The Fort Worth Press - Rússia alerta para 'riscos' no Mar Negro após fim de acordo de grãos

USD -
AED 3.672499
AFN 63.000201
ALL 80.450356
AMD 363.439931
ANG 1.790365
AOA 918.000334
ARS 1516.007498
AUD 1.42122
AWG 1.8
AZN 1.697564
BAM 1.712962
BBD 2.013821
BDT 122.932477
BGN 1.683441
BHD 0.37695
BIF 3000
BMD 1
BND 1.277595
BOB 10.867156
BRL 5.1656
BSD 0.99986
BTN 95.678145
BWP 13.595481
BYN 3.027431
BYR 19600
BZD 2.01093
CAD 1.41018
CDF 2309.999886
CHF 0.825095
CLF 0.024397
CLP 963.329736
CNY 6.71135
CNH 6.710397
COP 3288.8
CRC 453.685538
CUC 1
CUP 26.5
CVE 97.249818
CZK 21.448002
DJF 177.720017
DKK 6.56759
DOP 59.450217
DZD 133.939466
EGP 51.423803
ERN 15
ETB 161.000031
EUR 0.87852
FJD 2.24975
FKP 0.750528
GBP 0.755325
GEL 2.614947
GGP 0.750528
GHS 11.58498
GIP 0.750528
GMD 74.000164
GNF 8750.000068
GTQ 7.63211
GYD 209.186734
HKD 7.842705
HNL 26.914995
HRK 6.619295
HTG 130.683635
HUF 320.937502
IDR 17851.95
ILS 3.03393
IMP 0.750528
INR 95.74145
IQD 1310.5
IRR 1374574.999561
ISK 121.23992
JEP 0.750528
JMD 157.538176
JOD 0.708994
JPY 158.313504
KES 129.501538
KGS 87.449803
KHR 4057.50326
KMF 433.000356
KPW 900.000318
KRW 1366.659786
KWD 0.30924
KYD 0.833209
KZT 444.620586
LAK 22425.000038
LBP 89549.999926
LKR 328.955608
LRD 172.824953
LSL 16.359925
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.375009
MAD 9.60075
MDL 17.695844
MGA 4400.000432
MKD 54.047762
MMK 2099.577364
MNT 3597.923561
MOP 8.077068
MRU 40.06067
MUR 47.880026
MVR 15.449968
MWK 1736.999945
MXN 17.54419
MYR 4.09009
MZN 63.909668
NAD 16.360274
NGN 1324.780094
NIO 36.659962
NOK 9.485825
NPR 153.084711
NZD 1.761945
OMR 0.384502
PAB 0.99986
PEN 3.377496
PGK 4.4485
PHP 62.762497
PKR 277.549959
PLN 3.845185
PYG 5925.912951
QAR 3.643027
RON 4.633794
RSD 103.19594
RUB 84.775004
RWF 1473
SAR 3.755068
SBD 8.000512
SCR 13.883948
SDG 601.501154
SEK 9.918103
SGD 1.280175
SHP 0.755002
SLE 24.649917
SLL 20969.491881
SOS 571.505219
SRD 37.822497
STD 20697.981008
STN 21.675
SVC 8.748774
SYP 13002.000254
SZL 16.360116
THB 33.440988
TJS 9.253737
TMT 3.51
TND 2.948502
TOP 2.40776
TRY 48.859805
TTD 6.795649
TWD 31.803904
TZS 2649.998058
UAH 44.878367
UGX 3889.609025
UYU 40.078651
UZS 11837.479702
VES 852.43145
VND 26010.5
VUV 118.348377
WST 2.752527
XAF 576.271652
XAG 0.015564
XAU 0.000233
XCD 2.70255
XCG 1.801955
XDR 0.707052
XOF 576.271652
XPF 105.204736
YER 236.650203
ZAR 16.366175
ZMK 9001.197068
ZMW 19.472654
ZWL 321.999592
SSP 5712.590503
MXV 1.988392
Rússia alerta para 'riscos' no Mar Negro após fim de acordo de grãos
Rússia alerta para 'riscos' no Mar Negro após fim de acordo de grãos / foto: © Crimea24TV/AFP

Rússia alerta para 'riscos' no Mar Negro após fim de acordo de grãos

A Rússia alertou a Ucrânia, nesta terça-feira (18), contra sua ideia de continuar exportando grãos pelo Mar Negro e afirmou que não há mais "garantias de segurança" após o fim do acordo de um ano que permitia o transporte de cereais por esta rota.

Tamanho do texto:

"Na ausência de garantias de segurança adequadas, há alguns riscos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Ele enfatizou que, se "algo for preparado sem a Rússia, esses riscos devem ser levados em consideração".

O porta-voz respondeu assim a uma pergunta sobre a vontade declarada da Ucrânia de continuar exportando seus grãos através do Mar Negro, com ou sem o acordo de Moscou sobre a segurança dos navios.

Ao enfatizar a posição do Kremlin, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse a seu colega turco, Hakan Fidan, que o fim do acordo significava "a retirada das garantias de segurança da navegação", o que torna novamente o noroeste do Mar Negro, por onde circulavam os cargueiros, "uma área provisoriamente perigosa".

Na segunda-feira, a Rússia indicou sua rejeição ao prolongamento do acordo de exportação de grãos ucranianos, assinado em julho de 2022 com mediação de ONU e Turquia, e prorrogado várias vezes posteriormente.

A título de argumento, Moscou denunciou que sua exigência de retirada dos obstáculos à exportação de produtos agrícolas e fertilizantes russos não estava sendo atendida.

Nesta terça-feira, Peskov também acusou a Ucrânia de usar o corredor marítimo aberto no Mar Negro sob o acordo de grãos com "fins militares", um dia depois de Kiev ter atacado a ponte estratégica que liga o território russo à península anexada da Crimeia.

- Ataques em represália -

Em retaliação, o Ministério da Defesa russo disse, nesta terça-feira, que destruiu com mísseis "as instalações onde foram preparados atos terroristas contra a Rússia", assim como o local de fabricação dos drones navais usados no ataque à ponte.

Antes do amanhecer, seis mísseis Kalibr e 21 drones explosivos Shahed-136 de fabricação iraniana lançados pela Rússia contra Odessa (sul) foram "destruídos" pela defesa antiaérea ucraniana, afirmou o governador da província, Oleh Kiper, no Telegram.

"Infelizmente, os destroços dos mísseis derrubados e a onda expansiva da derrubada danificaram a infraestrutura portuária e várias residências particulares", disse ele, sem especificar a extensão dos danos.

Segundo a Força Aérea ucraniana, 31 drones foram derrubados em todo o país, dos 36 que a Rússia lançou durante a noite.

O oblast (província) de Odessa, às margens do Mar Negro, abriga os principais terminais marítimos para o acordo de exportação de grãos ucranianos entre Kiev e Moscou, que expirou às 18h00 de segunda-feira, no horário de Brasília.

Esse pacto permitiu a exportação de mais de 32 toneladas de grãos ucranianos no ano passado, principalmente milho e trigo. Isso ajudou a estabilizar os preços mundiais dos alimentos e a prevenir o risco de desabastecimento.

Ontem, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, disse que, "mesmo sem a Rússia, é preciso fazer o possível para que possamos utilizar esse corredor [para as exportações] no Mar Negro". "Não temos medo", frisou.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que milhões de pessoas terão que "pagar o preço" da decisão da Rússia, que, segundo ele, "afetará as pessoas mais pobres em todo o mundo".

Nesse mesmo sentido, a União Africana (UA) "lamentou" hoje a decisão russa e lembrou que a organização regional "apoiou" o acordo "desde o início".

Na frente de batalha, o Exército russo anunciou, nesta terça-feira, que avançou 1,5 quilômetro durante "operações ofensivas" perto de Kupiansk, no nordeste da Ucrânia, área onde Kiev constatou uma concentração de tropas russas.

O comandante das forças terrestres ucranianas, Oleksandr Sirski, afirmou nesta terça que a situação é "difícil", mas está "sob controle" no leste da Ucrânia.

Por sua vez, o general Mark Milley, chefe do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos, garantiu hoje que as forças de Kiev estão se deparando com posições russas reforçadas com minas e trincheiras, mas que "estão abrindo passagem de forma lenta, deliberada e constante através de todos estes campos minados, e é uma luta difícil".

Por outro lado, na ponte da Crimeia, "a circulação de veículos foi restabelecida no sentido contrário" em uma de suas faixas, informou o vice-primeiro-ministro russo, Marat Khusnullin.

Na segunda-feira, uma fonte do serviço de segurança ucraniano (SBU) disse à AFP que o ataque à ponte, que matou dois civis, foi obra da Marinha e do serviço secreto ucraniano, com ajuda de drones navais.

J.M.Ellis--TFWP