The Fort Worth Press - Grandes empresários dos EUA viajam para a China apesar das tensões comerciais

USD -
AED 3.672497
AFN 63.496236
ALL 80.15939
AMD 362.919823
ANG 1.790365
AOA 916.999719
ARS 1514.244199
AUD 1.414917
AWG 1.80125
AZN 1.691204
BAM 1.712962
BBD 2.013821
BDT 122.932477
BGN 1.683441
BHD 0.376962
BIF 3004.585047
BMD 1
BND 1.277595
BOB 11.923749
BRL 5.131303
BSD 0.99986
BTN 95.678145
BWP 13.595481
BYN 3.027431
BYR 19600
BZD 2.01093
CAD 1.40891
CDF 2311.000026
CHF 0.82285
CLF 0.024072
CLP 950.520259
CNY 6.6998
CNH 6.70685
COP 3210.07
CRC 453.685538
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.574587
CZK 21.3671
DJF 178.050457
DKK 6.551265
DOP 59.478089
DZD 133.645601
EGP 51.398897
ERN 15
ETB 163.319699
EUR 0.87636
FJD 2.237199
FKP 0.750528
GBP 0.75325
GEL 2.595013
GGP 0.750528
GHS 11.583045
GIP 0.750528
GMD 73.505167
GNF 8793.441704
GTQ 7.63211
GYD 209.186734
HKD 7.843325
HNL 26.837396
HRK 6.603201
HTG 130.683635
HUF 319.267505
IDR 17825
ILS 3.01575
IMP 0.750528
INR 95.73935
IQD 1309.814191
IRR 1374650.000003
ISK 120.929585
JEP 0.750528
JMD 157.538176
JOD 0.708982
JPY 157.929498
KES 129.310285
KGS 87.449804
KHR 4054.823313
KMF 429.999861
KPW 900.000318
KRW 1365.049996
KWD 0.30907
KYD 0.833209
KZT 444.620586
LAK 22404.007848
LBP 89537.860574
LKR 328.955608
LRD 172.465735
LSL 16.310417
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.383128
MAD 9.57123
MDL 17.695844
MGA 4393.217489
MKD 53.88149
MMK 2099.577364
MNT 3597.923561
MOP 8.077068
MRU 40.034859
MUR 47.880241
MVR 15.460197
MWK 1733.73447
MXN 17.439766
MYR 4.079696
MZN 63.88613
NAD 16.310274
NGN 1324.480236
NIO 36.793911
NOK 9.464115
NPR 153.084711
NZD 1.75705
OMR 0.384501
PAB 0.99986
PEN 3.375476
PGK 4.454546
PHP 62.558506
PKR 277.084952
PLN 3.83586
PYG 5925.912951
QAR 3.645178
RON 4.625896
RSD 102.932975
RUB 84.352215
RWF 1475.675439
SAR 3.756768
SBD 8.026013
SCR 13.74007
SDG 601.513532
SEK 9.87837
SGD 1.278335
SHP 0.74758
SLE 24.649746
SLL 20969.491881
SOS 571.398543
SRD 37.740486
STD 20697.981008
STN 21.4581
SVC 8.748774
SYP 13002.000254
SZL 16.306476
THB 33.287502
TJS 9.253737
TMT 3.5
TND 2.95341
TOP 2.40776
TRY 48.826011
TTD 6.795649
TWD 31.670374
TZS 2645.002947
UAH 44.878367
UGX 3889.609025
UYU 40.078651
UZS 11798.503182
VES 851.341303
VND 26010.5
VUV 118.348377
WST 2.752527
XAF 574.854365
XAG 0.015348
XAU 0.000232
XCD 2.70255
XCG 1.801955
XDR 0.707052
XOF 574.854365
XPF 104.452317
YER 236.550089
ZAR 16.34619
ZMK 9001.202171
ZMW 19.472654
ZWL 321.999592
SSP 5712.590503
MXV 1.976583
Grandes empresários dos EUA viajam para a China apesar das tensões comerciais
Grandes empresários dos EUA viajam para a China apesar das tensões comerciais / foto: © AFP/Arquivos

Grandes empresários dos EUA viajam para a China apesar das tensões comerciais

De Elon Musk a Bill Gates, passando por Tim Cook, da Apple, alguns dos mais proeminentes empresários dos Estados Unidos passaram recentemente pela China, questionando a narrativa apocalíptica de uma guerra comercial entre as duas potências.

Tamanho do texto:

As visitas lideradas por alguns dos homens mais ricos do mundo começaram depois que o gigante asiático concluiu quase três anos de isolamento pela covid-19 no final de 2022.

Em Pequim, os executivos americanos expressaram otimismo sobre o enorme mercado chinês e as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Em sua visita à China no final de maio, Musk, proprietário da Tesla e da SpaceX, disse que os interesses de Pequim e Washington estão "entrelaçados, como gêmeos siameses, inseparáveis um do outro".

O CEO da Apple, Cook, também falou sobre o relacionamento "simbiótico" de sua empresa com a China, que abriga a maior fábrica de iPhone de mundo.

Mas a maior honra de todas, um encontro com Xi Jinping, foi recebida por Bill Gates, que o presidente chinês chamou na sexta-feira de "velho amigo", segundo o jornal estatal People's Daily.

Essas visitas coincidem com um aumento das tensões comerciais entre as duas potências que, em todo o caso, não as impediu de bater um recorde no valor das suas trocas, de 690,6 bilhões de dólares no ano passado (3,6 trilhões de reais na cotação da época), segundo o Departamento do Comércio dos Estados Unidos.

Ainda assim, o mundo dos negócios está preocupado com a desaceleração das exportações dos Estados Unidos para a China, seu terceiro maior parceiro comercial, especialmente no setor de tecnologia.

Citando preocupações de segurança nacional, os Estados Unidos bloquearam em 2022 as exportações para a China dos semicondutores mais avançados e do material necessário para produzi-los.

A China respondeu prometendo acelerar seus esforços para se tornar autônoma nesse setor.

"O comércio China-EUA (...) antes era mutuamente dependente e benéfico", disseram analistas do Instituto Peterson de Economia Internacional, em um relatório recente.

"As exportações dos Estados Unidos para a China são mais um canal pelo qual a relação bilateral continua a se deteriorar", acrescentaram.

- "Voz minoritária" -

O governo dos EUA está envolvido em disputas acirradas com a China sobre questões como Taiwan e direitos humanos, e elas não parecem estar se acalmando, apesar da visita do secretário de Estado, Antony Blinken, a Pequim neste fim de semana.

As empresas americanas na China fazem apelos por reaproximação há muito tempo, argumentando que uma forte relação econômica poderia promover reformas políticas.

As visitas desses magnatas também demonstram a implantação das grandes empresas mundiais na China, apesar das tensões políticas.

No entanto, a crescente repressão sob a presidência de Xi transformou os lobbies empresariais outrora influentes em "uma voz minoritária", disse Joe Mazur, analista da Trivium.

"A comunidade empresarial é uma das últimas peças de contrapeso que estabiliza a relação EUA-China", afirmou.

- Visita de Blinken -

Este círculo empresarial na China acompanhará de perto a visita de Blinken neste fim de semana, o que, segundo analistas, dificilmente reduzirá o confronto.

"As empresas americanas têm investimentos substanciais, milhares de funcionários e ainda veem a China como um mercado promissor", disse à AFP James Zimmerman, ex-presidente da Câmara de Comércio dos EUA na China.

Mas os governos de ambos os países "esvaziaram qualquer nível de colaboração e há pouco espaço para desenvolver até mesmo a pretensão de boa vontade", acrescentou.

O Conselho de Negócios EUA-China, interlocutor clássico entre Pequim e Washington, sente-se em apuros, sem capacidade de influenciar um Congresso cada vez mais agressivo que não atendeu aos seus pedidos contra mais restrições comerciais.

"Eles têm que defender a reaproximação contínua com a China, quando a visão em Washington é que o tempo para a reaproximação já passou", disse Mazur.

- Vale a pena? -

Mas as recentes manobras de Pequim para restringir o acesso de estrangeiros à Internet e as operações nos escritórios de empresas de consultoria também assustaram as empresas estrangeiras, entre as quais há um sentimento crescente de que operar na China não vale o risco.

"Há uma mudança de sentimento", afirmou Claire Chu, analista da China na empresa de inteligência de defesa Janes.

"As revistas de madrugada com procedimentos inadequados e detenções indefinidas de trabalhadores sem acesso a advogados tornaram-se a norma para empresas chinesas e estrangeiras", disse Zimmerman.

Alguns grandes fabricantes estão reequilibrando sua dependência da China. Por exemplo, a Apple e a Tesla pretendem transferir parte da produção para outro país.

"Da mesma forma que as pessoas há dez anos diziam que você tinha que estar na China para ser relevante, agora a relevância dependerá de um exercício estratégico de realocação", disse Zimmerman.

L.Davila--TFWP