.71045
CNH 6.707495
COP 3370.42
CRC 454.433476
CUC 1
CUP 24.015028
CVE 97.014302
CZK 21.47195
DJF 178.183674
DKK 6.577404
DOP 59.573457
DZD 133.836454
EGP 52.065199
ERN 15
ETB 163.062433
EUR 0.87995
FJD 2.24175
FKP 0.754339
GBP 0.755095
GEL 2.594988
GGP 0.754339
GHS 11.641892
GIP 0.754339
GMD 74.000115
GNF 8799.890903
GTQ 7.642158
GYD 209.372814
HKD 7.844755
HNL 26.901734
HRK 6.633199
HTG 130.949658
HUF 323.893971
IDR 18020
ILS 3.07101
IMP 0.754339
INR 96.0366
IQD 1310.5
IRR 1374849.999746
ISK 120.57024
JEP 0.754339
JMD 158.398768
JOD 0.709026
JPY 157.291499
KES 129.796993
KGS 87.448495
KHR 4061.324594
KMF 433.00018
KPW 900.000318
KRW 1356.544973
KWD 0.308802
KYD 0.833905
KZT 440.039416
LAK 22451.466454
LBP 89605.352877
LKR 331.202682
LRD 172.102517
LSL 16.443205
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.400781
MAD 9.635971
MDL 17.690714
MGA 4389.484242
MKD 54.175447
MMK 2099.371601
MNT 3597.221926
MOP 8.085273
MRU 40.085344
MUR 47.609923
MVR 15.460034
MWK 1735.117634
MXN 17.98667
MYR 4.081099
MZN 63.909134
NAD 16.443277
NGN 1321.970098
NIO 36.650012
NOK 9.54732
NPR 153.586197
NZD 1.765495
OMR 0.384498
PAB 1.000629
PEN 3.399978
PGK 4.44425
PHP 62.503986
PKR 277.050204
PLN 3.848375
PYG 5877.280966
QAR 3.645011
RON 4.645502
RSD 103.454032
RUB 84.50042
RWF 1477.356208
SAR 3.755913
SBD 8.026199
SCR 13.896675
SDG 601.502082
SEK 9.97376
SGD 1.278625
SHP 0.754404
SLE 24.60218
SLL 20969.491881
SOS 571.501674
SRD 37.685994
STD 20697.981008
STN 21.7
SVC 8.755174
SYP 13002.000254
SZL 16.43879
THB 33.604995
TJS 9.230681
TMT 3.5
TND 2.963175
TOP 2.40776
TRY 48.999465
TTD 6.791427
TWD 31.842696
TZS 2635.003027
UAH 44.902339
UGX 3916.996969
UYU 40.11121
UZS 11822.496346
VES 856.71525
VND 25967
VUV 118.916544
WST 2.76931
XAF 577.209255
XAG 0.016414
XAU 0.000241289451
XCD 2.70255
XCG 1.803385
XDR 0.707052
XOF 577.209255
XPF 104.924667
YER 236.625039
ZAR 16.42725
ZMK 9001.206495
ZMW 19.48741
ZWL 321.999592
SSP 5712.591905
MXV 2.036498
Ataque do Irã a Israel deixa mundo em alerta para conflagração regional
Ataque do Irã a Israel deixa mundo em alerta para conflagração regional / foto: © AFP

Ataque do Irã a Israel deixa mundo em alerta para conflagração regional

O ataque iraniano contra Israel gerou preocupação mundial e pedidos de moderação ante o risco de uma escalada de consequências imprevisíveis em uma região onde reina a incerteza há mais de seis meses pela guerra entre Israel e Hamas em Gaza.

Tamanho do texto:

"A campanha [de bombardeios iranianos] ainda não acabou, devemos permanecer em estado de alerta", afirmou o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant.

"Junto com Estados Unidos e outros aliados, conseguimos defender o território do Estado de Israel", acrescentou.

A República Islâmica lançou no sábado o seu primeiro ataque direto contra Israel, marcando uma grande escalada do conflito entre os dois inimigos regionais e tendo como pano de fundo a guerra entre o Exército israelense e os combatentes do Hamas na Faixa de Gaza.

Teerã ameaçou repetidamente responder ao bombardeio do seu consulado em Damasco, em 1º de abril, um ataque que atribuiu a Israel e no qual sete integrantes do Exército de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) morreram, incluindo dois generais.

Israel garantiu que o ataque deste sábado "foi frustrado", enquanto o chefe das forças armadas iranianas, Mohammad Baghari, louvou uma operação que alcançou "todos os seus objetivos".

O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, advertiu que qualquer resposta "temerária" de Israel a seu inédito ataque com mísseis e drones levaria a uma resposta militar "decisiva e muito mais forte".

- Quase 100% de disparos interceptados -

O porta-voz militar israelense, Daniel Hagari, disse que 99% dos drones e mísseis foram interceptados com a ajuda de Estados Unidos, Jordânia e outros aliados.

O Exército israelense indicou que o Irã lançou cerca de "300 drones assassinos, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro", mas que apenas alguns mísseis balísticos "entraram e atingiram levemente" uma base militar, que segue em operação.

Por outro lado, a agência oficial de notícias iraniana Irna reportou "graves danos na base aérea mais importante do Negev", no sul de Israel.

Os bombardeios iranianos deixaram 12 feridos, segundo os militares israelenses, entre eles uma menina de sete anos, detalhou um centro médico.

O Hezbollah libanês e os rebeldes huthis do Iêmen, ambos aliados do Irã, também realizaram ataques em paralelo contra Israel.

O Exército israelense indicou hoje que bombardeou um edifício do Hezbollah no leste do Líbano, sem deixar vítimas.

Jornalistas da AFP relataram ter ouvido várias explosões em Jerusalém na manhã deste domingo, enquanto os moradores procuravam abrigo e estocavam água.

Israel, Iraque, Jordânia e Líbano reabriram o seu espaço aéreo após fechá-los durante a operação iraniana, chamada de "Promessa Honesta".

A Casa Branca indicou que os Estados Unidos não querem "que isto se intensifique" nem "uma guerra mais ampla com o Irã".

A pedido de Israel, o Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião neste domingo. O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o que classificou como uma "grave escalada".

O G7, que reúne as sete economias mais industrializadas do mundo, condenou de forma unânime o ataque iraniano e pediu "moderação" às distintas partes.

"Exigimos que o Irã e seus aliados cessem seus ataques e estamos prontos para tomar novas medidas agora, em caso de novas iniciativas de desestabilização", indicou o G7 - integrado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão - em nota.

- Reações e guerra em Gaza -

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reafirmou na rede X seu "firme" compromisso com a segurança de Israel.

No Vaticano, o papa Francisco lançou um "apelo urgente" para deter "uma espiral de violência" que poderia "arrastar o Oriente Médio para um conflito ainda maior".

A União Europeia condenou o ataque, chamando-o de "escalada sem precedentes", e convocou uma reunião ministerial para a próxima terça.

Teerã convocou os embaixadores da França, do Reino Unido e da Alemanha devido às "posições irresponsáveis de alguns funcionários desses países em relação à resposta do Irã".

Na América Latina, Argentina, Chile e Uruguai condenaram a agressão e manifestaram sua preocupação com a escalada das tensões. Brasil e México pediram "contenção".

A Venezuela, por sua vez, atribuiu a deterioração da situação no Oriente Médio ao "genocídio na Palestina e à irracionalidade do regime israelense, assim como à inação" da ONU.

Já a China conclamou à "paz e estabilidade" no Oriente Médio, enquanto a Rússia, apelando à contenção, instou os países da região a "encontrar uma solução para os problemas existentes".

A Síria, aliada da República Islâmica, considerou que o ataque do Irã "é o direito legítimo à autodefesa" contra Israel.

O ataque iraniano coincidiu também com a rejeição pelo Hamas, segundo o Mossad, o serviço de inteligência externo israelense, de uma nova proposta de cessar-fogo em Gaza, apresentada por Catar, Egito e Estados Unidos, que permitiria também a libertação dos reféns detidos em território palestino.

A guerra entre Israel e Hamas explodiu quando combatentes do movimento islamista palestino mataram cerca de 1.170 pessoas em território israelense, a maioria civis, segundo um cálculo da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

Também fizeram 250 reféns, dos quais 129 permanecem em Gaza, incluindo 34 que se acredita que estão mortos, de acordo com as autoridades israelenses.

Em resposta, Israel prometeu "aniquilar" o Hamas e lançou uma ofensiva implacável que já deixou 33.729 mortos em Gaza, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas desde 2007.

burs/dl/ami/sag-hgs/js/aa/rpr/ic

M.Delgado--TFWP