The Fort Worth Press - ONU alerta que repressão se intensifica na Venezuela

USD -
AED 3.672495
AFN 62.999984
ALL 80.627789
AMD 363.380057
ANG 1.790365
AOA 918.000055
ARS 1517.972499
AUD 1.425903
AWG 1.8
AZN 1.69841
BAM 1.71977
BBD 2.014306
BDT 123.289177
BGN 1.683441
BHD 0.377028
BIF 3012.807267
BMD 1
BND 1.279847
BOB 12.085376
BRL 5.192397
BSD 1.000119
BTN 95.910598
BWP 13.673072
BYN 3.044111
BYR 19600
BZD 2.011325
CAD 1.414299
CDF 2310.000241
CHF 0.829375
CLF 0.024466
CLP 966.07002
CNY 6.71135
CNH 6.716645
COP 3327.29
CRC 454.67135
CUC 1
CUP 24.002321
CVE 96.957999
CZK 21.476201
DJF 178.083758
DKK 6.575975
DOP 59.432581
DZD 133.865841
EGP 51.777898
ERN 15
ETB 163.34979
EUR 0.87968
FJD 2.24975
FKP 0.754629
GBP 0.756825
GEL 2.615037
GGP 0.754629
GHS 11.590355
GIP 0.754629
GMD 74.000457
GNF 8795.817964
GTQ 7.637756
GYD 209.235666
HKD 7.84281
HNL 26.840946
HRK 6.625197
HTG 130.885334
HUF 322.220499
IDR 17993
ILS 3.04725
IMP 0.754629
INR 95.98845
IQD 1310.172301
IRR 1374575.000394
ISK 121.219779
JEP 0.754629
JMD 157.732063
JOD 0.709017
JPY 158.955005
KES 129.449631
KGS 87.449698
KHR 4068.37186
KMF 432.999863
KPW 900.000318
KRW 1370.284991
KWD 0.30891
KYD 0.833348
KZT 441.759759
LAK 22415.75627
LBP 89553.909393
LKR 330.087184
LRD 172.006612
LSL 16.429705
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.396131
MAD 9.575819
MDL 17.795832
MGA 4384.028981
MKD 54.094692
MMK 2099.566963
MNT 3597.939506
MOP 8.078394
MRU 40.034469
MUR 47.780056
MVR 15.449702
MWK 1734.061354
MXN 17.661465
MYR 4.085395
MZN 63.909902
NAD 16.429561
NGN 1326.199692
NIO 36.808252
NOK 9.521905
NPR 153.46825
NZD 1.768895
OMR 0.384505
PAB 1.000066
PEN 3.388188
PGK 4.455485
PHP 62.793008
PKR 277.092073
PLN 3.85592
PYG 5926.499101
QAR 3.6455
RON 4.6417
RSD 103.364968
RUB 85.004112
RWF 1479.504809
SAR 3.756357
SBD 8.000512
SCR 13.765011
SDG 601.509279
SEK 9.94637
SGD 1.280959
SHP 0.755002
SLE 24.650187
SLL 20969.491881
SOS 571.546649
SRD 37.694988
STD 20697.981008
STN 21.542912
SVC 8.750973
SYP 13002.000254
SZL 16.42566
THB 33.503007
TJS 9.215477
TMT 3.51
TND 2.958465
TOP 2.40776
TRY 48.854898
TTD 6.801985
TWD 31.828504
TZS 2644.998032
UAH 45.026248
UGX 3925.206526
UYU 40.068936
UZS 11810.999389
VES 852.43145
VND 25992
VUV 118.51472
WST 2.751818
XAF 577.032019
XAG 0.015834
XAU 0.000235292457
XCD 2.70255
XCG 1.802315
XDR 0.707052
XOF 577.032019
XPF 104.867465
YER 236.649703
ZAR 16.45715
ZMK 9001.204613
ZMW 19.450905
ZWL 321.999592
SSP 5712.591861
MXV 2.001557
ONU alerta que repressão se intensifica na Venezuela
ONU alerta que repressão se intensifica na Venezuela / foto: © Presidencia de Venezuela/AFP/Arquivos

ONU alerta que repressão se intensifica na Venezuela

O governo da Venezuela intensificou "os ataques ao espaço cívico e democrático" para "silenciar a oposição ou as críticas" ao Executivo de Nicolás Maduro, indicou uma missão da ONU em um relatório divulgado nesta quarta-feira (20).

Tamanho do texto:

A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos da ONU sobre a República Bolivariana da Venezuela investigou alegações de violações dos direitos humanos relatadas no país entre janeiro de 2020 e agosto de 2023. A conclusão foi de que existem "motivos razoáveis para acreditar que foram cometidas, pelo menos, 5 privações arbitrárias da vida, 14 desaparecimentos forçados de curta duração e 58 detenções arbitrárias" durante o período.

Além disso, os peritos registraram 28 casos de tortura ou outros tratamentos cruéis contra pessoas presas e 19 casos de violência sexual.

Este é um panorama "especialmente alarmante", já que a Venezuela realizará eleições presidenciais em 2024 - para as quais a ex-deputada da oposição María Corina Machado e os dois líderes da oposição Henrique Capriles e Freddy Superlano foram privados de concorrer.

A missão foi criada em 2019 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para investigar as acusações contra o governo de Maduro sobre supostas violações dos direitos humanos contra opositores.

O novo relatório do grupo destaca que, desde o início de 2021, recebeu "menos acusações de graves violações dos direitos humanos contra pessoas que se opõem ao governo ou são percebidas como tal".

No entanto, esses incidentes "continuam sendo cometidos (...), recentemente (...) de forma mais seletiva contra certas pessoas da sociedade civil, como líderes sindicais, jornalistas e defensores dos direitos humanos", disse a presidente da missão, Marta Valiñas.

"A estrutura repressiva do Estado não foi desmantelada", destaca o grupo.

O relatório acusa o Estado de recorrer a "ameaças, vigilância e assédio constantes, difamação e censura" para "sufocar a oposição".

- Mecanismos "duros e frouxos" -

"Juntos, esses dois tipos de mecanismos, ‘duros’ e ‘frouxos’, constituem um aparato repressivo do Estado utilizado com diferentes níveis de intensidade, dependendo da natureza e da força da dissidência social", disse o especialista da missão, Francisco Cox.

Patricia Tappatá Valdez, outra especialista, denunciou a "ação deliberada das instituições judiciais e constitucionais" que "restringem os movimentos dos líderes sociais e dos líderes políticos".

Segundo especialistas, há uma continuidade entre as Forças de Ações Especiais da Polícia Nacional (Faes), dissolvidas em 2021, e a Diretoria de Ações Estratégicas e Táticas (Daet), criada em julho de 2022.

"A transformação da Faes em Daet é uma mera mudança de nome que mostra a persistente impunidade e a continuidade de graves violações dos direitos humanos", disse Valiñas.

Num relatório anterior, a missão documentou a participação da Faes "em prisões arbitrárias" de pessoas críticas ao governo.

Nicolás Maduro foi reeleito em 2018, em uma eleição boicotada pela oposição e não reconhecida por muitos países, como os Estados Unidos.

Em 2019, Washington e parte da comunidade internacional reconheceram Juan Guaidó, líder da oposição que se autoproclamou presidente interino.

A oposição venezuelana pôs fim a esta presidência interina em janeiro, ao concluir que não havia cumprido os seus objetivos de mudança política.

C.Dean--TFWP