The Fort Worth Press - Fome se estabiliza no mundo, mas seu fim está 'fora de alcance', adverte ONU

USD -
AED 3.672999
AFN 63.000181
ALL 80.450377
AMD 363.439993
ANG 1.790365
AOA 917.999936
ARS 1515.594499
AUD 1.41985
AWG 1.8
AZN 1.704511
BAM 1.712962
BBD 2.013821
BDT 122.932477
BGN 1.683441
BHD 0.37695
BIF 3000
BMD 1
BND 1.277595
BOB 10.867156
BRL 5.168706
BSD 0.99986
BTN 95.678145
BWP 13.595481
BYN 3.027431
BYR 19600
BZD 2.01093
CAD 1.410403
CDF 2310.000597
CHF 0.824665
CLF 0.024397
CLP 963.329699
CNY 6.71135
CNH 6.711803
COP 3291.29
CRC 453.685538
CUC 1
CUP 26.5
CVE 97.249756
CZK 21.441303
DJF 177.71947
DKK 6.5683
DOP 59.450415
DZD 133.955972
EGP 51.401801
ERN 15
ETB 161.000393
EUR 0.87825
FJD 2.24975
FKP 0.750528
GBP 0.75515
GEL 2.615013
GGP 0.750528
GHS 11.584985
GIP 0.750528
GMD 73.999893
GNF 8750.000282
GTQ 7.63211
GYD 209.186734
HKD 7.84355
HNL 26.915006
HRK 6.619598
HTG 130.683635
HUF 320.940286
IDR 17857.65
ILS 3.03393
IMP 0.750528
INR 95.88465
IQD 1310.5
IRR 1374575.000035
ISK 121.230243
JEP 0.750528
JMD 157.538176
JOD 0.708974
JPY 158.319989
KES 129.46968
KGS 87.449797
KHR 4057.488949
KMF 433.000293
KPW 900.000318
KRW 1366.360157
KWD 0.30926
KYD 0.833209
KZT 444.620586
LAK 22424.999952
LBP 89550.000063
LKR 328.955608
LRD 172.824965
LSL 16.360113
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.375007
MAD 9.60075
MDL 17.695844
MGA 4399.999898
MKD 53.88149
MMK 2099.577364
MNT 3597.923561
MOP 8.077068
MRU 40.059762
MUR 47.880393
MVR 15.449698
MWK 1737.0003
MXN 17.527603
MYR 4.079715
MZN 63.90989
NAD 16.360284
NGN 1325.459859
NIO 36.659726
NOK 9.49177
NPR 153.084711
NZD 1.762816
OMR 0.384482
PAB 0.99986
PEN 3.377497
PGK 4.448503
PHP 62.810226
PKR 277.549763
PLN 3.844797
PYG 5925.912951
QAR 3.643053
RON 4.634397
RSD 103.282996
RUB 84.752647
RWF 1473
SAR 3.755068
SBD 8.000512
SCR 13.828601
SDG 601.498216
SEK 9.927485
SGD 1.27991
SHP 0.755002
SLE 24.650247
SLL 20969.491881
SOS 571.500781
SRD 37.822499
STD 20697.981008
STN 21.675
SVC 8.748774
SYP 13002.000254
SZL 16.359782
THB 33.41019
TJS 9.253737
TMT 3.51
TND 2.948497
TOP 2.40776
TRY 48.827403
TTD 6.795649
TWD 31.834205
TZS 2649.998016
UAH 44.878367
UGX 3889.609025
UYU 40.078651
UZS 11837.49757
VES 852.43145
VND 26010.5
VUV 118.348377
WST 2.752527
XAF 576.094155
XAG 0.015517
XAU 0.000233
XCD 2.70255
XCG 1.801955
XDR 0.707052
XOF 576.094155
XPF 105.206766
YER 236.649909
ZAR 16.326978
ZMK 9001.195448
ZMW 19.472654
ZWL 321.999592
SSP 5712.590503
MXV 1.986512
Fome se estabiliza no mundo, mas seu fim está 'fora de alcance', adverte ONU
Fome se estabiliza no mundo, mas seu fim está 'fora de alcance', adverte ONU / foto: © AFP/Arquivos

Fome se estabiliza no mundo, mas seu fim está 'fora de alcance', adverte ONU

O número de pessoas que passam fome no mundo se estabilizou em 2022 após sete anos de alta, um "avanço modesto" e insuficiente para cumprir a meta de eliminar este flagelo até 2030, advertiram cinco agências da ONU em um relatório divulgado nesta quarta-feira (12).

Tamanho do texto:

Cerca de 735 milhões de pessoas passaram fome este ano, o equivalente a 9,2% da população mundial, alerta o relatório, cujos autores incluem a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O número, que vinha aumentando desde 2015, estabilizou-se e até registrou uma leve queda, com menos 3,8 milhões de pessoas em relação a 2021.

A América Latina registrou avanços no combate à fome, com exceção da região do Caribe, onde a situação se agravou.

A desnutrição crônica também aumentou na Ásia Ocidental e na África, diz o relatório, que também leva o selo do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O relatório anual sobre o estado da segurança alimentar e nutricional no mundo detalha que, na África, uma em cada cinco pessoas sofre de desnutrição crônica.

O documento é um "retrato de um mundo ainda se recuperando de uma pandemia mundial e que agora lida com as consequências da guerra na Ucrânia, que agitou ainda mais os mercados de alimentos e de energia".

Desde 2019, essas duas crises acrescentaram 122 milhões de pessoas ao mapa da fome.

Embora a recuperação econômica pós-pandemia tenha melhorado a situação, "não cabe dúvida de que esse modesto progresso se viu minado pela alta dos preços dos alimentos e da energia, amplificada pela guerra na Ucrânia".

O relatório adverte que, sem esforços mais bem direcionados, a meta de "acabar com a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição em todas as suas formas até 2030 permanecerá fora do nosso alcance".

- 'Novo normal' -

Na América Latina e no Caribe, a prevalência da desnutrição - o indicador que mede a fome - caiu de 7% em 2021 para 6,5% em 2022, o que representou uma redução de 2,4 milhões no número de pessoas que passam fome.

No entanto, essa redução se explica pela evolução na América do Sul (de 7% para 6,1%), já que o Caribe registrou um aumento significativo de 14,7% em 2021 para 16,3% em 2022.

"Há raios de esperança (...). No entanto, em geral, precisamos de um intenso esforço mundial imediato para resgatar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável", defendeu o secretário-geral da ONU, António Guterres, citado no comunicado do relatório.

Se o progresso não for acelerado, cerca de 600 milhões de pessoas poderão continuar sofrendo com a fome até 2030, principalmente na África.

Isso representa "aproximadamente 119 milhões de pessoas a mais do que se não tivessem ocorrido a pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia", apontaram as agências da ONU.

Os principais fatores de insegurança alimentar - conflitos, contração econômica e desastres climáticos - e as recentes desigualdades se tornaram uma "nova normalidade", observaram.

Álvaro Lario, presidente do FIDA, apontou a falta de investimentos e a "vontade política de implementar soluções em larga escala".

Cindy McCain, diretora executiva do PMA, alertou que a fome está aumentando "enquanto os recursos que precisamos urgentemente para proteger os mais vulneráveis estão diminuindo perigosamente". Para ela, "estamos enfrentando o maior desafio que já vimos".

Assim como no ano anterior, 2,4 bilhões de pessoas sofreram de insegurança alimentar aguda ou moderada em 2022. Em outras palavras, três em cada dez pessoas não tiveram acesso a uma alimentação adequada.

Por outro lado, a possibilidade das populações acessarem uma alimentação saudável piorou em todo o mundo, devido ao impacto prolongado da pandemia e ao aumento dos preços dos alimentos, ressaltou a ONU.

Mais de 3,1 bilhões de pessoas não puderam se alimentar de forma equilibrada em 2022, levando à desnutrição, carências ou obesidade.

A América Latina é a região onde é mais difícil comer de forma saudável (US$ 4,08 por pessoa por dia, o equivalente a R$ 19,6) em comparação com a Ásia (US$ 3,90, R$ 18,7), África (US$ 3,57, R$ 17,1), América do Norte e Europa (US$ 3,22, R$ 15,4).

"A mudança da tendência de importação de produtos baratos para a produção de produtos de qualidade continua sendo uma equação não resolvida na região", afirmou Mario Lubetkin, vice-diretor-geral da FAO, à AFP em Santiago.

K.Ibarra--TFWP