The Fort Worth Press - Conflitos 'contaminam' consenso entre ministros do G20 no Brasil

USD -
AED 3.6725
AFN 63.999963
ALL 81.031648
AMD 363.339607
ANG 1.790365
AOA 917.999804
ARS 1524.705601
AUD 1.424309
AWG 1.8
AZN 1.682409
BAM 1.7198
BBD 2.014334
BDT 123.134148
BGN 1.683441
BHD 0.376974
BIF 2996.596875
BMD 1
BND 1.278343
BOB 12.245759
BRL 5.218835
BSD 1.000132
BTN 95.938305
BWP 13.673816
BYN 3.027326
BYR 19600
BZD 2.011326
CAD 1.41692
CDF 2339.999699
CHF 0.832115
CLF 0.024551
CLP 969.44992
CNY 6.71325
CNH 6.71309
COP 3360.3
CRC 454.20569
CUC 1
CUP 24.002462
CVE 96.96141
CZK 21.467901
DJF 178.084962
DKK 6.577425
DOP 59.542287
DZD 133.898952
EGP 52.099202
ERN 15
ETB 162.972098
EUR 0.879898
FJD 2.238201
FKP 0.754816
GBP 0.75475
GEL 2.615059
GGP 0.754816
GHS 11.635494
GIP 0.754816
GMD 73.487652
GNF 8795.170658
GTQ 7.637958
GYD 209.257745
HKD 7.84493
HNL 26.846287
HRK 6.632298
HTG 130.885748
HUF 323.53006
IDR 18049
ILS 3.079598
IMP 0.754816
INR 95.990103
IQD 1310.042516
IRR 1374837.497943
ISK 120.54049
JEP 0.754816
JMD 158.315197
JOD 0.708963
JPY 157.515498
KES 129.749784
KGS 87.448502
KHR 4059.056814
KMF 432.999961
KPW 900.000318
KRW 1360.974981
KWD 0.30885
KYD 0.833443
KZT 439.793707
LAK 22439.127338
LBP 89556.106612
LKR 331.022111
LRD 172.008688
LSL 16.434096
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.397263
MAD 9.630717
MDL 17.680991
MGA 4387.052523
MKD 54.140561
MMK 2099.83552
MNT 3596.071123
MOP 8.080829
MRU 40.062785
MUR 47.469804
MVR 15.449921
MWK 1734.1564
MXN 17.833685
MYR 4.082197
MZN 63.910181
NAD 16.434096
NGN 1328.439777
NIO 36.800429
NOK 9.52116
NPR 153.505837
NZD 1.765425
OMR 0.384482
PAB 1.000079
PEN 3.398334
PGK 4.52425
PHP 62.502968
PKR 277.095071
PLN 3.84667
PYG 5873.947548
QAR 3.645277
RON 4.645004
RSD 103.410375
RUB 84.497409
RWF 1476.596231
SAR 3.755913
SBD 8.000512
SCR 13.914605
SDG 601.502416
SEK 9.965625
SGD 1.278495
SHP 0.755002
SLE 24.650237
SLL 20969.491881
SOS 571.60445
SRD 37.685985
STD 20697.981008
STN 21.545091
SVC 8.750324
SYP 13002.000254
SZL 16.429972
THB 33.625502
TJS 9.225649
TMT 3.51
TND 2.961507
TOP 2.40776
TRY 48.982301
TTD 6.787754
TWD 31.804964
TZS 2635.003021
UAH 44.876871
UGX 3914.861437
UYU 40.089518
UZS 11815.811573
VES 852.43145
VND 25974.5
VUV 117.801098
WST 2.745718
XAF 577.175174
XAG 0.016375
XAU 0.000242541838
XCD 2.70255
XCG 1.802386
XDR 0.707052
XOF 577.175174
XPF 104.870231
YER 236.650243
ZAR 16.43214
ZMK 9001.205413
ZMW 19.476614
ZWL 321.999592
SSP 5712.591901
MXV 2.019619
Conflitos 'contaminam' consenso entre ministros do G20 no Brasil
Conflitos 'contaminam' consenso entre ministros do G20 no Brasil / foto: © AFP

Conflitos 'contaminam' consenso entre ministros do G20 no Brasil

Um "impasse" sobre os conflitos em Gaza e Ucrânia marcou a reunião de ministros das Finanças do G20, que terminou nesta quinta-feira (29) sem uma declaração conjunta em São Paulo.

Tamanho do texto:

"Nós havíamos nutrido a esperança de que temas mais sensíveis relativos à geopolítica fossem debatidos exclusivamente no track diplomático", disse na coletiva de imprensa final o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O Brasil exerce este ano a presidência rotativa do grupo das maiores economias do mundo.

A reunião de autoridades econômicas do G20, que se estendeu por dois dias em São Paulo, apresentou as mesmas diferenças do encontro de chanceleres no Rio de Janeiro na semana passada, segundo o ministro.

"Se não foi possível lá, dificilmente iríamos chegar a uma solução satisfatória aqui", indicou Haddad.

Mais cedo, o ministro das Finanças alemão, Christian Lindner, havia dito a jornalistas que a aprovação de um comunicado estava "condicionada" a que se refletisse a situação geopolítica.

"Não há nada de usual neste G20, porque temos uma guerra contra a Ucrânia, o terror do Hamas e a situação humanitária em Gaza, e não podemos ficar indiferentes a isso; tudo isso também deve ser discutido aqui", afirmou Lindner.

A Alemanha se recusou a evitar a menção porque "também somos representantes dos valores de nossos países e defensores da ordem internacional", acrescentou.

Segundo Haddad, os conflitos não foram debatidos nas reuniões, que abordaram temas como desigualdade ou iniciativas de criar impostos para super-ricos.

A declaração final seria assinada "se não fosse a insistência de alguns membros do G20 de fazer constar uma nota, que seria até de rodapé, que não comporia o corpo do comunicado, fazendo referência" aos conflitos.

A presidência do G20 emitiu após a reunião um comunicado no qual se mencionam as "guerras e conflitos em escalada" entre os riscos para a atividade global.

- Debate econômico -

O Brasil, anfitrião após suceder à Índia em dezembro na presidência rotativa do G20, tentou centrar a agenda em suas prioridades, como as desigualdades ou a discussão sobre a necessidade de cobrar impostos aos super-ricos.

Segundo Haddad, as propostas foram bem recebidas, e "houve consenso" nos temas próprios do grupo financeiro.

Pela manhã, o ministro da Fazenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a jornada enfatizando a proposta de cobrar impostos de bilionários.

"Apesar dos avanços recentes, é um fato inquestionável que os bilionários do mundo continuam evadindo nossos sistemas tributários por meio de uma série de estratégias", disse.

O Brasil "buscará elaborar uma Declaração do G20 sobre tributação internacional" para a próxima reunião ministerial em julho, indicou Haddad.

Em conjunto, os países do G20 representam 80% da economia global.

Em 2021, os ministros das Finanças do G20 respaldaram uma reforma fiscal global que, segundo Haddad, espera-se concluir em breve.

Por isso, alguns países pressionam agora por um "terceiro pilar", que abordaria a evasão fiscal por parte dos bilionários.

Isso "poderia ser chave para resolver muitos dos desafios que enfrentamos", acrescentou.

O ministro francês, Bruno Le Maire, disse na quarta-feira que seu país busca "acelerar" as negociações internacionais por impostos mínimos para os ricos.

No G20, "é a primeira vez que falamos claramente sobre esse tema e queremos trabalhar na luta contra a otimização fiscal", disse nesta quinta-feira a jornalistas.

O economista francês Gabriel Zucman, um especialista na relação entre evasão fiscal e desigualdade, foi convidado como palestrante para a reunião dos líderes.

"Se os bilionários pagassem 2% de imposto de renda sobre sua riqueza a cada ano [...] isso geraria cerca de US$ 250 bilhões [R$ 1,24 trilhão] em receitas fiscais adicionais em todo o mundo", disse Zucman.

Assim, por exemplo, os países em desenvolvimento poderiam obter "metade dos US$ 500 bilhões [R$ 2,49 trilhões] adicionais que se estima necessitam para enfrentar os desafios da mudança climática".

O G20 é formado pelas 19 maiores economias do mundo, a União Europeia e, pela primeira vez, a União Africana.

S.Jordan--TFWP