The Fort Worth Press - Falta de combustível ameaça suspender operações humanitárias da ONU em Gaza

USD -
AED 3.672982
AFN 63.498083
ALL 80.559269
AMD 363.520459
ANG 1.790365
AOA 917.99989
ARS 1523.504198
AUD 1.423822
AWG 1.80075
AZN 1.696259
BAM 1.714464
BBD 2.012413
BDT 122.948664
BGN 1.683441
BHD 0.376649
BIF 3009.415106
BMD 1
BND 1.276562
BOB 12.244898
BRL 5.206204
BSD 0.999106
BTN 95.679045
BWP 13.604786
BYN 3.018795
BYR 19600
BZD 2.00952
CAD 1.414125
CDF 2310.00047
CHF 0.828795
CLF 0.024461
CLP 965.750541
CNY 6.71135
CNH 6.724605
COP 3309.86
CRC 454.274493
CUC 1
CUP 23.978646
CVE 96.662634
CZK 21.38715
DJF 177.922715
DKK 6.558955
DOP 59.418613
DZD 133.740588
EGP 51.772802
ERN 15
ETB 162.087103
EUR 0.87737
FJD 2.24725
FKP 0.756753
GBP 0.755545
GEL 2.615028
GGP 0.756753
GHS 11.604951
GIP 0.756753
GMD 73.497052
GNF 8787.432499
GTQ 7.630269
GYD 209.052178
HKD 7.843995
HNL 26.817273
HRK 6.608198
HTG 130.75952
HUF 321.089012
IDR 17985
ILS 3.04806
IMP 0.756753
INR 95.87715
IQD 1308.910162
IRR 1374574.999694
ISK 120.38009
JEP 0.756753
JMD 158.069366
JOD 0.709021
JPY 157.392495
KES 129.529765
KGS 87.448201
KHR 4063.223227
KMF 433.000145
KPW 900.000318
KRW 1357.690284
KWD 0.30864
KYD 0.832592
KZT 442.57352
LAK 22411.284101
LBP 89473.841083
LKR 329.886786
LRD 171.856371
LSL 16.301459
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.387819
MAD 9.588067
MDL 17.734435
MGA 4411.249036
MKD 53.977298
MMK 2099.49869
MNT 3598.832458
MOP 8.072056
MRU 40.194433
MUR 47.529776
MVR 15.449812
MWK 1732.502279
MXN 17.7326
MYR 4.074202
MZN 63.90969
NAD 16.301459
NGN 1326.280196
NIO 36.766253
NOK 9.50062
NPR 153.086647
NZD 1.767335
OMR 0.384501
PAB 0.999106
PEN 3.391893
PGK 4.451574
PHP 62.465003
PKR 276.855854
PLN 3.841275
PYG 5889.262922
QAR 3.641998
RON 4.628495
RSD 103.121038
RUB 84.149243
RWF 1476.627731
SAR 3.749807
SBD 8.000512
SCR 13.793739
SDG 601.50203
SEK 9.92019
SGD 1.277775
SHP 0.755002
SLE 24.65028
SLL 20969.491881
SOS 571.04285
SRD 37.667503
STD 20697.981008
STN 21.477663
SVC 8.742724
SYP 13002.000254
SZL 16.297602
THB 33.416041
TJS 9.217161
TMT 3.51
TND 2.957752
TOP 2.40776
TRY 48.963294
TTD 6.795708
TWD 31.764797
TZS 2644.997991
UAH 44.740953
UGX 3913.317904
UYU 40.026123
UZS 11824.624919
VES 852.43145
VND 25976
VUV 118.506411
WST 2.765483
XAF 575.517053
XAG 0.015585
XAU 0.000233809564
XCD 2.70255
XCG 1.8005
XDR 0.707052
XOF 575.517053
XPF 104.548005
YER 236.650328
ZAR 16.33713
ZMK 9001.197895
ZMW 19.490322
ZWL 321.999592
SSP 5712.5919
MXV 2.009491
Falta de combustível ameaça suspender operações humanitárias da ONU em Gaza
Falta de combustível ameaça suspender operações humanitárias da ONU em Gaza / foto: © AFP

Falta de combustível ameaça suspender operações humanitárias da ONU em Gaza

A ONU alertou, nesta segunda-feira, que deverá suspender suas operações de ajuda humanitária na Faixa de Gaza dentro de "48 horas" por falta de combustível, que deixou os hospitais do norte do território palestino fora de serviço, segundo o movimento islamista Hamas, em guerra contra Israel.

Tamanho do texto:

Há semanas, as Nações Unidas pedem que se permita a entrada de combustível em Gaza, mas Israel afirma que a chegada do suprimento poderia beneficiar as operações militares do Hamas, que governa o pequeno território de 362km².

A Faixa de Gaza vem sendo bombardeada desde 7 outubro, em represália ao ataque perpetrado pelo Hamas que deixou quase 1.200 mortos, a maioria civis, segundo as autoridades israelenses.

"As operações humanitárias em Gaza serão paralisadas nas próximas 48 horas, já que não se permite a entrada de combustível", indicou Thomas White, diretor da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) no X (antigo Twitter).

O Ministério da Saúde do Hamas afirmou, nesta segunda-feira, que os hospitais do norte do território palestino, onde ferozes combates entre milicianos do Hamas e tropas israelenses são travados, estavam "fora de serviço".

O hospital de Al-Shifa, o maior de Gaza, ainda abriga 2.300 pessoas, incluindo pacientes, funcionários e deslocados, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Milhares de civis buscaram se refugiar nesse local situado na Cidade de Gaza após a ofensiva terrestre lançada em 27 de outubro por Israel, com o objetivo de "aniquilar" o grupo islamista.

Segundo o Hamas, mais de 11.000 pessoas morreram pela ofensiva israelense desde o início do conflito, em sua maioria civis.

- Morte de "bebês prematuros" -

"Há dezenas de mortos e centenas de feridos que não podemos atender. As ambulâncias estão paradas porque são alvos de tiros quando saem", afirmou o diretor do hospital, Mohamad Abu Salmiya.

O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, qualificou a situação de Al-Shifa como "grave e perigosa" devido à falta de energia elétrica e de água, consequência do cerco imposto por Israel à Faixa de Gaza há mais de um mês.

Várias testemunhas relataram bombardeios intensos durante a noite e afirmaram que tanques e blindados foram posicionados a poucos metros da entrada do hospital.

Israel acusa o Hamas de esconder equipamento militar nos centros médicos.

Yusef Abu Rish, vice-ministro da Saúde do governo de Hamas, afirmou à AFP que desde sábado "sete bebês prematuros e 27 pacientes no CTI" morreram devido à falta de energia elétrica no hospital Al-Shifa.

Mohamad Shtayyeh, o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, pediu à ONU e à União Europeia que enviem ajuda por via aérea ao norte de Gaza, onde se concentram os combates.

Israel anunciou que estabelecerá um "corredor" em Gaza para que os civis evacuem a região do hospital Al-Shifa.

- "Combates intensos" -

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou no domingo ao canal americano NBC que existe a possibilidade de um acordo para libertar os quase 240 reféns sequestrados pelo Hamas durante a ofensiva de 7 de outubro.

"Quanto menos eu falar sobre isto, mais eu amento as chances de que se concretize", disse.

Os militares israelenses informaram que seus soldados prosseguem com as "operações contra infraestruturas terroristas instaladas em prédios governamentais, em meio à população civil, incluindo escolas, universidades e mesquitas".

Pelo menos 44 soldados morreram na ofensiva, informou o Exército israelense.

O comissário europeu para Gestão de Crises, Janez Lenarcic, pediu "pausas reais" nos combates em Gaza que permitam a entrega urgente de combustíveis para o funcionamento dos hospitais.

"Mais da metade dos hospitais da Faixa de Gaza deixaram de funcionar, principalmente por falta de combustível", indicou Lenarcic.

- Pacientes "sem atendimento" -

Os escritórios da ONU em todo o mundo baixaram suas bandeiras a meio mastro nesta segunda-feira em sinal de luto e fizeram um minuto de silêncio em homenagem a seus trabalhadores mortos em Gaza durante o conflito.

A situação também é crítica para outros centros de saúde do território palestino, disse Mohamed Zaqut, diretor da rede hospitalar de Gaza.

O Crescente Vermelho palestino afirmou que outro hospital, o centro Al-Quds, parou de funcionar no domingo por falta de combustível.

"O Exército israelense ordenou que saíssemos do hospital Al-Quds", disse à AFP Islam Shamallah, que precisou caminhar mais de 10 quilômetros com a filha nos braços, ao lado do marido e de outros três filhos que se deslocam com dificuldades.

Quase 1,6 milhão dos 2,4 milhões de habitantes da Faixa de Gaza abandonaram suas casas desde o início da guerra.

No sul do território palestino, perto da passagem de fronteira com o Egito, centenas de milhares de deslocados aguardam a entrada de ajuda humanitária, que chega de maneira lenta e insuficiente, segundo a ONU.

A.Nunez--TFWP